Clash of the Titans

Nem os deuses o conseguem salvar.

Nos dias que correm é raro haver algum filme blockbuster que não tenha direito a uma adaptação para o mundo dos videojogos. Clash Of The Titans é um apenas mais um desses filmes. Como já todos devem saber por experiência ou por terem ouvido falar, qualidade é uma palavra desconhecida nestas adaptações e Clash Of The Titans não foge à regra.

Se já viram o filme, devem conhecer os aspectos principais da história. A personagem principal é Perseus, o filho de Zeus, que não tinha conhecimento deste “pequeno” pormenor até que Hades invade a sua pequena ilha de pescadores e mata toda a sua família adoptiva. Então, Perseus inicia uma jornada com o objectivo de obter vingança contra Hades e de conseguir matar uma criatura mítica chamada “Kraken” que Hades ameaça libertar para destruir a cidade de Argos.

Este título insere-se dentro do género dos hack n slash embora meta à mistura alguns elementos RPG. A jogabilidade é semelhante a outros jogo do género, existem ataques leves, ataques pesados, a possibilidade de esquivar e ataques especiais. Estes últimos estão dependes da arma que escolhemos utilizar. Ao todo existem mais de oitenta. Não é possível utiliza-las todas simultaneamente. Para mudar de arma há que aceder ao menu do jogo, mas felizmente podemos atribuir uma direcção do D-pad às nossas armas favoritas para facilitar o acesso a cada uma delas.

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As QTEs durante as lutas com os bosses são as melhores.

Cada uma das armas pode ser melhorada com novas habilidades e ataques, e para isso precisamos de obter “Seize points”, que são ganhos ao executar um ataque chamado “Sub Weapon Seize”, que é basicamente uma QTE em que temos de pressionar um dos botões principais do comando no momento certo. Para melhorarmos determinado tipo de arma, precisamos de executar o “Sub Weapon Seize” em inimigos que possuam esse mesmo tipo de arma. Ao derrotar as várias criaturas do jogo com este movimento adquirimos as suas armas, bosses incluídos.

Um dos problemas que mais afecta o jogo é a repetitividade, que começa logo pelos ataques “Sub Weapon Seize”. Ao princípio, quando ainda não vimos todos os diferentes inimigos, estas QTEs aparentam ser variadas, o que não é verdadeiramente o caso. Chegando a pouco mais que metade do jogo, fica-se cansado e aborrecido de estar constantemente a ver as mesmas animações vezes e vezes sem conta. E para piorar as coisas, todo o jogo baseia-se em matar os inimigos e nada mais, não há nenhum puzzle ou outro elemento qualquer para retirar um pouco de repetitivadade.

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Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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