Monster Hunter Tri • Página 2

Três? A quatro tem mais piada.

Na prática, Monster Hunter Tri usa os mesmos sistemas, controlos e até algumas das localizações que os seus antecessores. Trata-se portanto de refinar algo que já existia. E este esforço nota-se. Todo o ecossistema está mais credível. Realista não é, mas é credível na forma como dispõe os inimigos, no modo como tenta construir uma simplificada cadeia alimentar, e na extensa flora com que rodeia a fauna.

Cada caçador tem um estilo próprio, e para cada um desses estilos existe uma arma adequada. Um jogador de espada e escudo permite-se avanços descuidados, apoiado na segurança e flexibilidade que os seus apetrechos lhe conferem. Já um caçador equipado com um martelo vê-se privado de agilidade e dificilmente consegue recuperar a tempo de ataques mal apontados. Claro que ao mesmo tempo causa muito mais dano quando de facto acerta.

Com características diferentes, cada arma tem um grau de dificuldade de utilização inicial diverso, mas – no limite - todas conseguem ser suficientemente complexas para marcar a clara diferença entre um jogador experiente e um novato. Em Tri deixam de existir as espadas duplas, o chifre e a lança-pistola. No restante armamento as alterações são poucas ou inexistentes.

Os inimigos e ecossistemas aparecem em maior número, estando também assegurado o retorno da generalidade dos icónicos monstros que já conhecemos. Outro ponto importante é a nova postura passiva da generalidade dos monstros. Já não estamos eternamente sob a mira de tudo o que se mexa. Muitos dos monstros ficam satisfeitos de continuar a sua vida calmamente e deixar-nos passar na proximidade sem nos considerar uma ameaça. Infelizmente, a sua tendência para nos deixar em paz é inversamente proporcional ao seu tamanho.

No combate, a grande novidade são os combates subaquáticos. Debaixo de água podemos fazer o mesmo que em terra (apanhar objectos do chão do mar, usar itens, etc.), mas a caçada ganha uma nova dimensão dada a liberdade de movimentos no eixo vertical. O personagem controla-se da mesma forma e a única adição são os botões para subir ou mergulhar mais fundo.

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Estou cansado...Deixa aqui grelhar um naco.

Do ponto de vista técnico não faltam texturas reutilizadas de iterações anteriores, mas é notável um avanço gráfico em relação ao que se via na PSP. Infelizmente os menus e interfaces em geral estão largamente intocados. A imersão fica assim principalmente a cargo da forte componente sonora, que nos coloca em sentido com os guturais gritos e grunhidos dos nossos inimigos. A banda sonora – essencialmente subtil – cumpre o seu trabalho com distinção.

Não há dúvidas que Monster Hunter brilha na sua componente de cooperação até quatro jogadores. É possível ligar as consolas em System Link, ou fazer a conexão através do serviço Wi-Fi da Nintendo. Felizmente o sistema de Friend Codes é posto de parte e é possível encontrar os outros jogadores apenas através do seu nome no jogo. Existe ainda um espaço reservado a armazenar os nomes das pessoas com que queremos jogar, o que facilita o processo. A versão final tem também modos para jogar em ecrã dividido.

Juntando a isto a compatibilidade com o Wii Speak, estão agrupados os elementos necessários a grandes caçadas. Com um lançamento Europeu previsto para o dia 23 de Abril, Monster Hunter Tri vai estar disponível em três versões. Só jogo, jogo com o Classic Controller Pro e ainda um último pack que também inclui o Wii Speak.

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