Nintendo DS Roundup

Luxor e Asterix Brain Trainer.

Da mesma maneira que muitos jogos não conseguem prender o jogador, outros simplesmente perdem o interesse uma vez acabados. Costumo dizer que é por isso que existem os jogos casuais, jogos que jogamos porque nos apetece e porque gostamos, independentemente do facto de já os termos acabado ou não. A DS está repleta desses jogos. Aliás, cada vez se vê chegarem mais e mais títulos deste género à portátil da Nintendo, sendo que a categoria de puzzles é apenas uma de entre muitas que está a ser explorada ao máximo.

Luxor Pharaoh's Challenge

  • Editora: Nintendo
  • Produtora: MumboJumbo

Luxor é um jogo originalmente lançado no ano de 2005. Rapidamente se tornou um clássico dentro do seu género e isso reflecte-se nas múltiplas edições lançadas desde então. Pessoalmente, sempre adorei Luxor pois é um jogo que consegue misturar o melhor dos puzzels com uma acção rápida e frenética, tornando-o assim único. É divertido, intuitivo e viciante.

Contudo, é impossível olhar para esta versão da DS com um pacote único e de grande valor, pois após tantas versões lançadas para consolas e PC, este jogo é tudo menos original. Continua a ser divertido e viciante, mas não existe aqui nada que já não tenha sido visto antes. Quem já jogou Luxor sabe do que falo, pois se gostaram dos anteriores, não há razão para não gostar deste. No entanto, também não encontro qualquer razão para o comprar quando existem versões grátis de qualidade equivalente para PC. O uso do stick e a introdução de alguns novos power-ups proporcionam uma jogabilidade diferente, mas nada de revolucionário.

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Com o aumentar da dificuldade são acrescentadas esferas com novas cores ao cenário.

Assim, e como mote, o jogador é convidado a realizar um roteiro pelo Egipto, no qual será confrontado com vários cenários diferentes. Ao avançar no mapa os cenários apresentarão configurações diferentes e um nível de dificuldade cada vez mais exigente, sem que nunca haja realmente um verdadeiro incentivo para jogar. Não existem desbloqueáveis e, a curto prazo, esta viagem pelo egipto torna-se aborrecida devido à constante repetição dos cenários.

Aparte deste modo principal as outras opções prendem-se pelo modo de treino e de sobrevivência, mas acreditem, não existe aqui muito por onde pegar. Os cenários são bem detalhados e coloridos, enquanto que o som está OK - é música egípcia, fica no ouvido. Ainda assim, até mesmo no campo visual e sonoro o jogo se torna rapidamente repetitivo.

Com um modo carreira tão pouco apelativo e uma quantidade precária de modos de jogo, Luxor Pharaoh's Challenge torna-se uma compra de baixo valor e o exemplo perfeito de um jogo demasiado casual. Talvez a inclusão de um jogo desta categoria num pacote com outros clássicos do género não teria sido mal pensado. Nestes moldes, este é um jogo demasiado incompleto para ser recomendado.

5/10

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Sobre o Autor

Ricardo Madeira

Ricardo Madeira

Colaborador

É redator e dá voz à Eurogamer Portugal. É um dos mais antigos membros da equipa, e ao mesmo tempo um dos mais novos. Confusos? É simples.

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