Mass Effect 2 • Página 2

Muito mais que um jogo.

Quem jogou o primeiro encontrará aqui muito terreno familiar. É quase como voltar a casa, mas toda ela reformulada, muito mais bonita. Mass Effect 2 é um jogo enorme e muito variado. Não só no tempo de jogo, mas também no espaço físico em que tudo ocorre. A diversidade de personagens, de raças, de planetas e ambientes conferem ao jogo um toque especial, e todo este universo que foi criado à sua volta, é tão credível e rico que muitas vezes me perguntei como é que isto ainda não está no cinema. Poderíamos responder, "Porque não precisa". E é certamente esse pensamento que deveremos ter, pois Mass Effect 2, faz-nos esquecer essa tendência, de que se um jogo for bom, com uma boa história, daria um bom filme. A questão é que Mass Effect 2 em si, no produto final apresentado, é muito melhor que muitos filmes, muito melhor que muitas séries, pois para além de nos fornecer o que de bom essa indústria tem, os efeitos cinematográficos, a banda sonora, as personagens e guião, ainda nos consegue dar mobilidade e acção em tempo real. Que mais queremos?

A Normandy é o centro de todas as operações. De lá obtemos informações úteis da nossa equipa, bem como missões, traçamos os planos, navegamos pelo universo e pesquisamos por materiais necessários para pesquisas, para construção e melhorias das armas, fatos, e da própria Normandy. Temos ao nosso dispor uma galáxia inteira para viajar, com diversos sistemas e planetas para explorar. No fundo este sistema de mapa é bastante simples e muito útil de usar. Não sendo a base do jogo, dá-nos uma margem de manobra muito grande, como um mapa que se abre ao nosso redor, podemos escolher e saltar de sistema em sistema, sempre com as informações úteis do que precisamos de fazer em cada um deles. Para fazermos bom uso deste mapa, temos que estar atentos a todas as informações no nosso "Jornal" e "Codex", pois são vitais para a compreensão do que temos que fazer a seguir.

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O centro de todas as operações.

Sobre a pesquisa de minério, é interessante a forma como está agora implementada. Podemos agora manualmente pesquisar por minério nos planetas. É como um mini-jogo, onde efectuamos um scanner à superfície de um planeta, sendo que conforme vamos passando irá mostrar no nosso lado direito que tipo de minério está a detectar, quando detecta algo as linhas sobem de acordo com a quantidade de minério encontrado. Após isso, lançamos uma sonda para efectuar a devida recolha. Num planeta podemos lançar as sondas que quisermos até recolher tudo. De fora ficaram as aborrecidas e extremamente confusas buscas com o veículo.

Desde o início, podemos escolher uma das 6 classes base para o nosso Shepard. Podemos escolher entre "Soldier", "Infiltrator", "Vanguard", "Sentinel", "Adept" e "Enginner". A BioWare foi lançando diversos vídeos a explicar as características de cada classe, antevendo o jogador para uma escolha mais adequada ao seu estilo. Claro que após uma classe base, sempre podemos progredir ainda mais, obtendo certas ligações com outras classes, mas nunca a fundo dentro das que estão fora da escolha base. Cada classe dá-nos uma nova perspectiva de encarar cada combate. Existem características únicas em certas classes e é interessante podermos jogar com diversas formas, elevando a longevidade do jogo em muitas mais horas. Se formos "Soldier" (foi a que usei de base), iremos ter mais facilidade no uso das armas físicas. As nossas capacidades de tecnologia biónica são muito inferiores à classe "Adept". Por outro lado os "Adept" terão mais problemas em se aguentarem em combates mais próximos, privilegiando os ataques mais longínquos e mentais.

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Uma dupla de peso.

Esta mistura de classes é transportada para os elementos da nossa equipa. A escolha sábia de cada elemento para determinada missão terá que ser levada em conta, pois irá ter resultados directos na facilidade, ou não, para o seu cumprimento. Embora muitas vezes sejamos obrigados a levar determinado elemento, devido ao objectivo a cumprir.

Em termos de mecânica de jogo, Mass Effect 2 é um TPS com muita acção. Aliás, muito mais acção que o primeiro. O factor jogabilidade é onde se notam mais melhorias. O jogo está muito mais dinâmico e fluído. A opção de escolha das armas, bem como das habilidades, é feita de forma quase instantânea e muito melhor localizada. Em termos de perspectiva de jogo, a opção de cobertura, a passagem de locais é feita agora com mais assertividade, sendo que se corrermos e chegarmos perto de uma protecção apenas teremos que pedir para se proteger, que de uma forma mais rápida e natural ele se encosta.

Também referente ao controlo dos nossos dois colegas, podemos dar ordens distintas a cada um, posicionando cada em situações estratégicas para um melhor combate. Notei também uma pequena falha, que espero que possa vir a ser corrigida futuramente. Se deixarmos os nossos colegas sozinhos, sem comandos, tudo corre bem, embora não sejam tão eficazes na escolha dos melhores lugares. Mas se começarmos a dar ordens, eles obedecem, mas o pior é quando queremos deixar de dar ordens e para que eles possam agir livremente. Como não temos ordens distintas e tudo se baseia em "vai para ali", eles ficam muitas vezes parados no local ordenado, sendo que ocorreu mais que uma vez ficarem do lado de fora de uma porta e ela se fechar, deixando-me sozinho a lutar (isso não se faz). Como referi, cada classe tem as suas características próprias, e no respeito ao armamento físico, isso irá ser diferente para cada classe, pois nem todos podem carregar o mesmo número e tipo de armas.

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Sobre o Autor

Jorge Soares

Jorge Soares

EG.pt Master of Puppets  |  eurogamerpt

Sempre ocupado e cheio de trabalho, é ele quem comanda e gere a Eurogamer Portugal. Queixa-se que raramente arranja tempo para jogar, mas quando está mesmo interessado num jogo, lá consegue arranjar uns minutos. Tem mau perder e arranja sempre alguma desculpa para a sua derrota, mas no fundo, é o que todos fazemos.

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