Wolfenstein: Youngblood comparado num PC de topo até à Nintendo Switch

Com a PS4 e Xbox One pelo meio

Wolfenstein: Youngblood está finalmente disponível e após o excelente trabalho da Machine Games em Wolfenstein: The New Colossus, fica a sensação que a as funcionalidades do id Tech 6 ainda não evoluíram além das melhorias adicionais ao motor e que agora, a inovação está no gameplay. O cooperativo é a mecânica principal, combinada com um design de níveis bem pensado devido à influência da Arkane Studios.

Youngblood chegou sem grande alarido para PC, Xbox One e PlayStation 4, mas a Nintendo Switch também teve direito a uma versão no mesmo dia, mais uma vez entregue pela Panic Button. Existem poucas surpresas ao ver o jogo em todas as consolas, mas a performance não é exactamente igual à do anterior.

Se jogaste The New Colossus no PC sabes bem o que te espera. Não existem pretensões de um novo motor, as opções são idênticas, a performance igual, mas agora com dois jogadores na mesma cena, o que causa carga adicional na GPU. A conclusão é que, em termos da tecnologia, é mais do mesmo - apenas recebes alguns novos níveis com uma nova filosofia de design e o cooperativo.

Switch vs Xbox One X - os dois extremos no poder entre consolas, produzem a sua própria versão de Wolfenstein: Youngblood experience.

Antes do lançamento, estávamos ansiosos por testar o suporte DXR ray tracing - agora confirmado para reflexos e oclusão ambiental, mas a funcionalidade ainda não está pronta e teremos de esperar. Mas tens as mais recentes melhorias da Nvidia, significando que o suporte para shading com rácio variável da TNC está aqui presente, adicionando entre 10 a 15% mais performance para gráficas Turing, dependendo da cena.

As consolas também revelam imensas similaridades. Todas elas, excepto a Switch, têm como alvo os 60fps, mas é usada a conversão dinâmica de resolução. A PS4 e a Xbox oferecem três opções: a DRS pode ser desactivada ou activada, e uma opção extra 'agressiva' permite baixar ainda mais a resolução para manter melhor os 60fps. A opção mais agressiva foi adicionada a TNC numa actualização e é bom vê-la de volta a Youngblood pois melhora imenso a fluidez.

Onde as coisas diferem é na forma como o jogo converte a resolução. Os eixos X e Y convertiam em simultâneo no anterior, enquanto Youngblood parece reservar o modo DRS apenas para o eixo horizontal. A Xbox One X e a PS4 Pro parecem correr a 1440p na maioria do tempo, mas na Pro, 2176x1440 é o número mais comum na acção. A PS4 original também usa conversão dinâmica e 1920x1080 é o valor mais elevado, enquanto 1440x1080 é o mais baixo que vai.

As versões PlayStation 4 e PS4 Pro são o foco deste vídeo.

60fps fixos está fora de hipótese em todas as consolas, mas fica perto o suficiente na maioria dos casos para se tornar numa boa experiência, o motion blur ajuda a esconder os fotogramas perdidos. Diria para manter a DRS activa e se as quedas forem perceptíveis, activa a opção agressiva, é a nossa opção preferida.

A Switch é a versão mais interessante, tendo em conta as enormes restrições que coloca sobre o jogo e por correr num chipset pensado para mobile. A Panic Button entrega um port impressionante e se jogaste The New Colossus ou DOOM de 2016, sabes o que esperar. O rácio de fotogramas corre a 30fps e praticamente qualquer tiroteio causa quedas - meios 20s é comum nas cenas mais intensas.

Sim, a experiência perde nitidez na Switch. O uso de anti-aliasing temporal integrado numa sequência pós-processamento extensiva dá ao jogo um aspecto "cinematográfico" em todos os sistemas, mas a resolução extra consegue na mesma um nível de nitidez que está ausente na híbrida. A resolução dinâmica está presente e o máximo alcançado é 720p na dock e 540p em modo portátil. Até à data, não vimos a 360p de The New Colossus e comparações lado a lado não são possíveis, não existe conteúdo comum, mas a experiência parece mais limpa em Youngblood.

John Linneman e Alex Battaglia falam de Wolfenstein: Youngblood, a correr na RX 480 da aMD e na Nvidia RTX 2080 Ti.

Mas conta com reduções gráficas: a oclusão ambiental é inferior ou inexistente, a precisão volumétrica e motion blur estão no mínimo, os reflexos screen-space ausentes e a qualidade da texturas está distante da das outras versões, reforçando a falta de nitidez. Por tudo isto, Youngblood corre melhor em modo portátil - a penalidade na performance comparado com a dock é basicamente inexistente e apesar do corte na resolução, os compromissos são mais difíceis de ver. Na TV da sala, a experiência fica aquém, mas em modo portátil aguenta-se bem - e o aspecto de jogar em qualquer lado diferencia a versão Switch das restantes.

Existem diferenças interessantes nas versões de consola ao comparar Youngblood com The New Colossus. A versão Switch tem o mesmo estilo de performance, mas parece ter melhor nitidez. A Xbox One X parece correr com uma resolução inferior e a performance não parece tão sólida. Existe a opção de uma experiência a 4K genuína, mas correr a cerca de 40fps não é o ideal, mas será interessante revisitar este jogo numa futura consola Xbox.

No geral, Wolfenstein: Youngblood vale a pena e parece uma expansão ao estilo antigo da id Software: jogos criados por outros estúdios, que entregam a sua visão de uma série. O cooperativo é a mecânica de destaque, uma força e uma fraqueza. Muitos pontos do jogo exigem dois personagens e é muito mais fácil com humanos, ao invés de confiar na IA que pode criar fricção na experiência. Youngblood é um jogo sólido, mas não é um grande salto na tecnologia sobre o anterior.

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Sobre o Autor

Richard Leadbetter

Richard Leadbetter

Technology Editor, Digital Foundry

Rich has been a games journalist since the days of 16-bit and specialises in technical analysis. He's commonly known around Eurogamer as the Blacksmith of the Future.

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