Castlevania: Order of Ecclesia

A insaciável sede de sangue!

Castlevania Symphony of the Night, para muitos a anacrónica obra prima 2D de Koji Igarashi para a Playstation, corria o ano de 1997, simboliza a génese de um género que conjugou, dentro da série, elementos de aventura com um esquema de progressão das personagens ao jeito de um jogo de role play através da acumulação de pontos de experiência. Seguiram-se mais episódios de aconselhável revisita para a portátil Game Boy Advance e mais recentemente, já com a capitalista Nintendo DS no mercado a possibilitar uma reformulação no legado Symphony of the Night, Dawn of Sorrow e Portrait of Ruin asseguraram a manutenção de um pacote visual e artístico arquivado num sistema de jogo estimulante para os fãs.

Esta terceira edição para a Nintendo DS pretende renovar o interesse dos seguidores da série e não só, e para isso, nada melhor que começar por baralhar as cartas, juntar uns trunfos e voltar a distribuir. Order of Ecclesia é a primeira novidade; uma organização que representa o último reduto e elo entre várias personagens que ajuramentaram firme oposição e destruição do império controlado pelo vampiro Drácula com todo o seu exército de tropas e seres abissais. Dessa ordem e com particular menção destacam-se Shanoa, a esbelta personagem feminina de longos cabelos negros controlável pelo jogador, Albus e Barlowe.

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Mais um quebra cabeças.

Sendo um jogo conservador no ângulo de acompanhamento, valendo-se da famigerada perspectiva lateral que confere um vetusto aspecto em duas dimensões, há contudo novos elementos que se enquadram numa forma tridimensional, particularmente os efeitos visuais, acrescentando generosas mais-valias numa fórmula de sucesso da série. Mais lúgubre em determinadas áreas, o jogador terá aqui uma notável diversidade de cenários; vastas terras, castelos, florestas e mares assolados pelo dedo da criatura imortal emprestam um total de vinte mapas minuciosamente coloridos e detalhados. Visualmente apelativo, os gráficos destacam-se pelos contrastes e efeitos visuais, “sprites” de relevo com muitos inimigos a pairarem e em movimento sobre a nossa personagem. Bandos de inimigos acumulam-se, mais detalhados, concebidos ao pormenor e com minúcia ficam na retina. Desde esqueletos, figuras colossais do tipo Frankenstein, com poderes e habilidades distintas, a contabilidade vampírica tem nesta obra um novo máximo.

Novidade maior no sistema de jogo é a técnica de ataque Glyph, que ajuda a personagem a desencadear um grau elevado e diversificado de golpes, esperando-se que a nossa heroína possa render qualquer coisa como cem movimentos ofensivos. O segredo desta táctica ofensiva reside num saque de poderes aos adversários mais fortes. Shanoa absorve assim os golpes dos bosses, mas também atira magias através de poções fabricadas a partir de compostos angariados nas cidades. Vimos numa animação que Shanoa absorve nas costas, onde tem uma imensa tatuagem, esses poderes especiais depois de derrubar os adversários. Porém, será ainda possível conjugar os glyphs com as armas encontradas, numa série de soluções ao dispor no calor da batalha.

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Golpe de asas numa habilidade especial.

Para além da aventura principal, Order of Ecclesia vai contemplar um acervo de quests opcionais para desbloquear mais tesouros e objectos em prol da larga demanda, mais precisamente uma dotação indispensável da nossa personagem. Quanto à utilização da stylus, espera-se por uma utilização similar a Dawn of Sorrow através do desenho de símbolos, entre outros aspectos de selecção. Relevante no âmbito das conexões do jogo com o exterior, é a possibilidade de trocar objectos com outros jogadores, sendo ainda permitido operar combates para dois jogadores através do modo “Versus”.

O lançamento do terceiro jogo da série Castlevania para a DS está próximo. É já em Novembro, e nessa altura estaremos prontos para voltar às lendas dos vampiros e legado do eterno Conde Drácula.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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