Phil Spencer diz que mudou a forma como lida com a Activision, mas não é a sua responsabilidade castigar a companhia

Não se pode atirar pedras com telhados de vidro.

Phil Spencer conversou com o New York Times sobre diversos aspetos da atualidade na indústria e um dos temas quentes é a toxicidade dentro da Activision Blizzard, algo do qual já tinha falado.

Em novembro de 2020, o caso ficou pior quando foi noticiado que o CEO da Activision estava a par dos casos de assédio sexual e desigualdade de géneros, algo que motivou uma reação por parte de Spencer, que na altura comentou que estava a avaliar a relação da Xbox com a Activision.

Agora, numa entrevista com o New York Times, onde explica que é a explosão na procura que está a criar escassez de stock das Xbox Series, Spencer não foi tão firme e preferiu explicar que não é a sua responsabilidade castigar a Activision.

"O trabalho que fazemos, especificamente com uma parceria como a Activision, é algo que, obviamente, não falarei em público. Mudamos a forma como fazemos certas coisas com eles, e eles estão cientes disso."

Spencer lamenta os relatos de toxicidade na Activision, mas também relembra que a história da Xbox não é imaculada e ao cometer erros tiveram a oportunidade de aprender com eles.

"Qualquer parceira existente, se conseguir aprender com eles ou ajudar na jornada que tivemos na Xbox ao partilhar o que fizemos e o que construímos, preferia fazer isso do que começar a apontar dedos a outras companhias."

O patrão da Xbox diz que é preciso trabalhar para criar linhas de comunicação para os funcionários e permitir que se sintam seguros para o fazer, criando ambientes desprovidos de toxicidade. Para conseguir isso, será preciso um esforço cultural conjunto.

"Em termos do trabalho que fazemos com outras companhias, repito, prefiro ajudar outras companhias do que começar a castigar. Penso que não é o meu trabalho castigar outras companhias."

Spencer acrescentou que o seu trabalho não é julgar os CEOs de outras companhias e que se deve focar na gestão interna, na sua equipa de gestores e assegurar que o seu trabalho é feito como deve ser.

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Bruno Galvão

Bruno Galvão

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O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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