A caminho de Street Fighter IV - Parte 1

Como nasce um género e a importância de Street Fighter na indústria dos jogos.

Enquadrada numa perspectiva temporal e acompanhando o crescimento de um género com mais de uma vintena de anos, Street Fighter é uma série que atravessa gerações de jogadores e, na maioria das situações, muitos iniciaram o seu percurso pelos jogos à volta das máquinas de salão da Capcom com inscrição Street Fighter II no frontispício. É difícil, por isso, não retomar uma sensação de nostalgia pelos velhos tempos e das moedas acumuladas nos bolsos cada vez que se enxertam evoluções movidas por novas excitações. E essa propensão para o crescimento permanente tem sido uma imagem de marca da série que pretendemos explorar, enquadrada num posicionamento histórico desde as primeiras pedras, no antro das arcadas, até ao derradeiro combate que aguarda por estreia já no próximo dia 20 de Fevereiro.

Sem uma verdadeira pujança desde 1999, quando a viragem do milénio se operou juntamente com SF Thrid Strike, que os fãs, assim como toda a indústria, aguardam por um novo virar de página adaptado às novas maravilhas tecnológicas. Sem esquecer que tudo começou no já distante ano de 1987, a jogabilidade, personagens e apartado gráfico sempre foram objecto de constante aperfeiçoamento de muitos programadores que, apesar de percorrerem novos ditames, mantiveram-se próximos dos limites funcionais do jogo.

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Os antigos 50 escudos para uma nova partida e duas palavras que formam um título lendário.

O que propomos é para os próximos tempos, e até ao lançamento de Street Fighter IV, um percurso histórico pelos diversos títulos que foram lançados e produzidos pela Capcom desde Street Fighter, o verdadeiro começo, no tempo em que as arcadas valiam pela diferença. Por terem sido publicados bastantes títulos nestes 22 anos de vida e para diferentes gerações de consolas, o especial será dividido em várias partes e conterá algumas curiosidades que provavelmente muitos “habitués” de Street Fighter deverão desconhecer. Para aqueles que só agora tomam contacto com a série, esta é uma boa oportunidade para melhor perceberem o que se passou ao longo desta vintena de anos.

O começo da lenda; Street Fighter

Quando se pensa em Street Fighter e nas máquinas de salão, quase todos vão parar a Street Fighter II. As atenções acabam por se concentrar invariavelmente naquele título que transpôs as fronteiras e afirmou em definitivo o género dos jogos de combate; os fighting games. Por SF II passam personagens que em pouco tempo ganharam um enorme carisma e apelo dos jogadores (principalmente os shotos – com treino na modalidade Karaté Shotokan – Ryu e Ken, ambos instruídos pelo mesmo mestre; Gouken pela primeira vez controlável em SF IV), um grafismo bastante avançado para a época e um esquema de jogabilidade de fácil adaptação que em pouco tempo se tornou uma referência com o esquema de saltos, pontapés, murros e bolas de fogo na direcção do adversário em rondas disputadas à negra.

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O estado do grafismo é bastante primitivo e há muitos elementos old school. Os cenários eram representativos de diversos pontos do planeta.

Mas a questão que fica é? Quantos de vocês jogaram Street Fighter? Sim, a primeira versão para as arcadas lançada no mercado norte-americano no ano de 1987 e no ano seguinte para a doméstica Turbografx-16 com o nome modificado para Fighting Street. E os poucos que terão tomado contacto com a máquina de salão de certo não se aperceberam, na altura, que estavam diante de um jogo que iria ter uma importância fundamental na indústria dos jogos, com capacidade para inaugurar um género. Afinal, no final dos anos oitenta os grandes salões de jogos eram constituídos por máquinas onde se jogavam dezenas de títulos de “scroll” vertical e horizontal (1943, Darius, R-Type e Afterburner 2 são alguns dos mais célebres exemplos) assim como muitos jogos de acção. À época estes eram os jogos mais representativos, entusiasmantes e populares junto dos frequentadores das arcadas. E no meio de tanta oferta, só aqueles títulos que geravam mais interesse e por sua vez mais lucro é que acabavam por ficar mais tempo no mercado. Os que não fossem rentáveis eram excluídos em pouco tempo e a produção desse jogo estagnava. Ao mesmo tempo e nesse período, nem se falava do género “fighting game”, mas até à altura em que a Capcom decidiu avançar com a cabine do jogo Street Fighter.

Entre as principais e inéditas ideias contam-se; o uso de um joystick para manobrar a personagem e direccionar diversos movimentos, fazendo ainda uso de um sistema de bloqueio e combinações de botões para efectuar golpes especiais. Ao mesmo tempo e no uso do jogo uma segunda pessoa poderia juntar-se ao combate, a qualquer altura. Com estes elementos em conjugação, o jogo tornou-se num assomo de originalidade e ar fresco para as arcadas. Outra novidade era a manutenção do combate dentro do mesmo cenário, sem que as personagens tivessem a possibilidade de fugir para áreas adjacentes, estimulando a ideia de uma arena e de permanente abordagem ao adversário como se quer num bom duelo.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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