Digital Foundry: Jogámos a Metal Gear Solid 5

Pode a Xbox One aguentar os 60fps a 900p? Como se compara com a PS4?

Se ainda tens dúvidas, Metal Gear Solid 5: The Phantom Pain vale a pena ser comprado na PlayStation 4 e Xbox One. A versão One em particular melhorou muito desde Ground Zeroes - apresentando agora uma resolução nativa a 1600x900, um aumento enorme sobre a desanimadora 720p do ano passado. Mas como se compara com 1080p que temos na PS4 - será que o aumento na resolução afecta a performance?

Apesar da Konami não ter sido clara na comparação oficial, listando a Xbox One como "900p (imagem final 1080p)", o resultado é bem directo. A One está feita para correr a 1600x900 fixos, apoiado por FXAA pós-processamento. Entretanto, a PS4 oferece o mesmo método de anti-aliasing para limpar arestas, mas com uma resolução mais nítida a 1920x1080.

Funciona bem para a One. O aumento de 56% na resolução sobre Ground Zeroes significa que as amplas vistas podem ser vistas por uma janela mais clara - até as árvores e edifícios à distância estão mais perto do nível de claridade da PS4. A consola Sony ganha em comparações directas, sem precisar de aumentar a resolução. No entanto, a Xbox One porta-se bem a 900p, apesar de suavizar elementos da folhagem, a resolução não é mais um facto limitador na experiência.

Teremos um Confronto completo em breve mas a comparação entre as duas é simples. Tal como em GZ, a geometria do mundo, texturas e efeitos são idênticos. A resolução das sombras usa o mesmo método, com um leve diferido nas arestas de cada sombra - e a oclusão ambiental é igual (até aos curiosos artefactos em redor dos personagens).

Apenas algo a dizer antes de seguir. Actualmente já existe uma actualização 1.01 para a Xbox One e não para a PS4. Acreditamos qe chegarão mais melhorias mas podemos dizer que os pontos que testam a performance explorados aqui não demonstram diferença na One, seja a correr do disco ou com a actualização.

Pop-in é um pequeno problema e o limite para visão de sombras e geometria é idêntico entre as duas. A única diferença está na gestão do filtro de texturas. Ambas usam um método de baixa qualidade que esborrata fortemente o chão em ângulos oblíquos mas pelo menos a PS4 tem um alcance ligeiramente superior. Consoante Big Boss caminha em frente, isto resume-se a meio passo de texturas claras, antes de serem esborratadas de acordo com o padrão da One. Passa despercebido fora de comparações lado a lado e nenhuma delas tem muito para se gabar.

A diferença na resolução é agora menor logo a One aguenta-se na comparação visual. O Fox Engine não trouxe elogios à Xbox One antes de MGS5 - mesmo PES 2015 oferecia uma imagem 1280x720 cheia de jaggies. É bom ver que esta baixa contagem de pixeis está confinada a isto, tal como no prólogo de GZ. A 900p, sentimos que foram feitas boas optimizações.

Mas resta uma questão: terá o salto para 900p afectado a performance? Ground Zeroes corria a impecáveis 60fps quase sem quedas nas duas consolas, ver o rácio de fotogramas sacrificado pela resolução seria mau. Felizmente, não parece ser o caso, depois de testar as primeiras 10 missões na One, os 60fps estão firmes.

Não vamos revelar nada, seguimos as regras da Konami nos vídeos - iremos publicas uma análise em vídeo completa no lançamento. Por agora, temos imagens e elas são reveladoras. Tentamos um formato diferente com imagens do perfil de performance do jogo nas duas consolas em cenas diferentes.

MGS_Shot_1

No gameplay, ambas correm a quase perfeitos 60fps, v-sync activada a todo o tempo evitando tearing. A resolução inferior da One não parece afectar isto, mesmo com um vale cheio de elementos de folhagem. Viajar rapidamente por terreno com muita coisa também nos dá 60fps - impressionante, especialmente tendo em conta a escala do mundo.

MGS_Shot_2

Atirar alpha ao Fox Engine não interrompe a linha dos 60fps. Mesmo perante oito ou mais inimigos, explodindo barris, não se desvia desse alvo nas duas consolas.

MGS_Shot_3

Aceitando os 60fps como a regra, existe quedas esporádicas nas duas consolas. Aqui vemos a PS4 a perder um fotograma ao chegarmos perto do alvo. Não sabemos bem porquê pois o motor lida com cenas mais intensivas a perfeitos 60fps - mas ambas sofrem de igual forma com estes leves soluços.

MGS_Shot_4

Uma imagem de um fotograma perdido na Xbox One. Surge quando acertamos uns tiros em estado de câmara lenta - sendo usado aberração cromática e motion blur nas arestas do ecrã. O impacto na resposta do comando passa despercebido e, mais uma vez, vemos área mais complexas correrem sem soluços sequer.

MGS_Shot_5

Quase todas as cutscenes aguentam-se a sólidos 60fps mas quando acontecem as raras quedas, são fortes. ma v-sync com duplo-buffer fixa a PS4 a 30fps e a Xbox One tende a manter melhor a sua postura perto dos 50fps. São raras estas quedas mas como teste, mostram como as duas consolas lidam debaixo de muita carga. É aparente que a memória da Xbox One não está a ser afunilada ao subirmos para 1600x900 - recurso também afectado pelos efeitos alpha. A Xbox One é capaz de levar com estes pontos de stress com melhor performance que a PS4, surpreendente.

MGS_Shot_6

A diferença na performance é consistente com pontos de stress mais avançados - mas avisamos que são raros estes momentos, e breves. Aproximações aos personagens como esta mostram a PS4 a fixar nos 30fps enquanto a One aguenta a 48fps. Ainda não sabemos porquê; esta área corre a perfeitos 60fps até a câmara se focar no reflexo dos seus óculos. Estranhamente, o mapeamento de texturas (olhem para testa dele) também tem problemas em surgir na PS4 - mas não mostra problemas em outras cenas.

No geral, a versão Xbox One de MGS5 está mais perto da versão PS4 devido ao salto para 900p, sem aparente custo na performance. Após um desânimo técnico em Ground Zeroes, a qualidade de imagem é agora respeitável na One, apesar da conversão de resolução. Fica longe da imagem 1080p da PS4 em termos de claridade absoluta mas os resultados são na mesma positivos para a ambição do jogo.

Felizmente, os 60fps não estão em perigo em nenhuma. Apesar dos estranhos pontos de stress, os puristas do rácio de fotograma ficarão contentes com a quinta entrada na série principal de Hideo Kojima - desde que fiques nas consolas de actual geração. MGS5 é um jogo exigente e sobre a Xbox 360 ou PlayStation 3, puxadas aos limites ocasionalmente pode sentir-se como uma experiência muito espremida. Jogaremos as duas versões e teremos as primeiras impressões assim que pudermos.

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Sobre o Autor

Thomas Morgan

Thomas Morgan

Senior Staff Writer, Digital Foundry

32-bit era nostalgic and gadget enthusiast Tom has been writing for Eurogamer and Digital Foundry since 2011. His favourite games include Gitaroo Man, F-Zero GX and StarCraft 2.

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