Cuphead na Switch é uma conversão espantosa

Triunfo perfeito.

Anteriormente um exclusivo de consola para a Xbox One, Cuphead da Studio MDHR está agora disponível na Swithc e como um grande fã do jogo, é altamente recomendado! Na verdade, o port para a híbrida é quase perfeito - indistinguível da versão Xbox numa TV e com o bónus de um modo portátil que corre lindamente. Resumindo, é um port criado com cuidado e sem compromissos que excede as expectativas.

Vale a pena relembrar o que torna Cuphead tão especial. Combina gameplay de tiros ao estrilo retro com uma estética cartoon dos anos 30 absolutamente singular. Personagens desenhados e animados ao estilo da época são combinados com fundos aguarela que se movem de forma independente e o aspecto tem muito estilo. A Studio MDHR adiciona uma camada de autenticidade aos visuais através do uso de um conjunto distinto de efeitos pós-processamento, que ajuda a dar a impressão que a acção decorre num filme antigo, apresentado pelas lentes de um projector antigo. Visto como um todo, Cuphead é o mais perto que temos de um cartoon interactivo nesta geração.

No início do desenvolvimento, os programadores usaram a agora obsoleta XNA, antes de decidir passar para o Unity como motor do jogo. É uma tecnologia que entregou resultados inconstantes - mesmo em jogos maioritariamente baseados em 2D - mas o polimento e performance das versões Xbox One e PC não falhou. Até conseguimos correr bem o jogo num velho Dell XPS 13 com gráfica integrada. Com isto em mente, não é surpresa que a conversão Switch seja tão boa.

A arte 2D ajuda no sentido em que torna Cuphead num jogo "à prova de resolução". Converte o sinal 720p na Switch mobile para igualar a apresentação 1080p nativa na dock numa comparação lado a lado e o resultado é que são imperceptíveis uma da outra, por sua vez, idênticas à versão PC a correr a 1440p ou à Xbox One a correr em modo 4K. A forma como a arte foi criada significa que não existem arestas nos pixeis que revelam a resolução nativa.

O port de Cuphead para a Switch em movimento - tudo o que precisas saber sobre a espantosa conversão da Studio MDHR.

A versão ocupa apenas 3.3GB - comparado com os 11.4GB da versão Xbox One. No entanto, os gráficos são idênticos aos do jogo Xbox e a animação é exactamente a mesma, enquanto a qualidade do áudio é igual. Cuphead receberá uma versão física, o que significa que reduzir o tamanho do jogo permitirá lançá-lo num cartucho mais pequeno e mais barato. Talvez isto possa explicar o encolhimento radical do jogo na passagem para a Switch, mas felizmente, isto não parece ter quaisquer compromissos perceptíveis.

Seja qual for o sistema de compressão escolhido, também não parece causar problemas com os tempos de carregamento. Cuphead na Switch até carrega mais rapidamente os níveis do que na versão Xbox One no lançamento e, inicialmente, ponderei se a passagem para NAND deu alguma vantagem à portátil da Nintendo sobre o disco rígido mecânico da Xbox. Bem, os longos tempos de carregamento foram uma das minhas poucas queixas sobre o original e ao revisitar o jogo, torna-se óbvio que a Studio MHDR viu as críticas e reduziu drasticamente os tempos de carregamento na consola da Microsoft, que está agora mais rápido do que na Switch. Além disso, os soluços vistos na versão Windows Store na altura do lançamento também foram corrigidos.

Em termos de performance, é o habitual. Cuphead corre a 60fps firmes na dock e portátil, significando que está igual à versão Xbox One em termos de fluidez e consistência - algo obrigatório num shooter lateral como este. Alguns relatos iniciais falavam em slowdowns nos supers e parries, mas isto sempre esteve presente - o jogo realça estes movimentos com congelamentos de meio segundo de forma similar aos impactos das armas em The Legend of Zelda. Podemos assegurar que não é um slowdown pois a cadência pós-processamento continua, alterando subtilmente a cada fotograma. Na verdade, o único problema é um ligeiro soluço na animação que nunca vi antes. A conclusão é que além de uma minuciosidade técnica, Cuphead na Switch é completamente igual à Xbox e PC em termos de visuais e performance.

Joguei e completei Cuphead quando foi inicialmente lançado e agora que está disponível na Switch, provavelmente vou fazê-lo mais uma vez. Esta nova versão adiciona uma nova dimensão ao jogo pois posso jogá-lo em formato portátil, sem quaisquer compromissos. Em casa e na dock, Cuphead permanece tão bom como sempre foi - é um dos poucos ports Switch absolutamente idênticos às versões de actual geração. A cereja no topo do bolo? Cuphead terá uma versão física. Isto pode não importar para muitos, nesta era digital, mas o fecho da eShop na Wii mostra a importância da preservação e sem dúvidas que vou adicionar este brilhante jogo à minha colecção física.

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Sobre o Autor

John Linneman

John Linneman

Staff Writer, Digital Foundry

An American living in Germany, John has been gaming and collecting games since the late 80s. His keen eye for and obsession with high frame-rates have earned him the nickname "The Human FRAPS" in some circles. He’s also responsible for the creation of DF Retro.

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