Sonic Unleashed

Que ninguém irrite o ouriço.

Sonic sempre foi aquela personagem querida pelos jogadores. A ligação Sonic aos videojogos é quase instantânea, e por essa razão merece uma segunda oportunidade, depois da falhada entrada na nova geração de consolas.

Desta vez, Sonic é responsável por restaurar a paz na Terra depois do ataque do seu inimigo Doctor Eggman com uma nova arma super-poderosa capaz de destruir a terra em bocadinhos. No entanto, Sonic é capturado pelo seu inimigo e através do poder das Esmeraldas corruptas transforma-se numa besta, o Sonic The WereHog (metade ouriço, metade lobo) com um aspecto de animal selvagem com braços até aos pés.

Como sabemos, desde que Sonic passou para versão 3D de profundidade, a jogabilidade não tem sido das melhores. Controlar a sua extrema velocidade com os comandos não é tarefa fácil, acabando por dificultar o atingir dos objectivos pretendidos e apreciar os novos gráficos.

No entanto, esta nova versão promete ser melhor. E de facto, depois de experimentar detectam-se melhorias substanciais, mas continua-se com a sensação de que a velocidade é em demasia, continuando a não tirar partido dos seus excelentes gráficos.

Quando dizemos não tirar partido, não é no sentido do jogo ter maus gráficos, ou uma má construção de níveis, mas antes sim que a velocidade supersónica a que o jogo atinge, relega para segundo plano todo o trabalho que foi feito nessa componente, pois não temos tempo sequer para uma piscadela de olhos, quanto mais apreciar as vistas.

Existem dois tipos de níveis que poderemos jogar: os Daytime levels e os NightTime levels. Nos Daytime levels teremos a possibilidade de jogar com o original Sonic The EdgeHog, enquanto que nos NightTime levels jogaremos com o Sonic The WereHog, a criatura transformada.

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O lado negro de Sonic.

Em ambos os tipos de níveis, teremos o prazer de desfrutar de pormenores gráficos deveras extraordinários, desde a muralha da China, a outras cidades do Mundo. Existem nove níveis no total e cada um deles correspondem a locais reais. Os NightTime levels precisam ainda de optimizações, já que estão com um framerate muito baixo.

De salientar neste jogo é a física, que é algo impressionante. Quando batemos contra objectos na nossa deslocação de um local para outro a alta velocidade, temos a sensação de que realmente sofremos uma colisão, tal é o impacto causado.

Ficamos agradados com a forma que o jogo está a tomar, pois trás uma nova pele a Sonic. A jogabilidade foi refinada, permitindo termos diferentes formas de jogar, quebrando a monotonia de apenas termos um modo de vista. Podemos jogar em certas alturas com Sonic visto detrás, em profundidade, depois passando automaticamente para a vista lateral, lembrando os bons velhos tempos.

Tal como tem sido habitual em jogos recentes, os quick time events marcam presença nesta nova incursão de Sonic, sendo essenciais para a progressão do jogo. Também presentes estão puzzles, permitindo na sua resolução passar pontes e abrir determinadas portas. Resta-nos aguardar por Novembro deste ano para sabermos mais pormenores deste ouriço que nos tem encantado ao longo dos anos.

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