Tony Hawk's Pro Skater 1+2 é um dos melhores jogos da geração

Os clássicos brilham mais do que nunca em hardware moderno.

Enquanto ícone que já tombou diversas vezes, Tony Hawk's Pro Skater é uma série que teve grande impacto ao longo das gerações, até se perder por completo, com o abismal Tony Hawk's Pro Skater 5 a pregar os últimos pregos no caixão. No entanto, apesar do jogo já ter mais de 20 anos, ainda tem magia e fiquei espantado por ver o que a Vicarious Visions entregou neste remake dos 2 primeiros jogos. Foi ser franco, para mim, Tony Hawk's Pro Skater 1+2 é um dos melhores jogos do ano e um dos meus favoritos da Activision em toda a geração. É mesmo muito bom.

Podes jogá-lo em qualquer plataforma. Sim, é menos nítido na Xbox One original, mas o rácio de fotogramas é sólido, tal como é nos outros sistemas. Os originais corriam a 320x240 na PS1 e sem surpresas, as coisas melhoram imenso em hardware actual. A Xbox One X fica no topo da lista ao correr a 1440p, tal como na PS4 Pro, mas a consola da Sony recorre a resolução dinâmica e pode descer para 1080p. A PS4 amadora corre entre 864p e 1080p, enquanto a Xbox One varia entre 720p e 900p. Mas o número de pixeis não é toda a história, a excelente upscalling TAA do Unreal Engine 4 assegura que a qualidade de imagem está boa. Também tem uma excelente implementação HDR, apoiada por boas opções de calibração.

Forte no aspecto técnico, o mais importante aqui é que o remake é quase perfeito. A equipa trabalhou com o código base original da Neversoft para acertar no controlo e refez com cuidado os mapas para recriar na perfeição as linhas do original. Como resultado, parece autêntico e ao mesmo tempo rivaliza com a maioria dos jogos modernos de 2020 em termos de qualidade visual. Seja qual for a consola onde o jogas, o aumento no detalhe é perfeitamente visível. Recriar mapas clássicos não é fácil, mas os programadores conseguiram capturar na perfeição a atmosfera e sensação dos níveis originais e aumentaram imenso o detalhe geral, tornando-o bonito em hardware actual.

O UE4 faz muito dos trabalhos, especialmente em termos de iluminação quase perfeita, do uso de materiais por físicas e luxuoso trabalho de reflexos. São instantaneamente reconhecíveis para os veteranos, mas ainda assim parecem locais reais graças ao aumento na qualidade. Estou igualmente impressionado com as melhorias nos personagens. As proporções estão mais naturais, a animação mais realista e a câmara abre o mapa, dando-te uma maior sensação do que está à tua volta e torna mais fácil executar combos ao percorrer o mapa.

O Digital Foundry olha para todas as versões de THPS 1+2.

Existem outras boas melhorias "quality of life". Por exemplo, quando cais, o jogo usa um efeito glitch digital para reposicionar o teu personagem para rapidamente continuares a jogar. A forma como o ímpeto é mantido faz-ter querer continuar a jogar, dando um tom mais arcade à experiência. A falta de fricção geral na experiência também impressiona, os loadings são rápidos, pelo menos tão rápidos quanto no original, algo importante para um jogo no qual terás de tentar novamente diversas vezes.

Outro belo toque é como as músicas continuam mesmo ao reiniciar o mapa. No original, pausar e reiniciar mudaria para uma nova música e isto era ocasionalmente frustrante pois ouvias apenas o início de uma música antes de reiniciar. Agora, a música continua e a experiência fica mais consistente. Também podes mudar entre músicas ao pressionar o analógico direito.

É exactamente assim que deve ser um jogo de Tony Hawk em 2020. Eu amo o design limpo, os loadings rápidos e todas aquelas melhorias, em cima de um gameplay perfeito. Não estou a brincar quando digo que fiquei emocionado com o jogo. Sentir este gameplay nestes mapas clássicos, renascidos com excelente qualidade, é algo mágico. Tony Hawk's Pro Skater 1+2 também marca o regresso dos 60fps, em qualquer máquina, com uma performance quase perfeita, apenas com ocasionais soluços. Ajuda imenso o gameplay e apresentação.

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Sobre o Autor

John Linneman

John Linneman

Staff Writer, Digital Foundry

An American living in Germany, John has been gaming and collecting games since the late 80s. His keen eye for and obsession with high frame-rates have earned him the nickname "The Human FRAPS" in some circles. He’s also responsible for the creation of DF Retro.

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