What Remains of Edith Finch está bom no PC, precisa de trabalho na PS4

Muito suave numa plataforma, com problemas na outra.

What Remains of Edith Finch é uma misteriosa experiência narrativa com uma apresentação linda e performance suave - se jogares no PC. A PlayStation 4 sofre com soluços que quebram a imersão, pop-in intrusivo, mau ritmo de fotogramas e problemas de performance. Jogar na Pro ajuda imenso, mas ainda existem problemas.

O jogo em si é o segundo lançamento da Giant Sparrow - responsável por The Unfinished Swan, jogo de 2012. Edith Finch foi anunciado na PlayStation Experience em 2014, a Sony Santa Monica como a editora, mas desde então mudou de mãos e chega através da Annapurna Interactive - a nova divisão de jogos da companhia de filmes.

Faz sentido esta parceria. Esta é uma história interactiva ao estilo de Gone home ou The Vanishing of Ethan Carter mas consegue ultrapassar as expectativas. Não temos spoilers mas é uma experiência cinemática, a apresentação é importantíssima para cativar os jogadores.

Para começar, corre a 1080p na PS4 e Pro mas graças à anti-aliasing temporal agressiva do Unreal, está muito limpo nas duas. No PC, encontramos queixas da limitação a 1080p mas isso não é verdade. Não tivemos problemas em correr em resoluções superiores. O jogo até inclui opção para aumentar a resolução. O forte uso de aberração cromática e anti-aliasing suave pode dar a impressão de correr numa resolução inferior.

Depois de explicar, demonstramos as diferenças.

Comparando os dois em termos visuais, existem poucas diferenças além do refinamento PC. As sombras são mais suaves, com maior variedade de difusão o que é natural nos ambientes do jogo, enquanto na PS4 são mais nítidas. Nos exteriores, o jogo beneficia com as definições de maior qualidade no PC, nos interiores, ambas as versões estão praticamente iguais. Mas o problema não é esse - é a performance das consolas.

Começamos a correr o jogo na Pro para descobrir se existe qualquer tipo de suporte: permanece a 1080p e temos 30fps - afectados por problemas de streaming ao percorrer os cenários, resultando em soluços intrusivos. O problema é o mau ritmo de fotogramas. Num jogo em que te moves constantemente e rodas a câmara de forma lenta, é especialmente mau. O jogo é muito inconstante na Pro - pelo menos nestas ocasiões de mau ritmo de fotogramas.

Se não fosse este problema, o jogo correria a estáveis 30fps. Assim sendo, parece algo que pode ser corrigido no futuro. Esperamos nós. Os problemas no streaming também não são nada bons. Temos o que parece um jogo da PS4 normal, deixando-nos a pensar se existe sequer suporte para a PS4 Pro.

PlayStation 4PC
A versão PS4 demora mais tempo a renderizar os bens, resultando em cenas com elementos ausentes.
PlayStation 4PC
Dentro de casa, a versão PS4 fica muito bem ao lado da versão PC.
PlayStation 4PC
Existem algumas diferenças na iluminação.
PlayStation 4PC
Apenas a performance parece representar uma grande diferença entre as duas versões.

Ao correr o jogo na PS4 base temos uma performance dramaticamente pior, o rácio de fotogramas fica numa média de 25fps em áreas abertas. Em alguns locais, abaixo disso. É frustrante pois a grande maioria dos jogadores estará na PS4 base, significando que têm uma experiência muito pior. Quando combinas rácio de fotogramas inferior com problemas no ritmo de fotogramas e soluços, o resultado não é nada bom.

Ajudaria imenso implementar um ritmo de fotogramas correcto. A versão Pro podia oferecer 30fps estáveis enquanto a PS4 base pelo menos estaria mais estável em situações em que nem sequer cai abaixo dos 30fps - mas aquelas cenas exteriores precisam mesmo de optimização.

A versão PC é a recomendada, uma GPU mainstream corre o jogo de forma suave a 60fps. É onde o jogo brilha e é lindo. O uso de subtil iluminação indirecta e uma bela palete de cores ajuda a criar um mundo que queres explorar. Consoante o jogo salta entre diferentes cenários e personagens, o aspecto e tom muda de acordo. Existe muita variedade e o jogo faz um bom uso da sua tecnologia.

Claro que podemos questionar se os problemas de performance interessam mesmo numa aventura narrativa de ritmo lento. Não precisas de grandes reflexos mas ao mesmo tempo, experiências como esta vibram com a imersão e após jogar nas três versões, o PC oferece uma experiência muito superior ás outras. Implementar um ritmo de fotogramas correcto ajudaria na PS4 - especialmente na Pro - e esperamos que o estúdio melhore a performance na PS4 base.

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Sobre o Autor

John Linneman

John Linneman

Staff Writer, Digital Foundry

An American living in Germany, John has been gaming and collecting games since the late 80s. His keen eye for and obsession with high frame-rates have earned him the nickname "The Human FRAPS" in some circles. He’s also responsible for the creation of DF Retro.

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