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Battlefield 2042 - Season 1: Zero Hour - Renascer das cinzas

Melhorias notórias na experiência de jogo.

Battlefield 2042 está prestes a ser alvo de uma “revolução”, com a DICE a dar continuidade a muitas alterações desde que o título foi lançado em outubro de 2021. Tem sido referido vezes sem conta que estão a ouvir a comunidade, com todo o seu feedback a ser levado em conta para que possam entregar uma experiência mais a condizer com o nome da franquia, que esteja apropriado para criar experiências únicas e que, sobretudo, faça os jogadores regressarem a Battlefield 2042 e a passarem momentos memoráveis quando lhe decidem dedicar o seu tempo precioso.

Já abordamos num artigo separado as principais alterações que estão preparadas para o roadmap, algumas serão já introduzidas com a entrada da Season 1: Zero Hour. Aqui irei dar-vos feedback da minha experiência com alguns dos conteúdos desta primeira temporada, que se iniciará já no próximo dia 9 de junho. Desde já agradeço à Electronic Arts e DICE pelo convite, que nos permitiu testar durante algumas horas antes do seu lançamento, para elaborarmos as nossas impressões do que aí vem.

Muito será revisto e modificado, mas aqui irei-me focar principalmente na experiência de jogo depois de várias horas a jogar com as alterações que irão experienciar no dia 9 de junho. O mapa escolhido para esta amostra foi o novíssimo Exposure, situado nas Montanhas Rochosas Canadianas, com muita verticalidade onde predomina tanto o combate terra-ar como imensos embates a curtas distâncias, dentro de cavernas e entre cordilheiras. Surpreendentemente dei por mim a gostar do mapa, é mais pequeno que os originais de BF 2042, com embates num máximo de 64 jogadores, seja em Conquest ou Breakthrough. Esta decisão de criar novos mapas com dimensões mais reduzidas e, principalmente, a redução do número de jogadores, torna toda a experiência mais apelativa e satisfatória. De referir que em Conquest o número de jogadores pode ir até 128.

Nova Especialista é um verdadeiro Modificador de Jogo

Os modos de jogo que tive acesso foram Conquest e Breakthrough com 64 jogadores. Permitiu-me evidenciar que por vezes menos é mais, e esta redução do tamanho dos mapas, como Exposure, e o número de jogadores, traz benefícios ao estado do jogo. O controlo de zonas é mais eficaz, com menor probabilidade de sermos atingidos de todos os lados, levando dessa forma a um menor caos, que se verificava em muitas das minhas incursões em BF 2042, onde o caos era total e já nem sabia o que fazer nem para onde me virar, os inimigos estavam em todos os lados. A DICE promete mais mapas de menor dimensão e os jogadores certamente agradecem.

Mas a Season 1 traz ainda mais novidades, temos dois novos helicópteros furtivos (RAH-68 Huron e YG-99 Hannibal), duas novas armas (Ghostmaker R10 Crossbow e BSV-M Marksman Rifle), novo gadget (Smoke grenade launcher), novas skins e a adição de uma nova Especialista vinda da Polónia, sendo esta última um dos grandes modificadores de jogo pela sua fantástica capacidade de abater veículos, tanto aéreos como terrestres. De seu nome Ewelina Lis, vem equipada com um rocket launcher, ela tem a capacidade de detetar os veículos inimigos para posteriormente lançar um rocket teleguiado com uma enorme precisão e poder de destruição. Lis é a No-Pats que todos pediam, com aptidão de equilibrar os embates contras veículos, uma das lacunas que massacrava BF 2042.

Obviamente todos os novos conteúdos são bem-vindos, mas é deveras de salientar a capacidade que apenas um elemento tem para modificar o estado de jogo. Esta nova Especialista traz melhorias significativas, complementadas com os novos veículos e as novas armas, que são interessantes, mas não tão influenciadoras da experiência de jogo. Dei por mim a destruir vários tanques com um sorriso nos lábios, e até consegui abater helicópteros, Lis foi amor à primeira vista.

São notadas também melhorias em vários aspetos técnicos, desde o desempenho que está mais robusto, o hit detection, a redução do input lag, dando a sensação de que este é mesmo o Battlefield 2042 que deveria ter nascido em outubro de 2021. O polimento geral é evidente, denota-se uma estabilidade que não estava presente nos primeiros tempos após o lançamento.

Primeira Temporada, Zero Hour

Agora que temos a introdução da Primeira Temporada, Zero Hour, há que saber o que esperar da mesma. Cada temporada custa 10€, estão previstas quatro para o primeiro ano. Temos 100 etapas em Zero Hour, desbloqueadas através de pontos de experiência ganhos ao jogar nos vários modos de jogo ou completando determinados desafios propostos. 30 dessas 100 etapas são gratuitas, não exigem a compra da versão Premium de Zero Hour, e incluem a nova Especialista, armas, veículos, gadgets. Quer isto dizer que, o conteúdo das restantes 70 etapas são meramente cosméticos, que dão aquele toque especial a nível visual. É sempre positiva esta abordagem, na minha ótica obrigatória, não é criada uma divisão de experiências de jogo, todos têm acesso à totalidade do conteúdo relevante e modificador efetivo do desempenho de cada jogador.

Prevê-se que este seja um passo deveras importante para o futuro a curto/médio prazo de Battlefield 2042, com a introdução da Season 1: Zero Hour, é dado aquele passo que não pode ser em falso. Temos já no dia 9 de junho a introdução de modificadores importantes para a experiência de jogo, com novos veículos, armas, desafios, novo mapa, redução do número de jogadores e, sobretudo, volto a salientar, o grande game changer, a Especialista oriunda da Polónia, Ewelina Lis. Fazer renascer Battlefield 2042 das cinzas é o grande foco da DICE.

Sobre o Autor

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Adolfo Soares

Director

É o nosso homem do PC, por isso qualquer coisa é com ele. É também responsável pelo Eurogamer, bem como dá uma perna nas notícias.

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