Confronto: Rise of the Tomb Raider no PC

As melhorias gráficas e o que precisas para correr a 1080p60.

Rise of the Tomb Raider chegou finalmente ao PC pelas mãos dos Holandeses no Nixxes Sofware. A versão Xbox One já tem um aspecto fantástico mas com o maior poder de um PC de topo, o mais recente jogo do Crystal Dynamics nunca teve melhor aspecto.

Usando uma versão melhorada do Foundation Engine, Rise of the Tomb Raider oferece várias funcionalidades visuais de nova geração. Entre elas temos um sistema de materiais por físicas, iluminação por imagem, neve deformável, simulação de cabelo melhorada, terreno com tecelagem, efeitos cinemáticos de alta qualidade e mais. No PC temos várias opções exclusivas que refinam este belo jogo.

Apesar de inicialmente parecer similar à versão Xbox One, estas adicionais definições PC adicionam muita profundidade. A Tecelagem é usada em áreas onde não está presente na Xbox One, as sombras estão muito melhores, a quantidade de folhagem dinâmica aumentou, temos HBAO+ de alta qualidade, e a performance geral e qualidade de imagem podem ir mais além. Todas estas melhorias precisam de equipamento mais poderoso que o jogo anterior mas podes conseguir excelente performance em vários equipamentos com os devidos ajustes.

Ao comparar com a Xbox One, descobrimos que não se enquadra com as definições PC. Temos uma combinação de definições adequadas às necessidades da plataforma. Acreditamos que a One oferece algo similar à high com ajustes para melhorar a performance - filtro anisotrópico reduzido para low, folhagem dinâmica em medium, tecelagem limitada à deformação da neve, e sem as suaves sombras causadas pelo sol. Outras definições, como campo de profundidade, qualidade de texturas, detalhe dos cenários, e sombras estão no equivalente a high do PC.

Análise detalhada a Rise of the Tomb Raider no PC, com comparações à Xbox One e o impacto das diferentes definições de qualidade.

A melhoria mais importante não podes ver nos vídeos pois é a redução da latência nos comandos - problema da versão One que a poder tornar difícil de jogar. Ficamos surpreendidos por ver a versão Xbox 360, também do Nixxes, com melhor resposta masn o PC, onde existem rácios de fotogramas mais rápidos, está ainda melhor. Rise of the Tomb Raider tem boa resposta no PC e transforma a qualidade dos combates.

A característica de uma boa conversão PC está no número de definições disponíveis. No caso deste jogo, ficamos satisfeitos por descobrir que podes ajustar tudo de forma dinâmica in-game, ou seja, não existem carregamentos longos entre ajustes. Podes ver tudo em tempo real enquanto ajustas, conseguindo uma ideia do que terás. Faz com que seja facílimo ajustar a experiência e encoraja o jogador a experimentar.

As opções básicas do ecrã estão repletas com opções como ajuste de resolução, rácio de refrescamento, e anti-aliasing. Rise pode operar em ecrã completou com janela sem bordas, e suporta dois níveis de AA super-sampling. O jogo suporta soluções arbitrárias que podem ser ajustadas quando quiseres - utilizadores da Dynamic Super Resolution (DSR) da Nvidia, podem desfrutar de Rise of the Tomb Raider em resoluções muito acima da nativa do monitor.

Nas definições gráficas temos várias opções. Olhámos para cada uma e determinámos o impacto na performance e qualidade visual. Os testes foram feitos com um Intel i7 5820k a 4.4GHz com 16GB de RAM DDR4 e uma Nvidia GTX 780. O jogo correu quase na perfeição a 1600x900 e 60fps em very high ou a 30fps a 1440p.

