Crackdown 2

Divertido mas igual.

Alguns de vós devem-se lembrar do lançamento do primeiro Crackdown em Fevereiro de 2007. Quem tivesse uma cópia do jogo tinha acesso à tão antecipada beta de Halo 3, e isto um dos aspectos marcantes do lançamento. O hype era tanto que houve um considerável número de pessoas que compraram o jogo apenas para ter acesso à beta. Devido a estar “agarrado” à beta de Halo 3, não havia grandes expectativas para Crackdown, pensava-se que a Microsoft estava a vender chaves com um preço de um jogo normal, e o Crackdown era apenas um pequeno bónus incluído. Mas para a surpresa de muitos, o jogo foi bem recebido pela crítica e ficou-se a saber que isto era de facto um jogo bom, um produto com qualidade.

Eu próprio adorei Crackdown, era diferente de qualquer coisa que tinha jogado. A liberdade e a diversão eram os dois pilares que ostentavam o jogo. O sistema de progressão não estava pré-estruturado, não dizia aos jogadores que tinham de fazer isto e para depois fazer aquilo, nada disso, podíamos fazer as missões que quiséssemos, quando quiséssemos e da maneira que quiséssemos. À medida que os jogadores experimentavam Crackdown, embora estivessem cépticos, alguns deles iam gostando e acredito que foi assim que o nome do jogo ganhou estatura e se formou uma base de fãs.

Nesta sequela a Ruffian Games tenta agradar aqueles que gostaram do original e mais uma vez surpreender a crítica especializada. A fórmula utilizada é a mesma, por isso o sucesso está garantido, certo? Bem, na realidade as coisas não são bem assim, e o que era bom há três anos, agora já não é tão bom. É assim que as coisas funcionam, com o passar do tempo tudo fica ultrapassado. O mesmo acontece no mundo dos videojogos, se um jogo feito há três anos fosse lançado agora, não ia ter o mesmo sucesso e impacto, nem iria estar dentro dos padrões actuais. Esta é a situação de Crackdown 2, só que não foi feito em 2007, foi em 2010 (claro que a produção começou antes, mas estou a julgar pela data de lançamento).

O bom e o mau de Crackdown 2 é ser praticamente idêntico ao original. Quem gostou do primeiro vai gostar do segundo, mas o problema é que em termos de inovação é zero. E estou a falar de inovação em relação ao primeiro jogo. As novidades trazidas por esta sequela são insignificantes, temos uma história que dá continuidade à do primeiro, a cidade é a mesma mas ligeiramente diferente, novos veículos, novas armas, novos inimigos e a habilidade de planar.

Ainda podemos andar a saltar de telhado em telhado para recolher as viciantes “Agility Orbs” e as corridas e “Stunts” continuam presentes. Por incrível que pareça, algumas localizações das “Agility Orbs” permanecem iguais ao anterior. Até neste pequeno pormenor é possível verificar que a mudança do original para a sequela é pouca.

Os eventos de Crackdown 2 situam-se temporalmente 10 anos após os acontecimentos de Crackdown. A Pacific City está agora em ruínas devido a um vírus que transforma as pessoas em aberrações mutantes e devido ao grupo conhecido como “The Cell”, que quer a qualquer custo derrubar a Agency. O nosso objectivo, como um super agente, é limpar a cidade destas ameaças e reestabelecer a ordem e a paz. Isso significa andar equipado com um lança-rockets enquanto corremos pelas ruas e telhados, ou isto não era Crackdown.

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Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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