Red Faction Guerrilla • Página 3

Desengenharia Civil.

O jogo em si é muito completo e, correndo o risco de deixar algo por salientar, foi com bastante agrado que olhei para a abordagem que o jogo tem sobre os veículos. Os espaços entre sectores permitem que se faça algum Rally pelo meio, e os carros têm uma condução espectacular, até mesmo melhor que muitos off-roads – algo que se vê nas missões Transporter que são autênticas corridas contra o tempo. Também aqui se denota a tal destruição pois os carros também se partem correctamente conforme o sítio onde são atingidos. Também o cenário e o grafismo é espectacular, seja a pé ou enquanto conduzem, sendo possível olhar para o horizonte e ver os mais variados campos montanhosos ou efeitos de luz a se sobreporem. Enquanto conduzem nota-se algum Pop-in a nível de montanhas e existem ocasionais texturas de baixa qualidade. Ainda assim, existem paisagens onde é possível ver o vento, as sombras em constante alteração ou todos os efeitos visuais que as tornam completamente arrebatadoras.

Como se qualquer dúvida existisse, Guerrilla prova mais uma vez ser uma obra colossal a nível de destruição quando se vê explodir edifícios ou tanques de gás que soltam peças por todo o lado sem que o frame-rate perca a estabilidade e dentro de tanta brutalidade é com agrado que se ouve por vezes uma música de fundo orquestral que tanto prazer vos irá dar. Não opta por uma OST com músicas a passar na rádio mas sim por uma abordagem mais clássica. O resto funciona bem, pessoas em sofrimento, estopadas e muitas vezes roubadas, ouvem-se gritos e tiros. Quando roubam um carro é agradável ouvir um “trata bem dele” ao invés do típico “dá-me já o carro *****” característico do GTA, já que em Red Faction os carros são sim “emprestados” por membros da Guerrilla.

A campanha em si poderá rondar talvez as 15 horas se jogada à pressa. Contudo, se quiserem realizar todas as missões secundárias, ou ainda outras missões extra – como descobrir munições EDF ou jazigos minerais – arriscaria nas 30-40 horas. Não fosse isso o bastante, têm ainda os modos Multiplayer que são naturalmente outro mundo. Na mesma consola poderão jogar em Wrecking Crew, no qual 4 jogadores poderão jogar na mesma consola, em turnos, de modo a causar maior destruição em períodos de tempo regulares ou com condições predefinidas.

3
Reforços podem ser comprados para o fato de Alec, tal como novas armas.

Em Online, têm mais uma série de modos de jogo com os já habituais modos derivativos de Deathmatch e Capture the Flag. Adicionalmente existem ainda modos dedicados à destruição como é o caso de Demolition, em que uma equipa destrói uma estrutura enquanto a outra tenta defende-la, trocando seguidamente. A experiência em si é diferente do Singleplayer, até porque existem algumas novidades. As armas estão espalhadas pelo cenário, mas existem ainda os BackPacks. Os Backpacks são uma espécie de Perks também eles espalhados pelos cenários. Existem BackPacks que vos dão velocidade extra, Super-saltos, Super-Força, JetPacks, a possibilidade de recuperar vida rapidamente, entre outros, sendo 10 no total. No modo Online ganham também pontos de experiência que vos permitem desbloquear novas personagens, armas, ou ainda novas opções de personalização para o vosso emblema.

Pelo tempo que dediquei a este modo, pareceu-me livre de Lag entre jogadores, ainda que a destruição dos cenários sofra de meros atrasos. Podem esperar muita diversão, podendo comunicar com amigos ou observar jogos alheios através de uma série de câmaras de acção de que o jogo dispõe. A estratégia neste tipo de jogo também será outro ponto assente, pois toda a destruição permite uma nova abordagem sobre a forma como jogam.

Depois de Saints Row 2, chego à conclusão que a Volition sabe como divertir o jogador. Red Faction Guerrilla é, como já devem ter percebido, um dos jogos que mais me surpreendeu durante este ano. É um projecto que denota dedicação e isso nota-se na sua solidez. Quando nos dias de hoje muitos jogos se preocupam com uma infinidade de outras coisas, Guerrilla ambiciona essencialmente entreter e divertir o jogador, e consegue. Já tinha como cartão-de-visita o motor Geo-Mod e sua aplicação, mas a Volition conseguiu fazer e oferecer muito mais do que isso. É sem dúvida exemplo de um projecto vencedor.

9 /10

Lê o nosso Sistema de Pontuação

Salta para os comentários (21)

Sobre o Autor

Ricardo Madeira

Ricardo Madeira

Colaborador

É redator e dá voz à Eurogamer Portugal. É um dos mais antigos membros da equipa, e ao mesmo tempo um dos mais novos. Confusos? É simples.

Conteúdos relacionados

Também no site...

Comentários (21)

Os comentários estão agora fechados. Obrigado pela tua contribuição!

Ignora piores comentários
Ordenar
Comentários