Darksiders está de volta para uma nova versão, agora na Nintendo Switch. Disponível em várias plataformas, Darksiders é um espantoso jogo de acção ao estilo de The Legend of Zelda ou até Legacy of Kain: Soul Reaver, mas com temáticas pós-apocalípticas. Existem puzzles, masmorras, combates e mais aqui. Como se porta na Switch? O resultado é agradavelmente surpreendente.

Darksiders foi lançado em 2010 na Xbox 360 e PS3, mas apesar de ser um jogo espantoso, não existem dúvidas que tem várias falhas tecnológicas e má performance, apenas a versão PC cumpria...até ao final de 2016 quando chegou a versão Warmastered Edition. É um remaster para PS4, Xbox One e PC, com assets melhorados e a 60fps. Meses mais tarde, chegou a versão Wii U. Uma versão estranha tendo em conta que a Switch já estava nas lojas.

Quase dois anos depois, a Switch recebe a sua versão que em termos visuais fica algures entre a versão Wii U e as de actual geração - o que é bem-vindo é a presença de modos de performance e qualidade. A sua constituição varia entre modos dock e portátil.

Com a sua GPU superior, Darksiders corre a 1080p nativa em modo de qualidade na dock, mas bloqueado a 30fps, com um ritmo de fotogramas equilibrado. No entanto, ao passar para modo performance corre a 60fps e a 1440x810 - um compromisso aceitável. Em modo portátil, o modo de qualidade a 30fps corre a 720p nativa, enquanto no modo de 60fps a resolução desce para 540p.

Tudo o que precisas saber sobre Darksiders na Switch.

Ao alternar entre os dois modos, poderás notar que a mudança de resolução também se aplica ao HUD e texto. Toda a interface corre na resolução que usas, o que significa que jogar a 801p na dock torna o texto menos nítido. O modo dock também inclui melhor anti-aliasing sobre o modo portátil e um filtro de texturas ligeiramente melhorado, mas o filtro de texturas é, no geral, pobre.

O menu de opções permite desactivar a opção de vinheta e aberração cromática - música para os ouvidos de quem não gosta destes efeitos pós-processamento. No caso de Darksiders, prefiro activar estes efeitos pois ajudam a esconder os ambientes com um baixo número de polígonos. A escolha é tua.

Comparado com a versão PS4 Pro do jogo, os resultados são interessantes. No geral, as duas versões são similares em formas que já esperavas. Os assets principais como texturas, modelos de personagens e geometria dos cenários são basicamente idênticos à primeira vista, mas se começares a olhar de perto, podes reparar em algumas diferenças estranhas. A maior diferença origina da resolução e filtro de texturas, ambos estão reduzidos perante a versão PS4. No entanto, a Switch tem uma aparência mais deslavada - algo que não vimos nas versões de anterior geração e Warmastered. Ainda assim, o jogo tem melhor aspecto que o original de 2010 e as funcionalidades do remaster.

Performance Mode - DockedQuality Mode - DockedPerformance Mode - PortableQuality Mode - Portable
No modo portátil, perdes efeitos como aberração cromática. O detalhe das texturas também perde qualidade no modo performance portátil.
Performance Mode - DockedQuality Mode - Docked
Na dock, a diferença na resolução entre modos performance e qualidade aplicam-se aos visuais e interface.
Post Processing: EnabledPost Processing: Disabled
A aberração cromática e vinheta tentam simular as imperfeições da lente e estes efeitos podem ser desactivados.
Performance Mode - PortablePerformance Mode - DockedPS4 ProPS3
A versão Switch exibe perceptíveis diferenças na iluminação neste cena, enquanto o filtro de texturas no modo portátil é atroz. A Switch fica algures entre as versões PS3 e PS4 em termos de qualidade geral da imagem.

O rácio de fotogramas na Switch é impressionante, especialmente no modo performance, onde os 60fps são entregues em muitos cenários. Nas intensas batalhas contra bosses, pode descer para 50s, mas aguenta-se bem no geral. A exploração corre praticamente sem quedas, mas adicionar muitos a alguns locais (mesmo sem lutar contra eles) pode causar grandes quedas. Não é tão sólido quanto as versões de actual geração, mas no geral, está muito bom. Se optares pelo modo de qualidade a 1080p30, o rácio de fotogramas é sólido e ocorrem apenas quedas ocasionais de um fotograma.

Fora da dock temos um rácio de fotogramas muito similar. O modo performance corre na maioria a 60fps, mas encontrarás quedas em certas áreas. A resolução desce para 540p e a queda é muito perceptível, mas aceito pois é muito bom correr Darksiders a 60fps. Como seria de esperar, o modo qualidade corre a 30fps com melhor qualidade de imagem. É impressionante vê-lo no ecrã da Switch, mas prefiro o modo 60fps. Penso que é preciso salientar que seja na dock ou em modo portátil, ambas as opções são uma grande melhoria sobre as versões PS3 e Xbox 360 e até mesmo Wii U. Sem surpresas, os resultados são mais impressionantes nas outras consolas de actual geração.

Darksiders ainda é um grande jogo. Nunca foi um jogo visualmente deslumbrante, mas a abordagem estilizada aos visuais ajuda a impedir que se torne datado. A minha principal queixa permanece na natureza da introdução - os primeiros 30 minutos não representam a natureza do gameplay. Pensas que isto é mais God of War do que Zelda, o que não é o caso. Continua a jogar e rapidamente descobres um grande jogo que vale a pena revisitar. Pode não ser a melhor versão do jogo, mas fica muito perto e corre lindamente na portátil.

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Sobre o Autor

John Linneman

John Linneman

Staff Writer, Digital Foundry

An American living in Germany, John has been gaming and collecting games since the late 80s. His keen eye for and obsession with high frame-rates have earned him the nickname "The Human FRAPS" in some circles. He’s also responsible for the creation of DF Retro.

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