Dragon Ball Z: Burst Limit

Chama o dragão e pede um desejo!

Dragon Ball é um dos maiores sucessos da história da televisão. Estreado há mais de 20 anos no Japão, a série marcou várias gerações por todo o mundo, tornando-se numa referência. Para muitos, esta série estabeleceu um antes e um depois entre os banais e fofinhos desenhos animados tradicionais e o mundo da anime. Mais maduro e violento, abrangente a diversos temas mais complexos e evoluídos do que o normal. Dragon Ball é tudo isto e muito mais.

Perante a sua conquista mundial, a adaptação para videojogo tornou-se uma realidade. Depois de vários jogos inspirados na série, a maioria com pouco brilho, será seguro dizer que foi apenas na PlayStation 2 e pelas mãos da Dimps, que um videojogo conseguiu estar à altura da série. Dragon Ball Z Budokai marcou realmente a diferença e estabeleceu padrões que foram seguídos nas suas duas sequelas. Mesmo quando a série passou de mãos e tornou-se Budokai Tenkaichi, várias das características implementadas pela Dimps foram seguídas, mas nem todos os fãs ficaram agradados com o novo sistema de câmera.

Burst Limit marca a entrada da série na nova geração e apresenta-se como um beat`em up agradável para quem procura alternativas neste género. O jogo segue a história desde a chegada de Raditz à Terra, até à batalha final com Cell. Isto foi largamente criticado pelos fãs, que pediam a história completa. Face a anteriores jogos, tal até pode ser verdade, mas temos que encarar Burst Limit como o início de uma nova série, o que cria igualdade para ambas as consolas e permite a inevitável sequela.

Para os apaixonados de Dragon Ball Z, o modo que vos vai atrair imediatamente é o seu modo principal, o “Z Mode”. Aqui vamos seguir as aventuras de Goku e companhia durante o período acima descrito. Vamos reviver os momentos e confrontos mais marcante da saga dos Super Guerreiros, da saga do Frieza e da saga do Cell.

Se a proposta é similar a anteriores, a verdade é que a história ganha maior impacto e espectacularidade durante os combates graças às “Drama Pieces”. Estas peças, ou sequências dramáticas, retratam a meio dos combates os momentos mais importantes desses mesmos combates, como vistos no anime. Podemos dar como exemplo o momento em que Goku avisa Krilin e Gohan de que Ginyu controla seu corpo enquanto estes lutam. Estas sequências são desbloqueadas cumprindo certos requisitos que terão que descobrir e até desbloquear todas as sequências ainda vão ter que lutar muito.

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Kamehameha

Estas sequências afectam ligeiramente a jogabilidade, mais precisamente, podem afectar a maneira como jogam e com o regresso da Dimps, não é de estranhar que várias características presentes na primeira série estejam de volta. Como tal, Burst Limit traz de volta uma perspectiva lateral mais tradicional, ao bom estilo dos beat`em ups normais. Isto faz com que o jogo se torne acessível à maioria e que vá de encontro à vontade em apresentar um jogo de luta mais tradicional.

Numa geração onde as opções neste género são poucas, o mérito deve ser dado à Dimps por conseguir criar um jogo equilibrado, especialmente porque é inspirado numa série cujos personagens poderiam facilmente apelar a grandes exageros.

Conseguindo manter-se fiel à série e captando a sua essência, a Dimps consegue apresentar uma jogabilidade equilibrada que vai proporcionar diversão a qualquer um. É suficientemente acessível a qualquer novato, que imediatamente irá tirar proveito do jogo, mesmo que recorra ao martelar aleatório de botões para executar os movimentos mas somente quem se dedicar ao jogo e procurar um maior nível de profundidade irá conseguir aprender os golpes mais poderosos e as combinações mais vistosas. Claro que com maior domínio das várias opções de combate e formas de combater, poderá mesmo dominar facilmente qualquer oponente recorrendo às técnicas de uso de poder que o jogo oferece. Os controlos são fáceis de assimilar e altamente intuitivos. A Dimps conseguiu criar um jogo que pode ser recomendado a qualquer fã da série, e de qualquer faixa etária, mantendo na mesma profundidade suficiente para os aficionados do género poderem conquistar.

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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