Batman: Arkham Asylum

Em busca da demência.

Bob Kane teve a ideia de criar um bilionário de nome Bruce Wayne e de o vestir em homem morcego para assustar vilões e lutar contra a criminalidade, o que acabou por ser um livro de banda desenhada de grande sucesso. Aproveitando isso, saiu uma série para televisão no final dos anos sessenta e entre 1989 a 2008 saíram vários filmes, em que os dois últimos são sem duvida os que revolucionaram a saga. Batman tornou-se assim num dos mais memoráveis super heróis de sempre.

Quanto aos videojogos, o primeiro a ser lançado foi em 1986 para o ZX Spectrum, desde esse título já saíram muitos outros para diversas plataformas do mercado, mas poucos foram os que obtiveram relativo sucesso.

Muitos fãs, e não só, depositam muita esperança no novo jogo Batman: Arkham Asylum, e é sem dúvida um dos jogos mais esperados de 2009. As promessas são muitas, e por não ser um jogo directo de um filme (todos percebemos porquê), está mais que na hora de termos um jogo digno do legado Batman.

Na última E3 surgiu a oportunidade de termos um pequeno contacto com o jogo, e era com alguma ansiedade que aguardava por esta versão preview para experimentar de uma forma mais confortável e concreta, o meu super-herói preferido. Não pensem que vou falar do tempo em que dormia com o fato do Batman e atirava-me da janela a pensar que podia voar com a minha capa - não falo da minha vida privada.

Bem, este novo Batman trata-se de um jogo de aventura de acção furtiva e é baseado no DC Comics. Arkham Asylum está a ser desenvolvido pela Rocksteady Studios e será publicado pela Eidos Interactive em conjunto com a já referida DC Comics, Warner Bros.

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Toma lá disto para aprenderes a estar quieto.

A história por de trás de Arkham Asylum foi escrita por Paul Dini (escritor da série animada Batman e Perdidos, galardoado com cinco prémios Emmy) e oferece uma estadia na mais aterradora instituição de Gotham City, um asilo escuro, sombrio e muito perigoso, onde iremos percorrer o interior, exterior e no fundo, todo o asilo Arkham. Gotham City tornou-se uma cidade saturada de crime e corrupção e Arkham é na verdade a lixeira de Gotham City.

É nas profundezas de Arkham que começamos a nossa aventura, por mais estranho que pareça vemos o mítico inimigo, o Joker, algemado e a ser transportado pelo próprio Batman para o asilo. Temos de escolta-lo até a sua cela junto com os guardas, mas como sabemos, Joker não se deixa ficar sem uma luta, este acaba por escapar e causar o caos em Arkham, libertando vários inimigos de Batman e muitos seguranças são brutalmente assassinados.

É obrigatório movimentar-nos nas sombras e instigar o medo entre os inimigos. Temos de defrontar vários vilões como o já referido Joker, mas também teremos encontros muito pouco amistosos com Victor Zsaz, Poison Ivy e Bane. Batman não luta sozinho, tem a ajuda do Comissário Gordon e da sua filha Barbara Gordon, mais conhecida por Oracle, que se comunica via rádio.

Um dos aspectos que salta de imediato à vista é a forma com que encaramos cada inimigo. Como em qualquer jogo de acção furtiva, a forma calma e ponderada aliada a ataques repentinos e mortais é o melhor caminho a percorrer. Mas Batman: Arkham Asylum não vive apenas das sombras, e quando somos obrigados a lutar corpo a corpo é um espectáculo digno de um jogo WWE vs RAW. As lutas estão espectaculares, no início custa a interiorizar todo o mecanismo, mas depois de vários combates lá consegui aprender as combinações. E digo-vos que dá muito gosto ver as lutas de Batman, com movimentos bastantes realistas e devastadores de fazer inveja ao próprio Bruce Lee. O contra-ataque é bastante simples e viciante, sinalizado com o símbolo do Batman em forma de luz sobre a cabeça dos inimigos, a câmara altera-se focando Batman e o jogo fica em slowmotion, podendo assim ver ao pormenor os incríveis movimentos sobre os inimigos. Combos lindos de se ver.

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