Digital Foundry: Testámos a PS4 Slim CUH-2000

Primeiras impressões: Melhor do que a actual PS4 em quase tudo.

A PlayStation 4 Slim - nome de código CUH-2000 - segue a tradição da Sony de apresentar consolas de segunda geração de excelente qualidade. A nova consola consome menos energia, gera menos calor e menos ruidosa. Quanto ao seu aspecto? Vamos dizer que as fotos não lhe fazem justiça. Com apenas uma excepção, nada indica que a Sony tivesse lutado para apresentar este produto com um orçamento específicos. Ainda sentes que tens aquilo pelo qual pagaste: tem um aspecto sólido, e a qualidade de fabrico está a par da dos existentes modelos.

Vamos falar da estética. A qualidade questionável das primeiras fotos não lhe fazem favor nenhum. Os plásticos mate são iguais aos da carcaça da PS4, e o acabamento é tão bom e o design geral está cheio de belos toques. No fundo temos os símbolos PlayStation, algo que já foi muito falado, e a consola não abana por causa disto.

Além da sua presença no fundo, os símbolos PlayStation também foram introduzidos num dos lados da consola, enquanto no outro temos os logos HDMI, DTS, Dolby e Blu-ray - dizendo-nos que sim, é uma consola 1080p e não 4K. A PS4 Slim oferece poucas novidades e streaming a 4K está limitado ao modelo Pro, mais caro.

Existem outros belos toques - o novo DualShock 4, modelo CUH-ZCT2E, recebeu uma pequena remodelação: os analógicos, gatilhos e d-pad têm uma cor cinza que contrasta bem com o acabamento preto do restante comando. O painel táctil tem uma linha horizontal no topo, permitindo à luz do LED RGB brilhar - não precisas virar o comando para ser a cor, apenas olhar para baixo.

Agora também podes escolher entre ligações Bluetooth e USB quando o comando está ligado pelo cabo, o que na teoria deverá recuperar os milisegundos de latência. Na prática, será difícil ver a diferença. Esta funcionalidade é parte do novo comando e não da consola. Liguem o comando a uma velha PS4 e têm a mesma opção.

Testámos a nova PlayStation 4 CUH-2000 - e é fantástica. Eis um vídeo extensivo sobre as principais funcionalidades e melhorias.

Cortes, coisas estranhas ou oportunidades perdidas? Bem, ficamos desiludidos por termos na mesma apenas duas entradas USB 3.0 na frente da consola, e é curioso ver o espaço entre as duas (talvez faça sentido quando tivermos o processador externo do PlayStation VR). Segundo, sim a saída Toslink SPDIF digital na traseira foi removida. Verifiquem nas definições de Saída de áudio da consola, e sem surpresa, essa opção desapareceu.

Em termos do software do sistema, a PS4 actualiza-se para a mais recente versão e é igual à PS4 normal - apenas com uma excepção. Nas Definições de Rede, a nova unidade especifica a velocidade da rede a que estás ligado - algo que não acontece na original. É uma área onde temos melhorias - todo o topo de WiFi 5GHz é suportado agora.

Tal como nos existentes modelos, também aqui podes colocar um disco maior se quiseres - mas parece que a Sony mudou de fornecedor. A unidade que vimos tinha um disco 500GB Toshiba MQ01ABD050 2.5, confirmado como um disco 5400rpm. No entanto, a forma de aceder ao disco mudou. Uma peça de plástico em forma de L pode ser removida da lateral da consola e aí podem remover o parafuso para tirar o suporte. Existe até um laço metálico em torno do suporte para facilitar a remoção.

Até agora, tudo muito bem. Temos uma unidade que é essencialmente idêntica em termos de funcionalidades, com alguns belos toques no design - e com WiFi 5GHz, algo que há muito procurávamos na PS4. A falta de saída óptica é doloroso para quem quiser ligar equipamento mais antigo, mas talvez mais para donos de headsets gaming. O actual headset da Sony usa um dispositivo USB por isso funciona bem (algo que vale a pena ter em conta para o PS VR). O aspecto da consola pode ser motivo de discussão mas também o foi quando a consola original foi revelada.

A nova Slim apresenta várias melhorias sobre a actual, especialmente na eficiência do consumo energético, o que vai agradar às massas. A PS4 Slim usa a tecnologia de fabrico FinFET no seu processador (design manufacturado a 16nm pela TSMC quase certamente). Isto significa uma unidade mais fria e menos ruidosa. Aqui comparamos a Slim contra a unidade de lançamento e a unidade C, mas devemos dizer que as condições deste acesso foram diferentes em termos de ambiente de teste. No entanto, a tendência dos resultados é óbvia - e as notícias são muito boas.

