Batman: Arkham Asylum

Um asilo de doidos!

Arkham Asylum, uma prisão situada nos arredores de Gotham City. Famosa por ser conhecida como o covil de todos os inimigos de Batman, Arkham Asylum assenta por detrás de uma história sombria que transcende a simples "prisão de doidos", como é por muitos traduzida.

Inicialmente apelidada por Mercey Mansion, esta seria durante anos a casa da família Arkham. A casa onde Elizabeth Arkham sofreu de uma doença mental até ao dia em que foi morta pelo próprio filho, por eutanásia. Como forma de honrar a mãe, Amadeus Arkham decidiu transformar a dita casa num hospital para tratar doentes do foro psicológico, numa tentativa de evitar que outros sofressem da mesma doença que a sua mãe. Destino ou não, um dia ao chegar a casa deparou-se com os corpos da sua filha e mulher estendidos no chão já cadáveres. Harriet, a sua filha, tinha cravado no corpo a alcunha do assassino - Martin "Mad Dog" Hawkins – um doente mental que havia fugido da prisão. Enquanto sanatório, Amadeus insistiu em tratar e estudar Martin Hawkins nas suas instalações mas, ao fim de 6 meses, electrocutou-o na cadeira eléctrica. A morte foi dada como acidental, mas foi o bastante para contribuir para a gradual loucura de Amadeus, que viria a morrer preso na sua própria fundação – o Arkham Asylum.

Esta é a história escondida por detrás da prisão que dá nome à mais recente aventura de Batman. Numa perspectiva mais conspirativa poderíamos até dizer que esta história de fundo está directamente relacionada com os acontecimentos que servem de mote a esta história, ou não estivesse Batman preso em Arkman Asylum, tal como Amadeus na sua fase final de vida. A diferença aqui prende-se apenas pelo facto de Batman possuir alguns gadgets inovadores e umas asas arrojadas. Mas conseguirá ele sobreviver à loucura?

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Sempre com um medonho sorriso na cara. Que estará Joker a preparar?

Insanidade é a palavra de ordem, ou não fosse Joker o arqui-inimigo de Batman mais uma vez requisitado para esta aventura. Numa qualquer noite de pouco trabalho para Bruce Wayne (Ok, ele é um Super-Herói, esmurrar comuns mortais que infringem a lei não deve ser difícil), este é chamado a intervir em Arkham Asylum, onde Joker lhe prepara uma armadilha. Aquilo que seria uma simples chamada do dever acaba por se tornar na maior armadilha de todos os tempos para Batman, que se vê enjaulado nesta prisão onde habitam os seus mais terríveis inimigos, que certamente encaram esta oportunidade como a perfeita para uma doce vingança.

É refrescante olhar para o conceito e saber que se fez por tentar ir mais além neste género que é muitas vezes dominado pelas adaptações medíocres de filmes. O último jogo do Batman já é datado de 2005, aquando da estreia do filme de mesmo nome Batman Begins. É quase impossível findar esta ideia que começa já a ser um cliché – jogos baseados em filmes não prestam (ou vice-versa). Raramente se obtém sumo para criar algo mais do que um jogo genérico e sem qualquer profanidade. Por isso mesmo, esta parece ser a oportunidade perfeita para levantar este franchise. Se a adaptação de argumentos originais a filmes da Marvel ou DC Comics tem sido um sucesso, porque não fazer o mesmo com a criação de jogos originais?

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Sobre o Autor

Ricardo Madeira

Ricardo Madeira

Colaborador

É redator e dá voz à Eurogamer Portugal. É um dos mais antigos membros da equipa, e ao mesmo tempo um dos mais novos. Confusos? É simples.

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