Street Fighter IV

O Rei dos fighting games voltou!

No meio da imensidão de jogos espalhados pela Leipziger Messe, durante a Games Convention 08, foi impossível resistir por algum tempo ao apelo de duas arcadas de Street Fighter IV situadas mesmo à entrada do expositor privado da Capcom. Com a vantagem de bater umas partidas sem esvaziar os trocos do almoço, os interessados abeiravam-se das máquinas, esperando por uma oportunidade para sentar na cadeira livre e vibrar intensamente durante algum tempo. Mas havia mais. No stand da Capcom aberto ao público estava disponível uma demonstração de SF IV para as consolas, versão Xbox 360, alargada até 16 lutadores que se estendia por imensos televisores, sempre muito concorridos ao longo dos dias de abertura da feira, numa verdadeira prova de adesão e popularidade pelo novo percurso na série Street Fighter.

Porque afinal era isso que estava em causa, uma revolução no pai dos fighting games, testemunhável, preenchida por avanços seguros e recuperações moldadas às potencialidades da nova geração sem escurar o brilho da herança da série. E nós pudemos finalmente abraçar este jogo, já amplamente desenvolvido, a caminho de uma maturidade prestes a eclodir em versões consolas (PS3 e Xbox 360 e PC) ao longo do primeiro trimestre de 2009, espera-se. Mais personagens vão sendo adicionadas à lista e há outros pontos do jogo – nomeadamente os memoráveis mini-jogos entre parelhas de combates como o carro Lexus a abater no espaço de um minuto e o rebentamento de pipas de madeira caídas de um primeiro andar – que vão merecer um estudo atento por parte da equipa de Yoshinori Ono para encontrar a melhor forma de lhes dar uma nova sequência.

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Leo Tan, PR Manager Capcom do Reino Unido mostrou-se um exímio talento em SF IV.

Longa foi a espera desde que a Capcom editou SF III Third Strike em 1999 até à exibição do mítico trailer para a nova incursão no final do ano passado. Oito anos pesaram na decisão de Ono em assumir as rédeas de uma franchise interna da Capcom e fazer um novo capítulo com inovações constantes mas ao mesmo tempo fiel à génese de SF II. Foi uma opção, regressar pontualmente ao passado para o jogo que junto de muitos representa um marco na série; uma experiência incontornável na cena dos fighting games, por agradar tanto a novatos como a jogadores calejados nos combos e adaptados a um sistema de combate que permite perceber e estudar o adversário para o tomar de vencida.

SF IV volta a fazer o mesmo percurso. Primeiro nos salões de jogos e depois com tempo para ajustar as modernices do on-line, entre outras novidades por descobrir, nas consolas. Fora deste circo está a Nintendo Wii. Leo Tan, PR manager da Capcom UK, que nos acompanhou na apresentação de SF IV foi claro ao admitir que o controlador não se molda às exigências de um fighting game, ávido da disponibilidade imediata de pelo menos seis botões. Há sempre a hipótese de um arcade joystick, mas é isso mesmo, uma hipótese. Nas personagens e cenários persiste a forte influência de SF II. Embora os movimentos e ambiente sejam tridimensionais, o jogo continua a disputar-se em duas dimensões. E então porque razão essa aproximação? Leo Tan explica-nos: “SF II criou um grande apelo através do design das personagens, pela forma como se conjugavam os movimentos através do sistema jumping e kick com as fireballs, mas à medida que a estrutura foi ficando mais complexa a série foi deixando mais gente para trás desmotivada.”

Observando as personagens e cenários, sente-se a ferver toda a essência de SF II e talvez um pouco de Third Strike. Musculadas, rostos quase caricaturados, fora do cariz porcelana e plastificado de feições reais. É um exagero que se empresta a recuperar a novidade, através da veia artística de Ikeno, mas sem deixar de perder o sentido e origem da série.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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