Valkyria Chronicles

Edelweiss...

Suponhamos que sobem uma árdua colina. O esforço físico é intenso e a única força que vos move é a vontade de chegar ao topo. Alguns metros afastado da trilha vislumbram algo inesperado entre tanto arbusto e mato rasteiro. Uma flor branca, parecida com um malmequer. Noutro local e momento, pouca atenção mereceria; mas a sua existência naquele lugar inóspito vagueia entre o inspirador e o profético.

Edelweiss - flor branca que lembra um girassol - regra geral encontrada a grande altitude em regiões montanhosas europeias. Tomando como base uma visão vagamente inspirada nas paisagens e conflitos que varreram a Europa na década de trinta, Valkyria Chronicles retrata uma guerra motivada pela disputa dos recursos.

Jogo dono de um estilo gráfico muito próprio (esteticamente impressionante e quase que comparável a aguarelas), acompanhamos a história de vários soldados do exército de uma das potências marciais.

Até aqui pouco ou nada de inesperado, estando a verdadeira surpresa guardada para a fusão no departamento bélico-estratégico. Trata-se de um jogo por turnos em que devemos organizar e movimentar as nossas tropas para obter vitórias em batalha. Acontece que, em vez de deslocarmos as nossas unidades numa grelha (como é o caso, por exemplo, em Fire Emblem e na generalidade dos jogos do género) temos uma autonomia para cada unidade que devemos movimentar livremente num ambiente totalmente a três dimensões. Isto, claro, sem esquecer as muitas sequências animadas que vão ligando as diferentes batalhas e condimentando a história.

Além de podermos apontar as armas das diferentes unidades (resultando em diferentes graus de eficiência das acções ofensivas), não devemos também esquecer que, no final do turno, o inimigo vai contra-atacar, existindo vários tipos de cobertura, locais onde as unidades devem terminar o seu turno para evitar grandes danos da parte dos adversários.

Para trazer alguma complexidade extra a este sistema, existem vários tipos de unidades, com habilidades especiais diferentes. Os franco-atiradores, colocados em locais elevados (por exemplo um telhado), permitem analisar a área circundante e atingir inimigos de forma cirúrgica.

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Blam? Esconde-te miúda!

Não tão subtis, os tanques permitem uma ofensiva mais célere embora as lagartas sejam uma parte sensível. Uma terceira classe, os engenheiros, pode reparar locais de cobertura ou tanques e também colocar minas no campo de batalha. Algumas de muitas, com a Sega a prometer mais de cinquenta personagens controláveis (dentro das diferentes classes) com diferentes particularidades técnicas e traços de personalidade. Por exemplo, um dos personagens é alérgico a relva e como tal não se dá bem quando está camuflado na erva.

A experiência acumulada no campo de batalha é fulcral, ou não se tratasse este jogo de um rpg, sendo possível distribuir estes pontos pelas diferentes classes, que vão vendo as suas capacidades melhoradas.

Numa consola que se vê desprovida de jogos do género (especialmente em terras Europeias), uma data de lançamento para o final deste mês – 31 de Outubro – será chamativo suficiente para muitos, até lá, é esperar pela nossa análise ao título.

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