Facebreaker

O quebra ossos

A Electronic Arts parece estar em busca do tempo perdido, mas ao mesmo tempo ainda com um pé no passado. É por diversas vezes criticada pela sua postura no mercado, mas não a tem livrado de continuar a ser a maior editora e produtora de videojogos do planeta. Tem recebido alguns dissabores e um role de críticas em toda a comunidade de jogadores, por ano após ano trazer as mesmas licenças. Mas ventos de mudança estão a atingir a super poderosa EA, e nós só agradecemos.

O resultado desta mudança, é a criação da marca Freestyle, que veio substituir a EABIG, onde estão prometidos três novos IP, sendo o primeiro, Facebreaker.

Dentro desta nova marca, nasce Facebreaker, onde pretende levar cada jogador a se distanciar dos jogos que consomem imenso tempo, com curvas de aprendizagem enormes, para podermos apenas jogar por puro divertimento e gozo. É esta a premissa de Facebreaker, gostarmos e divertirmo-nos de partir a cara ao nosso adversário.

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Que jeitoso que eu sou.

Quando olhamos para Facebreaker, é quase impossível não nos lembrarmos do mítico Ready 2 Rumble da Midway. Desde a opção gráfica, e design das personagens, bem como nas animações, tudo tem semelhanças. Esqueçam o realismo de Fight Night, esqueçam as técnicas, os bloqueios, as estratégias, em Facebreaker, vale tudo menos arrancar orelhas.

Levando uma direcção artística, baseada em estilo Cartoon, com membros desproporcionais, cria um efeito cómico e deveras arrebatador, permitindo exagerar quer nas movimentações, quer na deformação dos corpos, principalmente no rosto. Não fosse o nome do jogo, traduzido à letra, Partir a Cara.

O jogo privilegia e recompensa o ataque, tornando-o mais rápido e agressivo. Quanto mais atacarmos, mais podemos aumentar a nossa Breaker Meter, que é como uma barra de energia, que ao chegar ao topo despoleta o lutador que há em nós, possibilitando finalmente desferir o golpe mortal, o Facebreaker. Conforme podemos ver neste vídeo, onde o lindo Romeo vê a sua cara desfigurada.

Quem conhece e jogou Fight Night Round 3, reconhecerá estes finais, pois a sensação é a mesma, parecendo que o embate foi mesmo em nós, estando em Facebraker também muito bem recriado. Facebreaker está a ser produzido pela mesma equipa de Fight Night Round 3, e embora a nada se assemelhe na vertente de realismo, podemos contar com certos aspectos já conhecidos.

Aproveitando esta faceta de partir a cara, podemos colocar a nossa foto, bastando ter a Eyecamera da PS3 ou a Xbox Live Vision. Podemos assim criar um lutador ao nosso gosto e se não gostarmos de ver a nossa toda deformada, sempre podemos pedir ao nosso melhor amigo que se disponibilize a sofrer. O gozo pode ser outro.

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Ai que lá vou eu.

Se não quisermos criar um lutador, sempre podemos escolher entre os de doze lutadores disponíveis. Cada um com o seu estilo próprio e pontos fortes, bem como debilidades, que terão que ser aproveitadas ao máximo.

Eu já tenho um escolhido, e recai sem dúvida em Romeo, o Macho Latino bem parecido comigo. Não que eu tenha o jeito dele, mas o charme é o mesmo.

Em suma, temos um jogo que promete divertimento fácil e rápido. Não importando como ou quando, mas sim que prazer tiramos dele. Este é o novo conceito da EA, debaixo da marca Freestyle, jogos que não primam pela dificuldade de aprendizagem, nem que requeiram muito tempo para apreender. Apenas o divertimento está garantido.

Facebreaker tem data de lançamento em Setembro, para Xbox360, PS3 e Nintendo Wii.

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Sobre o Autor

Jorge Soares

Jorge Soares

EG.pt Master of Puppets  |  eurogamerpt

Sempre ocupado e cheio de trabalho, é ele quem comanda e gere a Eurogamer Portugal. Queixa-se que raramente arranja tempo para jogar, mas quando está mesmo interessado num jogo, lá consegue arranjar uns minutos. Tem mau perder e arranja sempre alguma desculpa para a sua derrota, mas no fundo, é o que todos fazemos.

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