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Ricardo Madeira

Colaborador

É redator e dá voz à Eurogamer Portugal. É um dos mais antigos membros da equipa, e ao mesmo tempo um dos mais novos. Confusos? É simples.

Inazuma Eleven Strikers - Análise

Avançados pouco certeiros.

Ainda que a meio gás, os jogos da série Inazuma Eleven lá vão chegando à Europa. Enquanto por cá a DS já tinha recebido os dois primeiros títulos lançados no Japão, a Wii só agora dá as boas vindas a este série com um jogo que, curiosamente, até apresenta equipas da terceira edição ainda não lançada para DS no velho continente. Não foi à toa que a série da Level 5 se popularizou por cá e, por isso mesmo, Inazuma Eleven Strikers chega com um estatuto a defender. Mas, se por um lado é fácil perceber o porquê desta série ter recebido a simpatia dos jogadores, então o corte na versão Wii de grande parte do conteúdo que celebrizou as versões DS justifica a mediocridade que Inazuma Eleven Strikers representa.

Borderlands 2 - Análise

Saque de ouro.

A Gearbox reinventou Borderlands dentro do melhor que o primeiro tinha. E se o soube fazer. O regresso a Pandora é uma experiência completa em todo o alcance da palavra. Aquilo que o estúdio criou com o primeiro da série foi somente um pequeno diamante por lapidar. Com atenção focada nos devidos lugares, Borderlands 2 tornou-se um monstro. E um daqueles que vão querer derrotar uma e outra vez. Primeiro com uma espingarda de eletricidade e depois, se isso não chegar, com um lança-roquetes corrosivo numa mão e um caçadeira explosiva na outra. Só porque sim. Só porque o podem fazer e porque é divertido - e isso é mais do que suficiente.

The Unfinished Swan - Análise

O conto do mistério e da singularidade.

Mais do que um jogo, The Unfinished Swan é uma experiência - e a presente geração tem sido rica nesses conteúdos. Com efeito, são projetos assim, singulares, que têm estreitado a linha que separa os videojogos da arte. São ensaios que noutros tempos seriam incapazes de vingar na indústria mas que, graças à visibilidade das plataformas de venda digital, têm cada vez mais força. O jogo da Giant Sparrow é o resultado desta conjuntura. A prova de que os jogadores estão cada vez mais preparados para apreciar estas formas de arte e, acima disso, o indicador que as produtoras precisam para fazer de pequenos projetos verdadeiras obras-primas.

Angry Birds Trilogy - Análise

A luxúria dos pássaros zangados.

É inegável o sucesso da série Angry Birds, tornada popular com uma premissa essencialmente baseada na acessibilidade. Por ter nos telemóveis a sua base de distribuição, tem a vantagem de poder ser jogada em qualquer lado; e porque o seu preço de distribuição é irrisório, conseguiu chegar facilmente a toda a gente. Os 3 primeiros jogos da série são grátis para Android, enquanto nos sistemas iOS podem ser adquiridos por cerca de 3 euros. Com o mesmo conteúdo, Angry Birds Trilogy custa 30 euros - uma desvantagem difícil de ignorar para um jogo que tão pouco oferece de novo.

One Piece: Pirate Warriors - Análise

A jornada épica de Luffy e companhia.

O jogo da série One Piece lançado no Japão como Kaizoku Mosou vê agora a luz do dia na Europa, em exclusivo para a Playstation 3. Pirate Warriors, de seu nome, é o primeiro da série a aterrar na consola da Sony e chega pelas mãos da Omega Force, a produtora conhecida pelos jogos da série Dinasty Warriors. Por essa razão, não é de estranhar a enorme semelhança entre ambos - Pirate Warriors segue uma estrutura antiquada, com uma jogabilidade repetitiva e por vezes chata. Mas o que perde em inovação, ganha em segurança. E uma pintura ao estilo One Piece por cima de uma fórmula que arrisca tão pouco como a de Dinasty Warriors pode ser mesmo aquilo que os fãs procuram.

Battlefield 3: Armored Kill - Análise

A batalha mudou. Está maior e mais intensa.

Depois de revisitar Karkand e de conhecer os apertados cantos à casa em Close Quarters, Battlefield 3 recebe a terceira expansão de um total de cinco agendadas para acompanhar o legado do fantástico jogo da DICE. E se qualquer motivo é bom para voltar a pegar em Battlefield 3, então é bem provável que Armored Kill seja o pretexto que há muito esperavam para o voltar a fazer. Este novo conteúdo adicional não é propriamente uma revolução, mas também está longe de jogar pelo seguro.

