Doom Resurrection: Vídeo e impressões da nova montra para o iPhone

Medo em pequeno.

Tenho a certeza que não deverei ser o único a gozar com a noção de o Doom 3 poder ser reduzido e comprimido no iPhone e iPod Touch, mas John Carmack da id Software tem a habilidade de exceder as expectativas e a verdade é que Doom Resurrection é uma peça de tecnologia fantástica que parece empurrar o hardware para os seus limites.

Disponível na AppStore por 7.99€, Doom Resurrection é graficamente uma montra que está no cimo, junto com o que de melhor a nível de fps se faz na PSP: tecnologicamente inteligente, é provavelmente a melhor comparação que me vem à mente. Isto está longe do nível de sofisticação que vemos nos jogos da id, para PC, mas numa portátil está excelente, e mexe-se relativamente com suavidade. Eu disse "relativamente" porque é evidente que o frame-rate aqui é um bocado instável. Joguei o jogo na primeira geração Touch, por isso o desempenho deverá ser muito similar ao iPhone e é justo dizer que o jogo tem alguma lag, porém só é perceptível nas animações onde a cena fica um pouco estática quando existem grandes explosões. O desempenho é aparentemente melhor na segunda geração Touch (30FPS de acordo com a produtora) e estou assumindo que o 3GS providência uma melhor experiência também.

Assim com isto em mente, aqui está um vídeo do jogo em acção gravado com a câmara em direct feed do meu Touch. É lamentável que muito do detalhe e trabalho subtil nos visuais seja perdido no vídeo, mas penso que já dará uma ideia do que podemos esperar do jogo e a mecânica dos comandos.

A própria jogabilidade em si é intrigante. Os comandos totalmente tácteis, vistos em outro jogo da id, Wolfenstein 3D Classic foram guardados a favor de um mecanismo onde para apontares viras o ecrã. Botões tácteis no ecrã permitem disparar, recarregar, desviar os projecteis dos inimigos e procurar cobertura. Itens no ecrã, como armamento extra, são recolhidos por apenas "tocares" neles, como seria de esperar. O jogo em si é essencialmente jogado como em carris, e embora o jogo funcione e seja divertido, existe um sentimento que o conceito principal de Doom e os comandos característicos foram talvez diluídos demais. este não é um shooter frenético: conseguires matar alguém pode demorar um pouco, enquanto te habituas ao comando de inclinar, mas o jogo é suficientemente justo para te dar a oportunidade de responder de forma eficaz, mas de certa forma a marca de suspense nos jogos Doom não se sente devido à forma do método dos comandos.

Globalmente, porém, as primeiras impressões continuam impressionantes. O motor de jogo está claramente acima do melhor que o iPhone consegue no momento oferecer, e enquanto as ajudas de texto e os pop-ups intrusivos que aparecem no ecrã podem estragar a atmosfera, mas rapidamente o DNA do Doom 3 aparece e é certamente um jogo a comprar.

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Sobre o Autor

Richard Leadbetter

Richard Leadbetter

Technology Editor, Digital Foundry

Rich has been a games journalist since the days of 16-bit and specialises in technical analysis. He's commonly known around Eurogamer as the Blacksmith of the Future.

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