Soul Calibur IV

A alma continua viva e recomenda-se.

Soul Calibur é uma série que desde o seu início nos habituou a grandes feitos e a grandes obras, marcou e redefiniu várias vezes o género e afirmou-se como uma das melhores séries do género. Talvez por isso, não seja de admirar quando dizemos que a sua chegada à nova geração vem definitivamente marcar o género na mesma.

Não queremos ir ao extremo de dizer que marca um antes e um depois mas talvez seja mesmo esse o caso, especialmente para os jogadores Playstation 3 que eram até agora vítimas de uma completa ausência de referências no género. Facilmente os fãs de jogos de luta com uma Xbox 360 se gabariam de alguma escolha podendo desfrutar de combates online desde o início de vida da consola, enquanto que na Playstation 3 apenas existia uma versão melhorada de Tekken 5 da Playstation 2. Dragon Ball Z Burst Limit chegou à pouco tempo mas sem a força suficiente para se candidatar a um lugar onde apenas só um jogo com o calibre deste Soul Calibur IV pode.

A nova geração do confronto das almas chegou e agora apenas nos resta descobrir como poderá Soul Calibur IV gravar o seu nome na história. Convém referir que a versão testada foi a versão Playstation 3 com os dados instalados no disco. A instalação opcional dos dados, cerca de 2.048MB, demorou entre 12 a 14 minutos e quem optar por o fazer vai ter acesso a um jogo com loadings na sua maioria muito reduzidos.

Soul Calibur chega à nova geração e consigo trás mais uma rondada dos vários elementos a que já estamos habituados. A história que continua a girar em torno das espadas que deram e dão nome aos jogos da série, novos personagens, a divertida jogabilidade, música fantástica, design de personagens altamente interessante e boas doses de diversão. Tudo aquilo que é preciso para conseguir um bom jogo.

Será óbvio dizer que um jogo de luta deve cumprir para com alguns requisitos fulcrais, essenciais para que se possa afirmar. Para além da jogabilidade, tanto o aspecto visual como os modos de jogo são altamente importantes para distanciar um título de referência de um título banal. Soul Calibur IV cumpre com a tradição da série a apresenta-se forte nestes e nos restantes aspectos que o compõe.

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De arregalar os olhos!

Os rostos conhecidos regressam e a seu lado surgem alguns novos, alguns mais famosos e cativantes do que outros. É bom constatar que a jogabilidade mantém-se igual a si mesma e as combinações continuam familiares. Mesmo com alguns golpes e movimentos novos ou alterados, quem for conhecedor da série vai ter grande facilidade em executar os seus golpes favoritos. Certo e sabido que é precisamente aqui que reside uma das mais aclamadas características da série pois quem apenas procurar diversão rápida vai conseguir mesmo que recorra ao método de carregar nos botões à sorte. No entanto para tirar verdadeiro proveito de tudo o que as personagens oferecem, será preciso aprender os golpes com as personagens e saber quando os usar. Prova disso são os novos lutadores como Darth Vader com os quais o método de martelar botões não parece oferecer grandes resultados.

Este equilíbrio tornou Soul Calibur na referência que é nos dias de hoje e é bom constatar que sai reforçada nesta nova edição. A tentação em facilitar ou até banalizar uma série pode ser enorme na busca de uma maior público mas aqui é de aclamar a Namco Bandai por manter a essência que fez com que Soul Calibur ficasse gravado nas nossas almas. Fluído e rápido, a mais recente entrada na série faz aquilo que de outra forma não se aceitaria, usa a jogabilidade como uma das suas principais armas.

Tendo sido considerado visualmente como um dos melhores jogos do seu tempo, o legado deixado pelo Soul Calibur sempre obrigou a responsabilidade redobradas e assim sendo, a Namco Bandai recorreu às ferramentas da nova geração e consegue criar o melhor visual alguma vez visto num jogo da série e mesmo entre jogos do género. O carismático design de personagens e fatos é um exemplo disso pois pode mesmo ser considerado o melhor até à data, ou pelo menos um dos melhores. Um aspecto geral bastante colorido com bons efeitos e personagens altamente detalhadas, sendo espantoso verificar alguns detalhes como cicatrizes, expressões faciais ou marcas na pele durante os close-ups. Apesar disto não podemos deixar de mencionar alguma falta de detalhe nos cenários que em algumas secções parecem mesmo não apresentar texturas e alguns deles parecem vir directamente da anterior geração conseguindo por vezes um resultado muito pobre tornando-se facilmente no pior aspecto no visual do jogo.

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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