Fizemos os mesmos testes usados para avaliar a CUH-1200. um jogo de 4x4 em Rocket League cria um ruído incrível na unidade de lançamento, enquanto na unidade C temos melhorias, mas a Slim vai a outro nível: temos uma redução de 52% no consumo energético comparado com o modelo original e 37% comparado com o CUH-1200 (nota: executamos novamente os testes CUH-1000/1200 após o vídeo em cima e notámos uma pequena redução no consumo na consola mais velha, reflectido nos resultados em baixo). O ruído foi bastante reduzido - oito decibéis mais silenciosa que a PS4 C e com uma redução de 20dB (!) comparada com a original. Conclusão - a PS4 Slim correu Rocket League praticamente sem ruído comparado com a ventoinha a todo o gás na consola mais velha.

Existem limites na natureza discreta da PS4 Slim. A drive Blu-ray continua muito ruidosa ao instalar um jogo, e apesar da solução térmica ser mais silenciosa, existem situações em que as ventoinhas começam mesmo a girar. É o que acontece em Assassin's Creed Unity. O consumo energético desce cerca de 44% comparado com o modelo original e 23% comparado com a CUH-1200, mas mesmo deixando o jogo somente no menu, com o disco activo, tivemos um ruído idêntico ao dos testes com o modelo C.

PlayStation 4 Consumo máximo/Ruído (Watts/Decibéis) CUH-1000 Consumo máximo (Watts) CUH-1200 Consumo máximo (Watts) CUH-2000 Consumo máximo (Watts) CUH-1000 Ruído (Decibéis) CUH-1200 Ruído (Decibéis) CUH-2000 Ruído (Decibéis)
PS4 Menu (Online) 80.1 65.6 47.0 44.0 42.2 41.0
Rocket League 4v4 em Mannsfield 130 100 63.0 63.7 51.2 43.2
AC Unity - Ecrã principal (disco a girar) 130 112 86 64.5 55.2 55.0

Só depois de termos uma versão final de venda é que poderemos encontrar diferenças na performance (não esperamos encontrar nenhuma). De momento temos uma amostra da performance da Slim que nos diz algumas coisas - a revisão na carcaça é baseada num processador mais pequeno e existe uma clara poupança de energia e redução de ruído. Depois do teste com Assassin's Creed Unity testámos a temperatura da carcaça e estava a 38 graus Celsius - menos seis graus que a unidade de lançamento, e menos sete graus que o modelo CUH-1200. Por enquanto podemos dizer que a máquina oferece várias vantagens sobre a actual - mas infelizmente, uma drive BD menos ruidosa não parece ser uma delas.

Comum a muitos, inicialmente fiquei desanimado cm o aspecto da consola quando vi as primeiras fotos, parecendo uma versão achatada e arredondada da original. No entanto, ao vivo é muito mais apelativa e quando tens em conta os benefícios adicionais, a nova PS4 Slim é impressionante. E é pequena. Muito pequena. As suas medidas são 26.5cm x 26.5cm x 3.8cm - contra 27.5cm x 30cm x 5.3cm da original. As medidas aqui sugerem que, tal como a Xbox One S, a PS4 Slim é cerca de 40% mais pequena.

No geral, tivemos pouco tempo com a consola e estamos ansiosos por estudar os resultados quando tivermos uma no escritório mas o futuro é promissor. A consola é mais pequena e discreta, sem qualquer tipo de compromisso. A questão será a escolha entre a PlayStation 4 Slim e a existente? Baseado nas horas que passámos com a nova consola, a nova PS4 é a vencedora. Corrige os pontos mais fracos da actual PS4 - o ruído: parece muito mais silenciosa em muitos casos. Nos testes que fizemos com conteúdo digital (sem ruído da drive BD), está a par da Xbox One original e um pouquinho mais silenciosa que a Xbox One S. Teremos mais dados assim que tivermos uma nas mãos mas por enquanto, ficamos impressionados.

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Sobre o Autor

Richard Leadbetter

Richard Leadbetter

Technology Editor, Digital Foundry

Rich has been a games journalist since the days of 16-bit and specialises in technical analysis. He's commonly known around Eurogamer as the Blacksmith of the Future.

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