Estamos no 41º milénio onde apenas existe guerra, caos e devastação. Humanos, Orks, Eldars e Tyranids, são uma mistura explosiva na luta pelo domínio do universo. Este é o mote para a sequela de Warhammer 40,000: Dawn of War, jogo lançado em Setembro de 2004 baseado no popular jogo de tabuleiro Warhammer 40,000. Cabe novamente à Relic Entertainment, responsável por jogos como Homeworld, o desenvolvimento deste novo capítulo da série Dawn of War, um misto de RTS com RPG.

Em Warhammer 40,000: Dawn of War II assumimos o papel de um comandante dos Space Marines (Humanos), no modo campanha single-player. Neste modo de jogo teremos que suster a todo o custo a invasão dos Orks, bem como a tentativa por parte de outras forças de levar a raça humana à extinção. Temos à nossa disposição vários esquadrões (Squads) que nos vão ajudar em missões de capital importância para suster estas forças maléficas; a humanidade depende de nós.

Tratando-se de um RTS onde o original permitia a construção de infra-estruturas, cheguei a pensar que Dawn of War II me possibilitaria uma vez mais usufruir dessa funcionalidade, engano meu, pois a Relic Entertainment decidiu reestruturar um pouco todo o conceito de Dawn of War. Este é um jogo onde a acção é colocada em primeiro plano, não teremos que nos preocupar com construções nem com a gestão de recursos, pelo menos no modo single-player. A única coisa que nos espera é acção pura e dura, teremos que defender postos, capturar edifícios e eliminar temíveis bosses no final de várias missões.

Em cada missão temos à nossa disposição um máximo de quatro esquadrões, cada um deles com características únicas. Estes vão evoluindo e subindo de nível ao longo do jogo com a experiência adquirida em combate. No final das missões somos recompensados com pontos que podemos utilizar em determinadas características dos nossos esquadrões, estes pontos apenas estão disponíveis individualmente para cada um deles, pois o seu desempenho em combate tem uma importância vital no que toca à experiência adquirida. Se o seu desempenho for fraco a experiência ganha também será reduzida, o contrário também é válido.

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Os combates tornam-se rapidamente num verdadeiro caos.

Para além da experiência ganha somos muitas vezes recompensados com novas armas, novas armaduras e até novas habilidades, que vão aumentar a capacidade de combate dos nossos esquadrões. Estas recompensas são-nos atribuídas, por exemplo, quando eliminamos um boss. A exploração do terreno também é bastante importante pois escondem itens importantíssimos para o desenrolar das missões.

A mistura de RTS com RPG é um dos pontos mais interessantes no jogo, durante os combates as nossas unidades reflectem bem a evolução das características que escolhemos desenvolver. Dei por mim com um enorme sorriso nos lábios ao observar a rapidez com que a minha Scout-Squad se infiltrava nas linhas inimigas depois de evoluir essa mesma capacidade.

No que toca ao modo campanha sigle-player, Dawn of War II é um RTS onde a acção é a principal característica. Basicamente teremos que saber qual o objectivo e delinear uma estratégia para o alcançar. Nota-se a falta de uma maior imersão no jogo e com o tempo as missões começam a ser demasiado repetitivas (senti a falta da possibilidade de construir e recolher recursos).

É claro que nem todos gostam de RTSs onde temos que gerir recursos e construir edifícios, mas um jogo que apenas vive da acção rapidamente se torna algo monótono. Não quero com isto dizer que a qualidade do jogo ficou comprometida, apenas poderiam ter aproveitado uma componente tão apreciada pelos jogadores.

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Sobre o Autor

Adolfo Soares

Adolfo Soares

Redator e editor EGTV

É o nosso homem do PC, por isso qualquer coisa é com ele. É também responsável pelos vídeos da Eurogamer, bem como dá uma perna nas notícias.

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