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Avalanche Studios argumenta que consolas vão sobreviver

Coloca de parte as afirmações que o PC e smartphones vão dominar o mercado.

A expansão dos videojogos foi tão grande nos últimos anos que, nos dias que correm, podem jogar em qualquer lado em qualquer dispositivo, seja em casa no PC ou consolas, ou na rua nos smartphones ou consolas portáteis. O mais impressionante é que dispositivos desenhados sem pensar em videojogos, podem correr videojogos recorrendo aos navegadores de internet. As possibilidades são imensas.

Em frente a todas estas possibilidades de jogar, há quem defenda que as tradicionais consolas ficarão, em breve, extintas. Mas este ponto de vista não é partilhado pelo Avalanche Studios, os produtores de Just Cause.

"Toda a conversa recente sobre a morte das consolas, a interminável guerra entre PC e consolas, ou até a sugestão que os smartphones vão tomar conta do mercado, parece-me irrelevante," disse Linus Blomberg, o co-fundador e CTO (chief technology officer) no Avalanche Studios, numa entrada do blog.

"Uma divisão mais apropriada do mercado é gama-alta e gama-baixa. Não quero dizer que isto é uma medida do factor diversão ou sequer da qualidade, é apenas algo técnico. Inevitavelmente, pelas leis atuais da física, quando maior for o hardware, mais poderoso pode ser. E quando mais poderoso for o hardware, mais épicos e realistas (ou fantásticos) são os jogos."

"Haverá sempre uma audiência para a maior e mais espetacular experiência gaming possível," continuou. "A grandeza dessa audiência dependerá ultimamente da habilidade e criatividade dos produtores, investidores e editoras."

Para Linus Blomberg, o futuro do entretenimento está no equilíbrio perfeito do poder de processamento distribuído (um exemplo são as consolas e PCs) e do poder centralizado (jogos em cloud ou determinados MMOs).

"Uma unidade de processamento de elevado desempenho em casa para lidar com os jogos, TV e música, algumas vezes complementada por processamento em cloud, e em diante uma distribuição para outros dispositivos".

"Este é o dispositivo que vejo como o entretenimento de gama-alta no futuro. Chamarem-lhe consola, PC ou uma unidade caseira de processamento é apenas semântica."

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Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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