Qualidade das Texturas: Desenhado principalmente para a One e a sua piscina de memória unificada, não surpreende que as texturas comam muito espaço. No PC temos versões com maior resolução mas os requisitos de memória também crescem. Monitorizámos o uso de VRAM a 1080p e ajustámos a resolução das texturas e determinámos que low precisa de uma placa com 1.5GB de VRAM, medium de 2GB, high de 3GB e finalmente very high precisa de 4GB. Com uma GTX 780, high foi suave mas o uso de VRAM por vezes vai aos 3GB. Podias usar very high mas criava quedas na performance. Se tiveres VRAM suficiente, poderá afectar ligeiramente a performance.

Filtro anisotrópico: Uma das mais importantes para a qualidade de imagem. Na One temos um nível muito baixo, criando texturas esborratadas em ângulos oblíquos. No PC, temos suporte para 16x o que, combinado com texturas de maior qualidade, dá a impressão de mais detalhe em cada cena.

Qualidade das sombras: Controla a resolução dos mapas de sombra. O PC tem aqui uma vantagem distinta. Enquanto a resolução destes mapas na Xbox One é igual a high do PC, as sombras não têm certos detalhes - folhas no Vale Geotérmico, por exemplo, estão presentes no PC mas ausentes na consola. As sombras são estáticas na One enquanto no PC temos animação para o vento a soprar as folhas. A versão PC até permite activar uma versão very high reforçando o detalhe à custa da performance.

Sombras solares suaves: Fora a maior precisão nas sombras, esta funcionalidade torna as sombras mais realistas. As sombras criadas pelo sol tornam-se menos definidas quanto mais distantes e esta definição recria esse efeito. Está ausente na One.

Oclusão ambiental: Na One temos oclusão ambiental temporal enquanto no PC temos HBAO+. O método padrão faz um bom trabalho mas a HBAO+ melhora ainda mais. As duas soluções PC diferem imenso do método BTAO da One.

Campo de profundidade: Rise of the Tomb Raider apresenta cutscenes luxuosas e uma das razões para a perfeição cinematográfica está no campo de profundidade. É uma definição da Xbox One que está comparável à very high do PC e está gloriosa nas duas. Outra definição, nódoa de vinheta também aplica um subtil desfoque às arestas do ecrã e está presente na One.

Nível de detalhe: Controla a complexidade da cena e a distância a que os objectos desaparecem da visão. Na One está igual à high do PC mas aqui podem ir até very high. Afecta os edifícios e folhagem mas também as texturas e detalhe nas superfícies. Baixar para medium ou low poupa na performance mas introduzi pop-in.

Tecelagem: Permite renderização de terrenos com maior qualidade. Fica excelente em movimento e adiciona profundidade ao mundo. Não está presente na Xbox One. Na verdade, a neve deformável usa tecelagem adaptada nas duas plataformas mas difere da opção presente nos menus.

Reflexos Screen-space: Isto é aplicado a poças e corpos de água, ajudando a criar condições mais realistas ao correr perto de fluídos. Desactivada ajuda a poupar performance em equipamento mais fraco mas não afectou muito no nosso.

Folhagem dinâmica: Controla a interactividade das plantas e arbustos. Na One temos medium, permitindo reacção realista das plantas maiores aos movimentos de Lara. Passar para high, mostra uma maior variedade de plantas e remos que reagem e criam um ambiente mais interactivo.

Brilho, nódoa de vinheta, reflexo de lente e efeitos de ecra: Opções todas elas activadas na One. Apenas o motion blur parece afectar a performance. São opções que podes seleccionar à vontade.

Purehair: Anteriormente conhecida como TressFX, funciona melhor do que nunca. A tecnologia actualizada opera com menor penalidade na performance e produz resultados mais naturais. Está presente na One mas no PC temos opção very high que aumenta a fidelidade da simulação.

Análise detalhada a Rise of the Tomb Raider, criada originalmente para a versão Xbox One. A vasta maioria dos comentários são aplicáveis ao PC mas aqui a performance depende do equipamento e definições.

