Mirror's Edge

As crónicas de uma filha da cidade

Alguma vez pensaram em jogar Assassins Creed na primeira pessoa? Se não o fizeram também não faz mal, pois ainda não é desta que vão ter a oportunidade de ver e sentir aquilo que Altair vive ao saltar com total insanidade de casa em casa ou de cabeça erguida contra carroças cheias de palha. De qualquer forma temos o prazer de vos apresentar Faith, uma rapariga nascida e condicionada por uma sociedade algumas centenas de anos mais recente do que àquela em que Altair assassinou centenas de mártires. Curiosos? Pois bem, as semelhanças com este novo ícone feminino são evidentes e agora que as apresentações estão feitas, vamos lá ao que interessa.

Mirror's Edge é a nova aposta da Electronic Arts em conjunto com a DICE no que toca a jogos que primam pela originalidade. Na realidade parece-nos um jogo com uma cidade totalmente aberta para exploração, o mesmo que acontece em GTA. Contudo a acção desenrola-se no cimo de grandes edifícios e ainda não sabemos se será possível aceder a ruas e estradas com a mesma facilidade que aos telhados, mas acreditamos que sim!

mirror
UI! Só de olhar mete medo!

Como já dissemos, Faith é uma jovem rapariga, que tem como trabalho distribuir pela cidade mensagens e informações importantes. A partir do momento em que utiliza os telhados como meio de deslocação, esta tarefa não se adivinha tão fácil, mas Faith está condicionada desde muito nova a conhecer todos estes caminhos e atalhos. Os seus pais morreram cedo e a sua casa passou a ser a rua, os telhados e toda a cidade em si. Com o tempo Faith habituou-se a viver na cidade e desenvolveu capacidades que fizeram de si uma fugitiva, mas não uma criminosa. Contudo os policias não parecem ser os seus melhores amigos e por vezes poderão haver alguma perseguições e cenas de combate. Por tudo isto, Faith é mais uma heroína do que uma simples carteira, e todo jogo em si deverá apresentar momentos em que se irão revelar dados cruciais para a representação e percepção da sua história de vida.

“Para conhecermos Faith é preciso conhecer a Cidade”, esta são palavras do produtor do jogo, Owen O'Brien, e acreditamos ser realmente a melhor descrição para este trabalho da nossa heroína. Faith não é uma heroína qualquer, é uma pessoa normal que colocada numa determinada situação consegue viver e sobreviver da maneira que melhor poder. A definição de herói é diferente de jogo para jogo, na maioria das vezes temos heróis particulares ao invés de heróis colectivos. Em filmes como X-Men temos um herói colectivo, os mutantes. Por outro lado em Spider-man o herói é particular ou individual, neste caso é um homem com super poderes que se revelam importantes e isso torna-o um herói. Em Mirrors Edge temos uma perspectiva completamente focada na heroína, e em todos os acontecimentos que a rodeiam. Daí também a ideia de ser um FPS, permitindo uma maior focalização na personagem. Mas Faith não se tornou uma heroína ao acaso, não foi picada por uma aranha nem beijou o príncipe a cavalo. Fatih é uma pessoa normal que em determinadas condições de pressão foi-lhe imposto que sobrevivesse, vivesse e se adaptasse a uma cidade que para ela é mais uma casa do que um mero local para fazer compras.

Como já devem ter reparado caso tenham visto o trailer do jogo (sim, nós sabemos que o trailer está mesmo aqui à esquerda, vá lá...é só um click), este jogo é um FPS (woow...que novidade), mas isto não o torna necessariamente um jogo de guerra, algo que tem vindo a acontecer repetidamente nos últimos tempos. Tal como nos foi dito pelo produtor do jogo, Faith poderá utilizar armas. Ainda assim o uso das mesmas não se irá tornar uma obrigação, e mesmo que em certas alturas as tenhamos que usar, estas não são importantes para o desenrolar da acção e história do jogo. Entendam as armas como um Power-up temporal que poderão utilizar durante um certo período de tempo. Convínhamos que também não daria jeito nenhum andar aos saltos pelos telhados com uma AK-47 às costas.

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Sobre o Autor

Ricardo Madeira

Ricardo Madeira

Colaborador

É redator e dá voz à Eurogamer Portugal. É um dos mais antigos membros da equipa, e ao mesmo tempo um dos mais novos. Confusos? É simples.

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