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Bayonetta

O estilo de regresso aos jogos de acção.

Uma olhadela pelo currículo de Hideki Kamiya e temos logo a certeza que este é um homem que não brinca em serviço e cujo crédito não deixa por mãos alheias. É o criador da série Devil May Cry, trabalhou como director em jogos como Resident Evil 2, Viewtiful Joe, Okami e entre outros trabalhos, tem agora entre mãos Bayonetta, o seu novo jogo de acção. Kamiya sabe do que vale e enquanto alguns podem tomar as suas declarações como arrogantes, quando diz que vai dar novo alento e trazer algo fresco ao género, os mais atentos sabem que podem pelo menos conferir o benefício da dúvida. Agora na Platinum Games, Kamiya promete “rebentar” com os padrões qualitativos do género e nós cá esperamos por isso mesmo.

Bayonetta é um jogo de acção com estilo, algo completamente natural pois estamos a falar do homem que trouxe o estilo para o género com Devil May Cry e neste novo trabalho, apesar de pouco ainda ter sido revelado, podemos ver que Bayonetta já partilha da mesma ambição e sensação, um jogo altamente divertido onde os movimentos e a velocidade a que tudo decorre resulta num espectáculo digno de ser visto. Tal como fez com Dante, Kamiya criou uma nova personagem que reúne em si todas as atenções e com habilidade para justificar o protagonismo. Também aqui temos uma personagem única e diferente do normal que já nesta fase ostenta personalidade e carisma suficiente para fundamentar um elo de interesse entre jogador e jogo.

Bayonetta tem tanto de estilo quanto de agilidade e promete combates frenéticos.

Pelo que é possível ver nos vídeos e imagens mostradas, Bayonetta decorre no que parece ser uma espécie de Europa alternativa onde apesar de não constarem nos livros de história, existiam dois clãs que tinham como missão manter um balanço e equilíbrio entre os poderes durante o curso da história. Os clãs respeitavam-se mutuamente e o equilíbrio era mantido com todos os esforços mas um dia esse equilíbrio foi desfeito. Esta é a premissa base para a história de Bayonetta, nome do jogo e também nome da personagem principal. Bayonetta é uma bruxa, a única sobrevivente de um desses clãs lendários que acorda num caixão no fundo de um lago sem qualquer memória do seu passado, excepto de que é uma bruxa. Bayonetta vai agora descobrir os segredos à sua volta e enfrentar os monstros disfarçados de anjos que começam a surgir no seu caminho.

Qualquer jogo de acção tem o seu elemento que o distingue e o personaliza, Kamiya tem um gosto especial no conferir de estilo aos seus jogos e basear nele o esquema de combate mas o elemento que vai distinguir Bayonetta de forma a influenciar a sua jogabilidade é o facto de que Bayonetta recorre ao seu cabelo para aplicar poderes mágicos. Ela também usa pistolas não só nas mãos como também nos tornozelos e já foi vista envergando uma espada com as duas mãos. Indicadores que nos mostram como vamos actuar em Bayonetta e que nos mostram também como a personagem é ágil, versátil e poderosa. Tudo parece rápido, os combos decorrem a alta velocidade, alguns com grande originalidade patrocinados pelas características únicas de uma personagem como esta.

Tendo em conta que estamos perante o criador de Dante, não será estranho pensar em Bayonetta como uma versão feminina dele mas esta personagem tem argumentos para se valer por si mesma. Enfrentado hordas de monstros, ela mistura golpes físicos com as armas de fogo e usa os seus poderes mágicos para aplicar golpes finais como aprisionar um monstro e esmagá-lo numa espécie de caixão. Quanto mais poderosos forem os golpes mágicos, mais cabelo ela tem que usar por isso não se admirem se a virem quase nua, significa que algo poderoso vai ser usado. Já vimos Bayonetta usar o seu cabelo para criar uma versão gigante da sua bota para aplicar um forte golpe nos inimigos e vai ser interessante descobrir como vamos poder misturar a magia, com golpes físicos e armas de fogo. Tendo em conta a velocidade a que os combates decorrem, encadear estas acções para promover belos combos é uma das maiores aliciantes.

Em Bayonetta não vão faltar lutas contra criaturas enormes como manda o livro de regras dos jogos de acção.

Visualmente Bayonetta ainda tem espaço para melhorar mas de momento já se mostra bastante interessante. Extremamente fluído e rápido, o esquema frenético dos combates faz com que seja delicioso ver Bayonetta em movimento. O design dos níveis vistos até agora fazem lembrar aldeias do sul da Europa e às personagens detalhadas juntam-se alguns efeitos belos de ver. Outro dos pontos de interesse, principalmente para os fãs do género, são os monstros. Já é possível ver vários tipos de monstros diferentes e alguns deles enormes. Os bosses são presença assegurada e alguns deles com um tamanho considerável prometem uma experiência no mínimo interessante.

Elementos que em nada devem ser ao acaso, Bayonetta transpira diversão e estilo. A personagem principal parece ser dona de um carisma necessário para nos cativar e a história parece interessante. Pelo menos como ponto de motivação para toda a acção. Apesar de pouco ainda ter sido revelado, o jogo já parece deter personalidade e até a nível sonoro as coisas parecem bem encaminhadas. Os temas presentes nos vídeos são bastante agradáveis e se forem uma amostra do que vamos ter a acompanhar a acção então é de prever que Bayonetta vai ser altamente cativante.

Com a E3 quase a chegar, esperamos começar a ver cada vez mais de Bayonetta nos próximos meses pois a espera até Outubro, mês apontado para o seu lançamento, ainda é longa. Bayonetta ostenta tanto estilo quanto se poderia esperar de uma espécie de versão feminina de Dante e todo o esquema promete ser frenético e aliciante. É um dos jogos a ter em conta, principalmente se são fãs do género.

Bayonetta está previsto ser lançado durante o próximo Outono para Xbox 360 e Playstation 3.

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Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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