Dissidia: Final Fantasy

Todos à molhada!

“Pff... Aposto que o Zidane dava um enxerto no Squall!” “Só mesmo tu para escolheres um gajo com ar de rato em vez de um tipo com uma arma tão porreira...Quer dizer, é uma espada E uma pistola, não é o máximo?“

Não, caros leitores, não quero sequer imaginar o tipo de discussões idiotas que os fãs de Final Fantasy têm entre si sobre a série, mas a verdade é que estamos perante um jogo que permitirá pôr fim a todas elas. Ou, com um pouco de sorte, oferecer uma experiência competente que, apesar de claramente vocacionada para os fãs, tenha, em si, valor.

Desenvolver um jogo de luta num plano tridimensional raramente é uma aventura bem sucedida, e não é de espantar que os poucos casos de sucesso sejam relembrados com saudade. Mas enquanto Power Stone e a sua frenética acção para quatro jogadores continua longe, Dissidia proporciona intensas batalhas num sistema de um contra um, o que permite colocar a “mira” sempre no oponente e simplificar bastante a deslocação ou a eficiência dos ataques, visto que existe sempre uma noção bem definida de alvo.

Naquilo que é o seu núcleo, o jogo de luta tridimensional, podem esperar combates a bom ritmo e devidamente animados, mantendo-se um frágil equilíbrio entre a complexidade das animações e efeitos e a eficiência prática destes, conseguindo, grosso modo, evitar que os personagens fiquem demasiado “presos” resultando num ritmo de luta acelerado. Este facto é sublinhado pelas diferentes características de cada personagem, de que devem tentar tirar partido.

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O número por cima da barra de energia decresce com os ataques, e apenas após chegar a zero é possivel causar dano efectivo, visto que o número volta a subir. Existem também ataques que atacam directamente a barra de energia.

Se por um lado Tidus (protagonista de Final Fantasy X) é um personagem rápido que desfere repetidos golpes com a sua espada, Tina – Final Fantasy VI, e se não sabiam tenham vergonha – combate mais à base de feitiços e magias, que podem, e devem, ser atirados de longe. Com vinte e dois personagens (dois para cada jogo do Final Fantasy I ao X, mais dois “secretos”) dotados de características diferentes, a variedade entre eles é um ponto a favor do jogo. Muitos outros subsistemas e a possibilidade de utilizar as Summons habituais da série com efeitos variados vêm complicar as coisas o suficiente para dar ao jogo uma complexidade apelativa.

Apesar de se apropriar de personagens pré-existentes, Final Fantasy Dissidia conta uma história, de premissas bastante simples. Caos convoca vilões de vários universos, uma manobra que o coloca em vantagem na sua eterna batalha contra Cosmos, a deusa da harmonia. Os representantes das forças do bem fazem assim uma ultima coligação de forma a repelir a ameaça. Esta história, devidamente dividida por capítulos próprios para cada herói, é suportada por uma miríade de cutscenes, devidamente complementadas com trabalho de voz, mais um ponto alto na apresentação excepcional (a nível gráfico) do jogo.

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Os limit breaks, além de poderosos, inspiram-se nos menus dos jogos de onde são retirados.

Apanágio de qualquer Final Fantasy, ganhar experiência para evoluir os personagens é parte integrante de Dissidia, havendo, além de experiência, gil e muito equipamento para amealhar. Para completar o pacote, existe um extenso suporte de modos multi-jogador (local, estrutura, etc.), o que traz uma outra longevidade ao título.

No fundo trata-se de um título claramente destinado aos fãs da franquia, coberto de pequenos detalhes especificamente preparados para agradar a estes. No entanto, adeptos de jogos de luta tridimensionais parecem ter aqui um jogo a ter em conta, mas acerca disso podem esperar pela nossa análise ao jogo.

Ainda não existem datas oficiais relativas ao lançamento Europeu do jogo, mas tudo indica que o Norte-Americano será entre o segundo e o terceiro trimestre deste ano, sendo que o tempo de espera para o nosso continente é sempre uma incógnita. Até lá, passem pela página do jogo ou vejam os vídeos.

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