Spirit Camera: The Cursed Memoir - Análise

De câmara e diário na mão.

Spirit Camera é última sensação no que toca a jogos de Realidade Aumentada na Nintendo 3DS. À primeira vista, tem muito por onde captar a atenção, já que oferece uma jogabilidade tão singular. Faz uso das muitas características da 3DS e ainda incluí um pequeno livro interativo para usar em conjunto com a câmara da consola. Na verdade, o melhor será mesmo esquecer os tradicionais conceitos de livro e câmara - o Purple Diary e a Camera Obscura ocupam os seus lugares.

One Piece Unlimited Cruise SP - Análise

Quando o ilimitado tem limites.

A montanha pariu um rato, depois da promessa de One Piece Unlimited Cruise SP conter os dois episódios da série, anteriormente lançados na Wii, ter resultado num corte do segundo em território europeu. Tudo pelo bem da inclusão de 5 línguas diferentes… na legendagem. E assim, um pacote com a palavra "especial" no nome perdeu um pouco dessa espetacularidade. Mas será esta versão realmente parca em conteúdo, quando recebe ainda a inclusão dos episódios Marineford e um modo Survival para jubilação instantânea?

The Jak and Daxter Trilogy - Análise

Clamoroso pedido de atenção.

Abordar este tipo de coleções é algo que traz inerente um sentimento saudoso ao qual é impossível fugir. Dão-nos acesso não só às memórias das aventuras a que dizem respeito, mas também a outros tempos e a realidades completamente diferentes. Seguramente, cada um de nós terá um motivo pelo qual escolheu ou não jogar determinado jogo a dada altura. É uma coisa de paixões. Uma das minhas sempre foi a série Jak and Daxter. A coisa até já vinha dos tempos do velho Crash Bandicoot, agora morto e enterrado, mas a verdade é que sempre descobri uma espécie de rivalidade entre Jak e Rachet, na qual apoiava fervorosamente a então nova mascote da Naughty Dog. Por algum motivo sempre deixei o Sly fora desta equação.

PES 2012 3D - Análise

O mundo do futebol na palma da mão.

Os possuidores de uma 3DS não se podem queixar por falta de futebol na portátil, pois ainda há pouco tempo, com o lançamento da consola, foi lançado Pro Evolution Soccer 2011 3D, que marcou a abertura da temporada futebolística. Agora, ainda nem passado um ano, surge a versão 2012 do simulador da Konami que, entre a mais que natural atualização dos planteis para a nova temporada, vem oferecer algumas melhorias significativas.

Super Pokémon Rumble - Análise

Monstros de bolso em formato brinquedo.

A razão para o sucesso de Pokémon nas consolas está longe de ser este tipo de spin-offs, geralmente lançados em períodos que intercalam a aparição dos grandes títulos da série. Aquilo que faz dos jogos ao bom estilo RPG um sucesso tendem a ser premissas aqui descartadas, para dar lugar a jogos de natureza casual, sem grandes enredos ou mecânicas que convidem a um enorme dispêndio de tempo. Super Pokémon Rumble é mais um desses jogos que, face à falta de um grande lançamento com a marca Pokémon na 3DS, aparece aqui como título de estreia da série na mais recente portátil da Nintendo.

Battlefield 3: Back to Karkand - Análise

Karkand como nunca antes visto.

Battlefield 3 chegou há pouco mais de dois meses e, enquanto muitos ainda estão a aquecer o gatilho, para outros já será mais do que altura de fazer as malas de volta para Karkand. Pois é, o primeiro pacote de expansão dedicado à vertente Online já está disponível, contando com uma série de mapas, armas e veículos favoritos de Battlefield 2, desta feita revistos para o novo motor Frostbite 2. Mas se aqueles que adquiriram a versão limitada do jogo têm livre acesso a este conteúdo, já os restantes terão que despender cerca de 15 euros no bilhete para Karkand. Será que o mergulho na piscina do hotel Oman é motivo suficiente para voltar a este campo de batalha tão especial?

Kirby's Adventure Wii - Análise

A aventura de regresso às origens.

Mais um dia normal por terras de Dream Land, quando um barco voador se despenha pelos prados verdes, deixando peças espalhadas por toda a ilha. Uma criatura misteriosa está, destroçada, dentro do barco, sem saber o que fazer. Sem hesitar, Kirby e amigos vão ao seu auxilio para descobrir o que se passou, ao que esta lhes explica que para poder voltar a utilizar o barco necessitará de todas as peças perdidas, essências para o funcionamento do mesmo. Tanto por uma motivo para revisitar uma vez mais o planeta Popstar e as suas terras misteriosas.

