Devil May Cry 4

Chorar de alegria!

Finalmente a hora chegou e a Capcom libertou o demónio na nova geração.

Nero, é um jovem rapaz que pertence a uma ordem, a “Order of the Sword” devota a Sparda, apenas por causa de Kyrie, sua amiga pela qual nutre algo mais do que simples amizade. Durante uma cerimónia, o chefe desta ordem é violentamente assassinado por Dante, o caçador de demónios, e será aqui que a nossa aventura irá começar.

Esta nova aventura, decorre entre o primeiro e o segundo Devil May Cry, e como tal temos um Dante mais velho, perto dos 40 anos. Mais experiente, mais calmo, mais confiante e ainda com mais estilo, estando em contraste com Nero, o novo protagonista, mais jovem, mais fraco e mais furioso mas também com muito estilo.

Não será preciso muito tempo para que se defrontem e breves momentos após a fantástica sequência cinematográfica de abertura, Nero e Dante travam o seu primeiro combate. É estranho ver Dante como inimigo, sem perceber as suas intenções. Será também aqui, que iremos ter a percepção do trabalho da Capcom, com a mudança de protagonista. Nero, é jovem e tem carisma para apelar aos novos e aos velhos fãs mas no entanto é Dante, que continua dono e senhor de todo o carisma e estilo, que lhe valeram o lugar ao lado dos melhores personagens desta indústria. Quase como se a Capcom quisesse dizer, vocês são este novato, vão progredir e aprender com ele mas é exactamente com aquele ali que querem jogar.

A história, irá levar Nero a descobrir vários segredos e pelo meio várias revelações vão ser feitas. Várias perguntas como, a origem do braço demoníaco de Nero ou o porquê de Dante atacar aquela ordem, vão ser respondidas. A história de Devil May Cry 4, é bastante agradável e cria um excelente pano de fundo para toda a acção.

Para dar vida ao jogo, a Capcom recorreu a um motor de jogo concebido pela própria companhia, já com provas dadas na Xbox 360 mas em estreia na PlayStation 3. Na sua primeira performance, o MT Framework, nome do motor de jogo, porta-se muito bem e estamos perante um resultado bastante sólido. Ao longo de toda a aventura, vamos ser presenteados com um visual digno desta nova geração, cheio de belos detalhes e efeitos, com uma acção fluída a constantes 60 frames por segundo. Os personagens, são dotados de um bom nível de detalhe, algo ainda mais visível nas sequências não jogáveis, e os cenários coloridos e detalhados. Como em tudo, há sempre um mas, neste caso um pequeno mas, que em algumas partes se torna um grande mas. O grande defeito visual de Devil May Cry 4, está nas sombras que por vezes apresentam um nível medonho de escadeamento. Principalmente no nível da floresta, vão-se assustar com o resultado horrendo que a Capcom apresenta, mas é um pequeno defeito no meio de tanta qualidade e no aspecto geral, Devil May Cry 4 está bom e recomenda-se.

Devil May Cry, sempre se destacou dos demais jogos do género, por apostar numa abordagem ao sistema de combate que dava privilégio ao estilo, daí que é considerado um “ Stylish Action Game”, e o grande trunfo da série, sempre esteve na jogabilidade.

Neste sentido, a Capcom mantém-no quase inalterado. A jogabilidade característica está de volta, e mais do que remodelar a Capcom optou por melhorar, e ainda bem que o fez. Vamos progredir nos níveis, sendo forçados, em certas áreas, a derrotar os inimigos para prosseguir, coleccionando as Orbs vermelhas. O esquema mantém-se igual e o mesmo se poderia dizer do sistema de combate, que continua rápido e divertido, não fosse o braço demoníaco de Nero oferecer acesso ao Devil Bringer, que introduz uma mecânica de jogo, ligeiramente diferente. Graças ao Devil Bringer, vamos conseguir executar grabs, alguns deles verdadeiros regalos para a vista, especialmente nos bosses e diga-se desde já, estamos perante alguns dos melhores bosses da série. Libertando o estilo, podemos executar várias combinações fenomenais e todos aqueles que pensem que executar a mesma combinação repetidamente funciona, podem querer mudar de ideias. Quanto mais poderosas e variadas as combinações forem, melhor será o nosso nível de estilo e assim ganhamos mais pontos. De volta, estão os estilos de Dante, agora acessíveis em tempo real, o que ainda torna a acção mais variada e frenética quando jogam com o herói de Devil May Cry.

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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