Recebemos imensos pedidos para analisar Outlast 2 na Switch, especialmente porque à primeira vista está espantosamente similar à versão PlayStation 4. Também é uma curiosidade tecnológica pois usa o Unreal Engine 3; tecnologia que não é suportada para a Switch pela Epic Games. No entanto, nada impediu a Red Barrels de converter o jogo.

As primeiras impressões são impressionantes. Outlast 2 na Switch consegue, à primeira vista, uma experiência espantosamente similar à que tens nas actuais consolas caseiras. No entanto, a Red Barrels teve de aplicar vários ajustes à apresentação - mas alguns compromissos são mais óbvios do que outros. A maioria passará despercebida, mas o maior dos compromissos está na performance: ao invés dos 60fps das outras versões, terás 30fps.

A resolução foi bem gerida. A Red Barrels confirma 1792x1008 para o primeiro jogo na Switch na dock, 720p em modo mobile. Os nossos testes dizem que temos o mesmo na sequela, conseguindo uma apresentação nítida na sala de estar e no ecrã da Switch. Existem mais mudanças como cortes na qualidade das texturas, sombras e oclusão ambiental, juntamente com a ausência da dispersão sub-superfície na pele dos personagens. A complexidade geométrica também foi reduzida.

Por fim, existe uma diferença na qualidade do nevoeiro volumétrico, usado extensivamente no jogo. A Switch usa o efeito de foram reduzida, mas em algumas áreas nem sequer está presente. As comparações lado a lado revelam vários dos truques usados para o converter para a Switch, mas o impacto não é tão pronunciado quanto em outros jogos.

Outlast 2 na Switch comparado com a versão PS4.

As escolhas da Red Barrels foram inteligentes e a estética geral aguenta-se muito bem. Sim, existem cortes pequenos e grandes, mas até que ponto as mudanças importam? Em movimento, fica óbvio que a conversão funciona muito bem e o estilo visual ajuda a esconder os compromissos e a Red Barrels geriu as prioridades com uma limitada quantidade de poder GPU.

Existe um foco em manter a resolução alta e isso foi bem decidido. Muitas das conversões Switch que vimos não se aguentam muito bem na TV, mas a 1792x1008, a experiência na dock oferece 93% de full HD nos dois eixos. Ao avaliar Outlast 2, também temos de dizer o que é comum com as outras versões, não apenas os cortes.

Outlast 2 corre no Unreal Engine 3, mas foi altamente personalizado com novas funcionalidades como sistema de renderização por físicas, mapa de oclusão em paralaxe, nevoeiro volumétrico, renderização de cabelo e muito mais. Nem todas estão na Switch, mas não se parece com os outros jogos UE3, algo que ajuda a híbrida da Nintendo é que o jogo esconde muito dos seus visuais, o que até tornou difícil as comparações.

PlayStation 4Switch
A Switch corre a 1792x1008 nativa na dock (93% de full HD), comparado com a 1920x1080 nativa na PS4.
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A qualidade dos shaders de pele nas personagens é inferior, mas a qualidade do motion blur é igual.
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A resolução de texturas também é inferior, algo que podes ver aqui.
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A oclusão ambiental desceu para uma especificação inferior.
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Era de esperar e as sombras estão inferiores, mas muitos dos cortes são difíceis de ver em movimento.

A maioria do primeiro acto decorre de noite, significando que vês o mundo através da lente da câmara. Terás muita grainha, aberração cromática e o filtro de visão nocturna - o que ajuda a esconder muitos dos ajustes na Switch. Neste caso, as diferenças nas sombras, oclusão ambiental e até nas texturas são disfarçadas. Apenas no nevoeiro notas a inferiorização.

A grande diferença está no rácio de fotogramas inferior. É uma concessão à qual te vais habituar. Alcança os 30fps e corre de forma fluída mesmo em modo mobile em cenas exigentes. Conta com soluços ocasionais e o raro salto no ritmo de fotogramas, mas as quedas são raras.

Os esforços da Red Barrels na Switch são impressionantes e a conversão funciona. É um bom exemplo de um estúdio a cortar de forma inteligente as funcionalidades gráficas sem comprometer a estética fundamental ou até o gameplay. Na revelação da Switch, surgiram preocupações sobre o suporte third-party, sobre as especificações não tão potentes quanto as da PS4 e Xbox One para permitir conversões. Jogos como Outlast 2 ilustram que existe uma diferença entre as consolas, mas que os jogos "certos" podem correr lindamente no hardware orientado para mobile da Nintendo.

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Sobre o Autor

Thomas Morgan

Thomas Morgan

Senior Staff Writer, Digital Foundry

32-bit era nostalgic and gadget enthusiast Tom has been writing for Eurogamer and Digital Foundry since 2011. His favourite games include Gitaroo Man, F-Zero GX and StarCraft 2.

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