F1 2011 - Análise

Versão de bolso roto.

Depois das definitivas versões já anteriormente lançadas, a Formula 1 estreia-se agora na Nintendo 3DS, depois de um curto espaço de tempo entre o seu anúncio e posterior lançamento. Mas terá aquilo que é preciso para ser uma versão portátil a considerar? Na verdade, é uma pena que nos bridem com um vídeo representativo do potencial de F1 2011 nas suas versões caseiras antes do ecrã principal. É um doce ingrato. Só serve para subir as expectativas a um tal nível que, utilizando a razão, num piscar de olhos se perceberia que tais resultados seriam impossíveis. Mas não controlamos as nossas expectativas e, por isso mesmo, F1 cai ao trambolhão assim que o colocam realmente a funcionar.

Era uma vez um filme que estreou no cinema e, com ele, uma série de jogos que aterraram nas lojas. Mas o filme já passou e as adaptações "videojogáveis" medíocres já lá vão, será que vale mesmo a pena voltar a tocar no assunto? Aparentemente sim; mas ao mesmo tempo não. Sim porque, bem, se não valesse não estaríamos aqui novamente. Não porque… já vão ver. Ele é o Capitão América, o Super Soldado, e este é o seu jogo para a mais recente portátil da Nintendo.

Kirby Mass Atack - Análise

Um por todos, todos por um!

Quando pela primeira vez joguei Kirby's Dream Land dificilmente me ocorreria pela cabeça que nos dias de hoje estaria a jogar com 10 vezes mais Kirbys e numa jogabilidade completamente diferente. O engraçado é que mesmo com estas diferenças, era capaz de jurar que este é o mesmo jogo. Com o mesmo encanto, os cenários de sempre e singularmente divertido. Kirby Mass Attack é uma remodelação completa na jogabilidade e funcionamento base da série, mas é também uma abordagem que, sem ter medo de ser arrojada, nunca larga a mão ao passado.

Tetris - Análise

Tetriminos a três dimensões.

Tetris é dotado de uma fórmula intocável, tendo sido ao longo dos tempos revisto e reeditado em inúmeras versões para as mais diversas consolas, portáteis ou não. Se a cópia é a melhor forma de elogio, então Tetris foi elogiado recorrentemente, servindo de inspiração na criação de alguns dos melhores jogos de puzzles que marcaram as diversas gerações de consolas. É por isso inegável a sua qualidade. Dizer que sobreviveu ao teste do tempo parece chamar velho a um jogo que ainda hoje continua fresco como da primeira vez. As obras intemporais têm disso.

Mamas, álcool e fama são, surpreendentemente, o mote para esta aventura. A chegada de uma nova rapariga à cidade é motivo de interesse para Zeke que, sem papas na língua, rapidamente a convida para beber um copo. Face à falta de um tema mais surpreendente do que as aventuras do seu amigo Cole, Zeke decide contar à rapariga uma das muitas aventuras da dupla. E porque não contar uma mesmo surpreendente? Vampiros, terror e sangue, muito sangue, são o prato principal deste enredo que conta como Cole desceu ao submundo e voltou para derrotar Bloody Mary. Que comece o festival.

Renegade Ops

Renegados ao poder.

Quando as coisas não correm bem e a solução democrática não é possível, com quem é que vão contar? Com os Renegade Ops, como é claro. O jogo da Avalanche Studios apresenta-se como uma aventura descontraída, repleta de ação e com um enredo que, sem nunca se levar a si mesmo demasiado a sério, consegue facilmente captar o interesse do jogador ao longo de uma aventura que poderá rondar as 4 horas. Uma jogabilidade divertida, soldados com diversas especialidades, um sistema de evolução decente e opções multijogador fazem de Renegade Ops aquele jogo que vão querer para o fim de semana.

Dead Island

Morte e horror em pleno Éden.

Uma coisa que me captou particularmente a atenção quando pela primeira vez vi o famoso trailer cinemático de Dead Island foi a surpresa que é fazer drama com Zombies nos dias de hoje. Não é que não goste, antes pelo contrário, mas é que nos últimos tempos as abordagens de sucesso com Zombies vinham a ser tudo menos dramáticas. Depois de Shaun of the Dead e mais tarde Zombieland no grande ecrã, enquanto Dead Rising e Left 4 Dead faziam as delícias dos jogadores, este foi um estilo que rapidamente ganhou fãs e que sempre me agradou em particular. Fiquei desde logo curioso para saber que abordagem iriam realmente dar ao jogo na versão final, já que se não seguir o conceito do trailer seria publicidade enganosa, então segui-lo seria desviar-se daquilo que o público mainstream tem procurado ultimamente.

