Dark Void

Um herói de calças chamuscadas.

Dark Void irá talvez ter um papel importante, no sentido de fazer esquecer um final de ano louco em grandes lançamentos. Será um dos primeiros jogos lançados no início do próximo ano, que tem como criadora uma empresa com apenas cinco anos de vida, a Airtight Games. Apesar de ainda ser nova nestas andanças não significa que não têm qualidade, antes pelo contrário, ainda se lembram de Crimson Skies para o PC e Crimson Skies: High Road to Revenge para a Xbox?

O novo jogo da Airtight Games é Dark Void, trabalhando arduamente com a Capcom (Editora), a esperança depositada neste jogo é grande. Estamos na presença de um shooter em terceira pessoa, com muita acção e plataformas. Dark Void tem como motor de jogo o Unreal Engine 3, usa o PhysX da NVIDIA, um motor de física em tempo real e Lightsprint SDK, que torna a iluminação mais realista em tempo real. A música está a cargo do senhor Bear McCreary, um compositor que trabalhou na série Battlestar Galactica.

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No ar os movimentos são bastante sensíveis.

A primeira impressão que obtive, foi que a inspiração no jogo e principalmente na personagem, vinha de algo antigo. “Will” ou William Augustus Grey, a nossa personagem principal é parece ser claramente inspirada em “The Rocketeer”, um super herói de banda desenhada, que teve um filme com o mesmo nome em 1991. Tal como em “The Rocketeer”, Will tem um Jetpack, um motor a jacto que permite voar a altas velocidades. Will é um piloto de cargas que cai no misterioso Triângulo das Bermudas, numa espécie de fenda dimensional, e que de repente se vê entre uma luta da humanidade contra uma raça alienígena.

Portanto, mais uma vez somos um herói que vai tentar salvar a humanidade, desta vez algo está a consumir o universo, uma força para além da nossa compreensão que é aproveitada pelas entidades conhecidas por The Watchers. Nessa dimensão com o nome “The Void”, Will acaba por se unir a um grupo de resistentes, que tentam fugir para a Terra mas que primeiro têm de se livrar da opressão alienígena. Com a ajuda do jetpack e muitas armas, teremos de obter o Ark, a nave mãe da Humanidade e volta para a Terra.

O jogo é uma combinação de acção tanto no ar como na terra, com o jetpack voamos muito perto de colinas rochosas, enquanto fugimos e disparamos para naves inimigas. Quem jogou Crimson Skies está familiarizado com os controles e com os movimentos especiais, esses movimentos são suaves, sensíveis e relativamente fáceis de usar. Os grandes pilares são ideias para iludir e também nos proteger durante um combate aéreo, tornando o ambiente mais interessante. Digo isso porque existem muitas paredes invisíveis, que não nos deixam subir ou passar mais além do permitido, a nossa personagem faz um movimento de reviravolta sempre que o tentamos.

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É muito importante usar todos os meios para se proteger.

Em terra o jetpack não é usado para as mesmas funções, apenas podemos pairar, como por exemplo descer para um patamar inferior ou ajudar a saltar para outro local. Também é usado para escalar, dando um forte impulso para escalar mais depressa e mais alto. Os combates terrestres são muito parecidos com a maioria dos jogos deste género, mas fez-me lembra especialmente o jogo Warhawk, tanto os seus movimentos como o estilo de disparar. Por isso tudo será mais fácil à adaptação ao jogo, como por exemplo na primeira missão em terra, temos combates a fazer lembrar Uncharted, acção frenética numa selva, onde nos protegemos em ruínas, disparando e lançando granadas sobre vários inimigos.

Will contará com muitas armas e artefactos para enfrentar os seus inimigos, essas armas serão fortes e evoluídas o suficiente para destruir qualquer opositor que se intrometa no nosso caminho. Ao destruir esses inimigos receberemos pontos que depois poderão ser usados para upgrades de armas. No entanto, o que chama mais a atenção do jogo é o jetpack, ele pode ser usado para fugir da linha de fogo ou evitar projécteis dos inimigos. Também podemos explorar os territórios abertos, e liberdade para voar ou pairar de um lado para outro e decidir o que queremos fazer.

A combinação única de Dark Void no ar com os combates terrestres cria um jogo emocionante, é uma nova dinâmica para a experiência em terceira pessoa. A novo sistema vertical de plataformas e combates permite uma sensação diferente de aventura, que desafia a gravidade, sendo possível saltar de uma rocha para a outra ou qualquer apoio de forma rápida, para apanhar os inimigos de surpresa.

Com o novo sistema de combate vertical, de armas poderosas, de inimigos pequenos, grandes e variados, Dark Void poderá ser uma boa surpresa, mas para isso necessita de melhorar certos aspectos, como a jogabilidade, a fluidez e principalmente o grafismo, algo aquém do que já vimos em jogos deste género. Algo que não será difícil de o fazer, por isso, vamos ter esperança que Dark Void não se fique por um vazio no mundo dos videojogos.

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