Siren: Blood Curse - Capitulo 1 (Eps. 1-3) • Página 2

Eles andam aí!

Contrariamente ao que acontece no primeiro episódio, o segundo já é bem mais completo. Para além de introduzir novas personagens, é possível ainda controlar Sam Monroe, um dos membros da equipa de jornalistas que inicia, assim, uma nova linha de acção. Com o avançar do jogo os diversos planos de acção tendem a cruzar-se, e é isso mesmo que acontece logo no terceiro episódio, onde inicialmente controlamos uma rapariga com os seus 11 anos, que tenta fugir de um hospital repleto de Shibidos (os maus da fita). Rapidamente se percebe que a rapariga em questão é filha de um dos protagonistas e, mais uma vez, temos aqui mais uma excelente preposição capaz de apimentar um pouco mais a estória.

O meu objectivo não é certamente relatar a história, portanto fico-me por aqui no que toca a pormenores. Estes são apenas alguns dos planos presentes em cada um dos episódios e, só por aqui, já podem perceber como funciona o jogo – uma acção estilo novela. Os mais distraídos que não se preocupem, pois no início de cada capitulo é possível ver qual a personagem a ser utilizada, bem como o dia e hora a que aconteceu determinada cena.

Todo o jogo tem um aspecto tipicamente japonês. Desde os menus até aos cenários, esta cultura está evidenciada por todo o lado. Neste primeiro capitulo os cenários mais em foco são algumas casas japonesas, o hospital, uma mina e diversos locais rurais espalhados pela aldeia. É notável a forma como são recriados certos pormenores presentes nos cenários. O interior das casas é especialmente detalhado, sendo possível observar vários elementos tipicamente japoneses, tais como mesas rasteiras, portas de carris ou garrafas de saqué. Tal como não poderia deixar de ser todos os cenários são envolvidos por uma escuridão imensa com o objectivo de assustar, mas que por vezes apenas atrapalha. No meio de tanta escuridão até passam despercebidos certos pormenores gráficos que tornam o jogo incrivelmente bem detalhado e único.

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Este amigo aqui tem cara de quem já teve melhores dias!

Particularmente neste primeiro capítulo é de notar uma qualidade gráfica crescente ao longo de cada episódio, culminando por fim com um cenário representativo de uma floresta onde existem pormenores gráficos deliciosos. No entanto, como já referi, a escuridão é tanta que é aconselhável jogar um pouco mais perto da televisão para que se avistem todos os pormenores. Dentro dos 3 primeiros episódios, o terceiro é sem margem para dúvida aquele que melhor retrata o conceito do jogo, envolvendo o jogador numa constante luta para descobrir o que vem a seguir.

Até à data Siren parece ser um excelente jogo. Tendo em conta a encrenca em que estamos metidos, existe, de certo, muito ainda para explorar. Só os próximos capítulos o poderão dizer, mas em perspectiva tudo parece tender para uma continuação ainda melhor. Por enquanto ainda não existe nada digno de um valente salto da cadeira ou uma noite mal dormida, mas o ambiente vivido em jogo é fantástico.

Infelizmente o que vem a seguir pertence ao segundo capítulo da estória, portanto está na hora de meter as mãos ao bolso, porque estou mesmo em pulgas para saber o que vai acontecer a seguir.

8 /10

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Sobre o Autor

Ricardo Madeira

Ricardo Madeira

Colaborador

É redator e dá voz à Eurogamer Portugal. É um dos mais antigos membros da equipa, e ao mesmo tempo um dos mais novos. Confusos? É simples.

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