Rise of the Tomb Raider PC: Análise à performance

Os testes foram feitos com uma GTX 780 e os resultados foram bons, assim que tivemos em conta a limitação dos 3GB VRAM. É um jogo exigente se queres correr em high ou very high, sendo necessários compromissos em máquinas menos poderosas. Testámos Rise em outros sistemas. Recomendamos um Core i5 quad-core e uma GTX 960 para uma experiência melhor que a da One. Usámos os drivers da Nvidia compatíveis com o jogo e a AMD não respondeu aos nossos pedidos por um equivalente Radeon.

Rise of the Tomb Raider deu que fazer ao nosso PC de baixo orçamento, um processador i3 e uma GTX 750 Ti. Com definições similares às da One, tivemos áreas em que os rácios de fotogramas foram para 13 a 25fps. O teste AMD, com uma R7 360, correu pior indo para dígitos singulares. O jogo tem boa conversibilidade por isso se reduzires as definições terás melhores rácios de fotogramas. É um dos casos em que este PC não conseguiu resultados ao nível dos de consola mas como o vídeo no topo deve demonstrar, mesmo em medium, o jogo é muito bonito.

A luta entre a GTX 970 e a R9 390 é fascinante. Os rácios de fotogramas desbloqueados e maximizado a 1080p, a placa Nvidia fornece uma média de 47.5fps, contra 48.8fps na da AMD - mas isto não é tudo. Algumas secções de gamplay mostram a GTC 970 à frente por 5fps enquanto cenas em interiores, cutscenes e aproximações dão domínio à R9 390. Fica ainda mais interessante pois Rise of the Tomb Raider não usa computação assíncrona - funcionalidade ausente da placa Nvidia mas presente na R9 390.

Então e quanto a gameplay com rácio de fotogramas fixo a 1080p30 e 1080p60? A GTX 960 com bloqueio a 30fps fornece uma experiência robusta, superior ao que temos na One sem descida na resolução nas cutscenes. Até permite espaço para melhorar algumas definições. Perseguir 1080p60 nestas mesmas definições é mais desafiante, algo que conseguimos com a GTX 960. Mesmo com tecelagem, consegue robustos 60fps, apenas na aldeia desce. É só nesta área e a solução é desligar a opção - o problema pode ser mitigado via overclock.

Rise_TR_970_and_390_3j
Rise of the Tomb Raider maximizado pode até puxar pela GTX 960 e R9 390 - em áreas diferentes. Iremos actualizar com um vídeo em breve mas actualmente, a placa AMD consegue vantagem em cenas repletas de efeitos, enquanto a 970 lida melhor com os rácios de fotogramas em cenas exteriores.

Rise of the Tomb Raider PC - veredicto Digital Foundry

A versão PC de Rise of the Tomb Raider é um bom produto - mas com requisitos acima do esperado. É um jogo lindo com muita flexibilidade mas os que querem maximizar tudo vão precisar de equipamento de última geração. A versão Xbox one está otimizada para operar no seu melhor numa plataforma fechada e não é possível recriar totalmente as suas definições. O mais perto que conseguimos precisa de um bom equipamento - um i5 quad-core e algo como uma GTX 960 para chegar a 1080p30 em high.

Ao correr em equipamento mais rápido, os resultados vão mais ao encontro das expectativas e é possível produzir visuais acima do que temos na bela versão Xbox One. Mas ainda permanecem alguns problemas - como os ramos com gelo que sofrem com brilho quase impossível de eliminar, mas é uma boa conversão.

Rise of the Tomb Raider é um jogo excelente com um foco maior na exploração e com batalhas bem estruturadas - batalhas que estão melhores no PC devido à melhor resposta dos comandos e rácios de fotogramas superiores. O Nixxes produziu uma versão sólida do jogo que tira proveito do PC - apenas tens que estar seguro quanto à capacidade do teu PC.

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Sobre o Autor

John Linneman

John Linneman

Staff Writer, Digital Foundry

An American living in Germany, John has been gaming and collecting games since the late 80s. His keen eye for and obsession with high frame-rates have earned him the nickname "The Human FRAPS" in some circles. He’s also responsible for the creation of DF Retro.

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