Outlast 2: um último grito para o Unreal Engine 3?

1080p60 na Xbox One e PlayStation 4, mas como está na PS4 Pro?

Outlast combinava gameplay furtiva com algumas cenas muito gráficas - o mesmo molde da sequela. Em Outlast 2, estás armado com uma câmara para gravar ou entrar em modo de visão nocturna para ver no escuro. Não podes usar qualquer arma, apenas podes correr e esconder-te para evitar as anormalidades do Arizona. Em termos técnicos, o jogo corre no mesmo motor Unreal Engine 3 do primeiro, mas apresenta belos modelos de personagens, fundos iluminados e pós efeitos que ajudam a simular o estilo visual muito importante.

Não há muito a separar as versões de consola - nativa 1080p na PS4 e Xbox One, enquanto a PS4 pro corre a 1440p quando activas a opção 4K. É frustrante não existir suporte para down-sampling se estiveres a jogar numa TV 1080p na Pro - permanece a full HD. A PS4 e Xbox One têm uma boa qualidade de imagem a 1080p e a cadência pós-efeitos cria um aspecto suave e cinematográfico em todas as consolas. A resolução não é o mais importante na qualidade de imagem deste jogo.

Em termos visuais, a Red Barels prometeu alguns extras na Pro, como sombras de maior qualidade, melhor filtro de textruas e misturas mais detalhadas. Na realidade, muitas delas são tão pequenas que são quase invisíveis. Muitos dos detalhes ficam obscurecidos por uma forte escuridão e grainha cinematográfica que quando te aproximas as melhorias são praticamente imperceptíveis. O filtro de texturas está melhorado. Entre a PS4 e a Xbox One, não existe nada de óbvio a separá-las - a qualidade do motion blur e sombras é idêntica. Até verificamos a resolução dinâmica, mas em todos os pontos que testamos, o resultado é consistente 1080p.

Na página Steam, a Red Barrels fala das resoluções nas consolas e confirma o uso de resoluções dinâmicas. A PS4 e Xbox One sofrem com quedas ocasionais para 936p, enquanto a PS4 Pro desce para 1260p no modo 4K, mas geralmente mantém-se a 1440p.

A Red Barrels explicou ainda que os jogadores PS4 Pro com uma TV 1080p recebem na mesma filtro anisotrópico 8x, distâncias de visão alargadas, e o dobro da qualidade na resolução das sombras, como recompensa pela falta de down-sampling. A Red Barrels diz que "tem um melhor impacto na imagem final do que downsampling de 4K". Uma vantagem extra neste modo é que não existe resolução dinâmica, corre sempre a 1080p.

Tal como em qualquer grande jogo de terror, Outlast causa mais impacto quando a visibilidade é mínima. O jogo decorre na escuridão e a câmara é deliberadamente obscurecida por efeitos. Tens um filtro de profundidade que foca ou desfoca, motion blur, e efeitos screen-space como gotas de chuva que se espalha pela lente - tudo para te forçar a caminhar lentamente. Além disso, o modo de visão nocturna escurece ainda mais as coisas. Uma boa parte do jogo é jogada assim, realçando a grainha, e criando um efeito vinheta que afecta a tua visão periférica. Claro que a aberração cromática está presente - uma distorção nas arestas do ecrã como praticamente parece ser lei nos jogos de terror nesta geração. Nada como opção, é tudo parte da experiência.

O Digital Foundry fala sobre Outlast na PS4, Pro e Xbox One. A Red Barrels conseguiu um bom trabalho em todas.

Existe alguma diferença entre as 3 consolas? A batalha é entre a PS4 e a Xbox One, e a consola Microsoft sofre um pouco mais com maior tearing. Outlast 2 opera na maioria a 60fps, mas existe v-sync adaptável, quando os fotogramas ultrapassam o orçamento, apresentando tearing. É bom ver todas as consolas a fazer dos 60fps uma prioridade, e na primeira hora de jogo, é onde se mantém. Mas existe tearing em todo o ecrã de forma mais visível na Xbox One, especialmente nas cutscenes.

A PS4 normal mostra ocasionalmente uma porção de fotogramas quebrados nos mesmos pontos, enquanto a PS4 Pro oferece 1440p sem este problema. Em alguns casos, os 60fps são assegurados com apenas uma contra-partida, uma pequena trepidação na imagem quando o fotograma ultrapassa o orçamento. Mais uma vez, com uma cadência pós-processamento tão pesada, o tearing não se destacada tanto quanto num jogo mais vivo. Também é raro logo não se tornará num problema na Xbox One.

Outlast 2 faz um bom uso do UE3. É tecnologia envelhecida mas jogos como Batman Arkham Knight ou Guilty Gear Xrd mostram que é ainda muito capaz e versátil - especialmente quando ajustada a preceito para um aspecto específico. Em Outlast 2, o factor medo é aumentado ao obscurecer muita da imagem, as limitações específicas não são um problema. Isso também significa que 60fps e alta resoluções é possível em todas as máquinas, o que melhora a experiência.

A única coisa que falta? Resident Evil 7 demonstrou o quão eficaz é a realidade virtual neste género, e o suporte em Outlast 2 teria sido a cereja no topo do bolo. A Red Barrels acredita que o jogo precisa ser refeito de raiz para tirar o melhor proveito do VR, logo parece improvável uma actualização.

Mas para quem joga nas consolas as notícias são boas, podes escolher qualquer uma delas para Outlast 2. A PS4, Pro e Xbox One cumprem no que interessa.

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Sobre o Autor

Thomas Morgan

Thomas Morgan

Senior Staff Writer, Digital Foundry

32-bit era nostalgic and gadget enthusiast Tom has been writing for Eurogamer and Digital Foundry since 2011. His favourite games include Gitaroo Man, F-Zero GX and StarCraft 2.

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