Ninja Gaiden 2 • Página 2

Desculpa, isso era o teu braço?

Entre combates, existem algumas secções de plataformas, com acções como andar em muros ou saltar entre paredes a serem comuns. Já a história nem merece ser mencionada. O clã de Ryu Hayabusa (nomeadamente Joe Hayabusa, pai do protagonista) falha na sua tarefa de defender uma estátua que detém o poder de trazer o "demónio-chefe" para este mundo. Um mísero pretexto para que Ryu ande a passear pelos variados locais a matar demónios de todos os tamanhos e outros inimigos.

Graficamente o jogo é agradável, mas falha nalguns pormenores, como sombras ou reflexos de luz. Nada de dramático e certamente a negligenciar quando o verdadeiro foco do poderio gráfico foi dado às armas, aos inimigos ou às mutilações. Mais incómodos são os problemas de desempenho do motor de jogo, que, em raras ocasiões, sofre quebras de framerate e problemas do género. Aquilo que realmente se mostra como o principal problema técnico do jogo são os loadings inconstantes. Além de um longo (e perfeitamente normal) loading no inicio de cada capítulo, ocorrem, com alguma frequência, loadings ao longo do nível, por vezes até durante combates, quebrando completamente a acção. Algo desagradável, como supõem, pois ocorre sem qualquer aviso prévio.

decap
As decapitações são habituais.

A música que existe cumpre a sua função de forma exemplar, mas um pouco mais de variedade seria bem-vinda. A dificuldade do jogo é aquela que já se espera de um Ninja Gaiden. Exigente mas justo. Capitaliza todos os vossos erros mas não recorre a “artimanhas” para dificultar a vida do jogador, no fundo, se não estão à altura do desafio, pratiquem. A vida do nosso ninja é agora gerida de uma forma diferente. Cada ataque causa dois danos diferentes, um que remove uma certa quantidade de energia, outro que é acumulado numa barra vermelha. Essa barra vermelha está posicionada no fim do contador de energia de Ryu e conforme cresce diminui a energia “máxima” que o ninja pode ter. Ou seja, vai-se acumulando algum dano entre batalhas na barra vermelha. Mas quando não existem inimigos nas redondezas o a barra de energia volta a encher até encontrar a varra vermelha, o que facilita combates posteriores. Sempre que se utiliza um local para gravar pela primeira vez recupera-se a vida na totalidade o que, além dos itens de recuperação, é a única forma de eliminar a barra vermelha.

Além das duas dificuldades disponíveis a inicio, completando o jogo desbloqueiam duas outras. É também possível voltar a jogar o jogo com todas as armas logo de inicio nas dificuldades já ultrapassadas. O que vem aumentar a longevidade de um jogo que leva mais de dez horas a ser completado. Outra inovação é o Ninja Cinema, que permite ver vídeos de outros jogadores nas várias partes do jogo, quer como entretenimento, quer para estudar estratégias para ultrapassar essa zona. Obviamente, é possível enviar a nossa prestação para o serviço. Rankings online para as diversas dificuldades estão também presentes.

A câmara imperfeita e a brutalidade dos inimigos implicam que muitos não conseguirão apreciar este jogo na sua totalidade. Mas a dificuldade "Path of the Acolyte" e a recuperação de vida no fim de cada combate permitem que os novatos possam, mais facilmente, retirar alguma diversão do jogo e, posteriormente, decidir se querem atacar as dificuldades mais exigentes. Já os fãs do género encontrarão neste título uma excelente aposta.

8 /10

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