FUEL

14 000 Km² de liberdade.

O tema do aquecimento global está na moda, e nem mesmo os videojogos escapam a esta temática. FUEL é o mais recente título a abordá-lo, mas, devemos dizer, de forma bastante original. Com o estado do clima completamente alterado, é tão normal estar um calor abrasador como passado alguns segundos uma enorme tempestade; o cenário perfeito para uma minoria de corredores que não se deixam intimidar pelos vários perigos, arriscando a sua vida nas várias corridas que o jogo oferece.

A Codemasters, uma perita em jogos de corridas, promete revolucionar o género com FUEL graças a uma mão-cheia de factores, como é o caso da ausência de pistas. Em vez destas, o jogador depara-se com 14 000 km ² de terreno, um mundo totalmente aberto à exploração onde o objectivo é chegar à linha de meta recorrendo ao trajecto mais rápido. Apesar de parecer algo confuso, a produtora assegurou-se de que os jogadores não vão andar perdidos graças ao sistema de GPS. Além do pequeno mapa, que se encontra no canto inferior esquerdo, em alguns casos é-nos apresentado um sistema de setas bastante competente, que nos indica o trajecto em que seguimos, o que é bastante útil quando desbravamos o caminho a mais de 100 Km/h.

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O perigo espreita a cada curva...

Apesar das velocidades vertiginosas que é possível atingir neste "racer arcade", o destaque vai obviamente para as pistas e a jogabilidade que daí advém. Como já referimos, não existe uma pista, mas sim um enorme mundo bastante variado em termos de clima e aspecto. Existem zonas desérticas, extensas áreas onde o asfalto predomina e ainda regiões montanhosas. A juntar a todas elas estão as variáveis que podem alterar por completo o decorrer da corrida. Se estivermos perante um tornado, por exemplo, e se a pista tiver detritos à beira da estrada (entenda-se com isto outros veículos abandonados e objectos pesados) é mais do que óbvio que estes, com a força exercida, vão ser projectados para a faixa de rodagem, o que, em última instância, nos vai beneficiar (se os objectos derrubarem adversários) ou prejudicar (caso nos aconteça a nós).Existe, portanto, um certo sentimento de imprevisibilidade, pois o nosso sucesso não está apenas dependente dos nossos dotes ao volante, mas também das condições meteorológicas.

A juntar ao que já foi dito existe o ciclo dia-noite que, mais uma vez, afecta em muito a experiência de jogo. Conduzir durante a noite requer maior prudência, já que são raros os locais onde iremos encontrar iluminação nas estradas.

Os veículos, como não podia deixar de ser, são as estrelas de FUEL. Ao todo existem 70 por onde escolher, em 6 classes diferentes: motas, ATVs, muscle cars, SUVs, buggies, camiões e ainda hovercrafts. A escolha destes é bastante importante e pode ditar a vitória ou a derrota, já que cada veículo adapta-se melhor a certos tipos de terreno. Enquanto que um carro mostra a sua verdadeira potência no alcatrão, com uma mota já é possível fazer corta-mato, por exemplo.

A variedade de modos existentes na versão final do jogo é impressionante. Além dos modos mais vulgares como o "checkpoint race" e "circuit race", existe o "raid", "chopper chase", "speed run", "seek and destroy" e, por último, "blitz". Ainda é possível, utilizando uma ferramenta presente no jogo, criar as nossas próprias pistas, que posteriormente até podem ser partilhadas online.

O modo em rede não podia deixar de estar presente, onde é possível defrontar os nossos amigos e outros jogadores em 70 desafios (os mesmos do modo carreira). Além disso, a opção "free ride" também está disponível, onde podemos explorar cada centímetro do mapa de jogo.

FUEL promete criar uma sensação de liberdade no jogador como nunca antes tinha sido conseguido num jogo deste estilo. Mas será que os objectivos da Codemasters se vão concretizar? Confiram na nossa análise, que será publicada em breve.

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