Dirt Rally 2.0 mostra a Codemasters no seu melhor, entregando um dos melhores simuladores de condução da actual geração, o que lhe valeu um Obrigatório na nossa análise. A qualidade da condução é soberba, mas a Codemasters também cumpre em termos visuais, graças a uma linda apresentação alcançada com o motor Ego - mas como se comparam as versões de consola? As respostas surpreendem.

Dirt Rally 2.0 corre bem e tem bom aspecto em todas as consolas, com poucas diferenças em termos de funcionalidades gráficas entre as 4 versões. Existem diferenças na renderização entre as consolas base e melhoradas, mas a única desilusão diz respeito à versão PlayStation 4 Pro - limitada à mesma resolução de 1080p da consola base, recebendo apenas melhorias visuais. A Xbox One X oferece uma forte melhoria na qualidade de imagem, com recurso a resolução dinâmica para saltar suavemente entre 1800p e 2160p nativa, dependendo da carga sobre a GPU.

As consolas padrão têm como alvo 1080p, mas a resolução também é dinâmica. Curiosamente, a PS4 base oferece 1080p (é possível correr com resolução dinâmica, mas todos os testes apresentaram 1080p), criando uma experiência que talvez seja demasiado similar à da PS4 Pro. Apenas a Xbox One S tem problemas aqui, a resolução varia entre 1440x810 (mas pode descer ainda mais) e 1080p nativa - mesmo com esta variação mais aparente na resolução, a performance não é o que deveria ser, mas, no geral, ainda está boa. Todas as consolas usam anti-aliasing TAA - uma opção no PC, onde também temos MSAA.

Dirt Rally 2.0 testado em todas as plataformas.

Em 3 das 4 consolas, Dirt Rally 2.0 consegue uma experiência fixa a 60fps (as repetições correm a 30fps), mas a Xbox One S usa v-sync adaptável para manter a resposta o mais elevada possível em momentos exigentes - zonas com floresta e níveis cross rally. Quando o motor não consegue cumprir com os 16.7ms por fotograma do tempo de renderização, a v-sync é activada momentaneamente e os fotogramas finais são apresentados assim que são renderizados, resultando em screen-tearing porque a nova informação visual é entregue a meio do refrescamento. Na maioria do tempo, a S corre a 60fps, mas é a única versão capaz de exceder o orçamento de renderização. Dito isto, tirando o tearing, 55fps foi o mais baixo que registamos na S.

No entanto, existe algo a ter em conta aqui. Apesar da Xbox One X correr lindamente a suaves e fixos 60fps, as opções gráficas permitem desactivar a 4K e correr o jogo a 1080p. Por um lado, tudo o que este modo faz é baixar artificialmente a qualidade geral da imagem para igualar a da Pro. Pelo outro, existem alguns jogos com modos 1080p na Pro que não o tinham na X, resultando em performance mais suave - Anthem é um exemplo. Apesar deste modo parecer desnecessário (isto poderá mudar mais tarde), agradecemos o gesto.

Dito isto, recorrer a super-sampling do sistema ao invés de 1080p nativa dá à versão X uma clara vantagem - a qualidade de imagem está noutro nível, mas é a nitidez que mais se destaca. A resolução superior significa um nível superior de sampling para o filtro anisotrópico, significando que a Xbox One X pode apresentar texturas muito mais limpas a meia distância. Seria de esperar que a Pro tivesse poder para passar para 8x ou até 16x filtro anisotrópico, mas infelizmente, isso não faz parte das melhorias que encontrarás na Pro.

Xbox One XPlayStation 4 ProPlayStation 4Xbox One
Dirt Rally 2.0 favorece a Xbox One X, correndo em dinâmica, enquanto a PS4 Pro corre a 1920x1080, tal como nas consolas base. A resolução dinâmica é mais agressiva na Xbox One S, que pode descer para 1440x810.
Xbox One XPlayStation 4 ProPlayStation 4Xbox One
A qualidade dos reflexos diferente entre as consolas padrão e melhoradas. Os carros e poças revelam mapas cúbicos de alta resolução na Pro e X. Curiosamente, existe uma diferença na densidade da vegetação entre as consolas Xbox, mas poderá ser algo aleatório.
Xbox One XPlayStation 4 ProPlayStation 4Xbox One
Além de mapas cúbicos de alta qualidade, as repetições mostram reflexos screen-space na Pro e X, algo que está ausente nas consolas base.
Xbox One XPlayStation 4 ProPlayStation 4Xbox One
A qualidade das texturas está similar entre as várias máquinas, mas existem indícios de melhorias na qualidade das sombras na Xbox One X.

Então o que separa as versões PS4 e Pro se a resolução é tão aproximada? Os reflexos do cenário estão numa resolução superior, a densidade da vegetação é maior e as repetições a 30fps beneficiam de reflexos screen-space não existentes nas consolas padrão. A Xbox One X apresenta todas estas melhorias e também beneficia com sombras de maior qualidade. A Xbox One S apresenta a qualidade da PS4 base, mas além das quedas na resolução e performance, também tem um filtro de texturas com pior qualidade e uma distância de visão menos impressionante. A Xbox One S também apresenta animações de mãos e personagens a 30fps na visão do cockpit - algo que fica muito estranho pois o jogo corre a 60fps.

Tudo o que faz de Dirt Rally 2.0 um dos melhores jogos da Codemaster está presente em todas as versões. A condução brilhante combina lindamente com os 60fps e o jogo é uma alegria de jogar - a qualidade do jogo é tanta que o seu apelo vai além dos adeptos da condução. Existe a sensação que a versão PS4 foi a plataforma principal, com performance perfeita e a maioria das funcionalidades visuais. Os compromissos na Xbox One S são perceptíveis, mas não afectam o gameplay, enquanto as melhorias na Xbox One X adicionam brilho e fazem o melhor uso dos assets.

É difícil não sentir que a versão PS4 Pro não está à altura das expectativas - corre bem, mas as melhorias não estão à altura do poder fornecido pela GPU superior. Como resultado, não fica nada bem quando comparada com a Xbox One X, que consegue entre 2.7x a 4x mais resolução e com uma qualidade superior nas sombras. Se 1080p é fixa para a consola da Sony, entregar mais melhorias presentes no PC poderia ajudar, algo que até poderia tornar mais útil o modo 1080p na Xbox One X.

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Sobre o Autor

Thomas Morgan

Thomas Morgan

Senior Staff Writer, Digital Foundry

32-bit era nostalgic and gadget enthusiast Tom has been writing for Eurogamer and Digital Foundry since 2011. His favourite games include Gitaroo Man, F-Zero GX and StarCraft 2.

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