Splinter Cell Trilogy

Sam Fisher ao cubo.

A onda das coleções masterizadas em alta definição, numa tentativa óbvia de aproximar os clássicos de outrora dos padrões das atuais consolas, começou lentamente mas vai ganhando cada vez mais adeptos. É uma oportunidade única para ver os grandes jogos da geração passada receber um tratamento de alta definição, e alcançar assim um aspeto que não era anteriormente possível. Mas é também uma faca de dois gumes: se por um lado é de louvar a possibilidade de voltar a ter ao alcance algumas desta obras, por outro é possível que exista o sentimento de que certas coisas do passado são melhor deixadas como estão.

Resident Evil: The Mercenaries 3D

Muitos mercenários para tão curto objetivo.

Não foi escondido que Resident Evil: The Mercenaries 3D começou por ser uma demonstração técnica do potencial da 3DS face à série de sucesso da Capcom, por isso também não será surpresa para ninguém se disser que é um jogo curto, incompleto e até despropositado.

Puzzle Dimension

Que comece a caça ao girassol.

Puzzle Dimension é mais um jogo a cair num género que parece tão lotado como o de puzzles. Parece apenas. É que as possibilidades criativas vão até onde a mente humana permite – e até agora não nos podemos queixar por falta de criatividade na criação de novos jogos de puzzles. É um estilo que aprecio, ainda mais agora que existe um cuidado tão grande com a componente audiovisual. Uma preocupação em inovar na aparência justificada muitas vezes pela falta de argumentos apresentados pela jogabilidade.

Dead or Alive: Dimensions

Rever velhos conhecidos.

A chegada de Dead or Alive Dimensions à 3DS marca o regresso ao activo de uma série que esteve largos anos – talvez demasiados – encalhada, com meras aparições em consolas a passar por spin-offs de joguinhos focados naquilo que acaba por, curiosamente, ser o menos atractivo deste fighting espectacular - as maminhas saltitantes das salientes meninas DOA. Mas não me entendam mal, este estilo provocador que é desde sempre imagem de marca na série assenta-lhe que nem uma luva, apenas penso que este universo merece mais do que isso.

Ghost Recon: Shadow Wars - Análise

O esquadrão fantasma na nova dimensão.

A minha relação com Ghost Recon Shadow Wars começou com o pé direito só por não se chamar Ghost Recon 3D. Farto destas adaptações onde parece nem haver o cuidado de esconder que o objetivo é fazer uns trocados com o mediatismo em volta da terceira dimensão. Mas também cedo me apercebi que este jogo tinha tudo para se tornar numa entrada sólida na série, graças às suas mecânicas bem estruturadas em volta de um conceito que, não sendo pioneiro, tem algo a ganhar com as possibilidades desta nova consola.

Asphalt 3D

De cara no asfalto.

Chama-se Asphalt 3D e é mais um dos títulos de lançamento da 3DS. Podia chamar-se só Asphalt, o 3D não faz lá nada. Aliás, o melhor é mesmo jogá-lo com o 3D desligado. É que este é mais um daqueles em que todas as falhas gráficas ficam ainda mais insuportáveis na nova dimensão. E são muitas. Um jogo que começou por encantar nos telemóveis, sendo símbolo de originalidade numa altura em que muitos dos jogos de corrida para a plataforma eram adaptações de grandes franquias. Curioso chegar a um ponto em que é Asphalt a adaptação e de originalidade ou, se quiserem, identidade própria, tem muito pouco.

Rabbids 3D

Numa máquina de lavar perto de si.

Os Rabbids chegam à 3DS caídos do céu e preparados para uma aventura clássica em estilo plataformas. A série que ganhou popularidade na Wii com os seus irreverentes e pouco usuais coelhos chega cedo à 3DS e localizada em bom português. São os Rabbids, os mesmos de sempre, sem o Rayman, e em três dimensões.

Ridge Racer 3D

Vai, vai, vai.

Ridge Racer chega à nova coqueluche da Nintendo como parte da primeira vaga de jogos da consola. Sem grande surpresa, pode ser considerado um dos jogos mais empolgantes disponíveis no lançamento da 3DS em terras lusas e certamente um jogo que os fãs não quererão perder. Isto porque é também esta a primeira entrada da série no mundo das três dimensões. Ridge Racer 3D é como que um apalpar de terreno – um teste às capacidades da consola – ou não fosse esta uma série já habituada a inaugurar catálogos de lançamento.

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