Escolhas dos Leitores 2021 - 40 ao 31

Rise.

Estamos de volta com mais uma parte da lista dos 50 Melhores Jogos de 2021 da nossa comunidade.

Tu votaste e ajudaste a criar uma tabela com os melhores jogos de 2021 para os leitores do Eurogamer Portugal e está agora na hora de descobrir que diferentes pessoas têm diferentes gostos e carteiras.

Após a primeira parte da lista, onde já vimos jogos que muitos elegeram como os seus melhores do ano, temos agora uma nova parte da lista com imensos nomes conhecidos. Curiosamente, dois dos maiores e inesperados fenómenos do ano surgem já aqui, antes de entrarmos no meio da tabela.

Este é um ano marcado pela chegada de novas consolas, mas alguns dos principais lançamentos de 2021 são os cantos de cisne dados pelas consolas de anterior geração. Além disso, temos a Nintendo Switch em pleno fulgor a debitar sucesso atrás de sucesso.

Sem mais demora, vamos a mais uma lista com 10 jogos:

40. The Medium

  • Estúdio: Bloober Team
  • Editora: Bloober Team
  • Plataformas: PS5, Xbox Series, PS4, Xbox One, PC
  • Página do jogo

O que dissemos na nossa análise: Sinto-me triste pela conclusão. The Medium não consegue atingir o nível que deveria, muito pela falta de qualidade da execução de uma ideia tão interessante e que colocaria uma impressão pessoal ao género. Existe uma tremenda problemática na jogabilidade e na sua própria evolução, sustentada num ambiente idealizado que nunca consegue produzir. Não possui sentimento de angústia ou desconforto emocional, e uma falta de profundidade sinistra deveras evidente. Depois do excelente regresso de Observer: System Redux, a Bloober Team não consegue despertar sentimentos aos quais se propôs.

"Gostei do estilo diferente do jogo. História sensacional. Bons gráficos.", disse o magrinvieira.

39. Pokémon Shinning Diamond and Brilliant Pearl

O que dissemos na nossa análise: Se estás com vontade de escolher o teu Starter, derrotar os 8 líderes de ginásio e depois vencer a Liga dos Pokémon, Pokémon Brilliant Diamond e Shining Pearl vão coçar essa tua "comichão". Porém, não esperes mais do que isso. A introdução dos Hideways no Grand Undeground expandem a Pokédex, mas ultimamente são uma paineira para tapar o facto de que estes remakes praticamente ignoram todas as melhorias e conteúdos de Pokémon Platinum. Arrisco-me a dizer que mais vale adquirir esse clássico da Nintendo DS do que comprar estas novas versões. É uma melhor forma de investir os 60 euros, até porque o Pokémon Platinum tem valorizado imenso nos últimos anos.

"Muito aquém das expectativas para um Pokémon remake, mas bastante divertido na mesma.", disse o RicardoSForever.

38. Final Fantasy 14: Endwalker

  • Estúdio: Square Enix
  • Editora: Square Enix
  • Plataformas: PS5, PS4, PC
  • Página do jogo

"Sim, um MMORPG no TOP 1, eu sei, parece estranho mas mais uma vez a business division 3 mostrou como se faz um JRPG moderno, o fim do arco que se desenrolava há já 10 anos terminou em grande, todas as novas zonas, musicas, cinemáticas foram do melhor que já se viu por parte da square enix , em termos de gameplay, apesar de ser uma expansão para um MMORPG trouxe varias melhorias, todos os jobs em geral tiveram imensas melhorias de qualidade de vida e adicionaram novos elementos ao AI dos NPC's de forma a melhorarem a experiencia de jogabilidade e interatividade com os mesmos no decorrer da historia, de longe o jogo (expansão) do ano", disse o Setx.

37. Lost Judgment

  • Estúdio: Ryu Ga Gotoku Studio
  • Editora: SEGA
  • Plataformas: PS5, Xbox Series, PS4, Xbox One, PC
  • Página do jogo

O que dissemos na nossa análise: Lost Judgment é o mais recente esforço da RGGS para alimentar os jogadores esfomeados pelo seu ADN e que vivem apaixonados por estas experiências, que não conseguem encontrar em mais lado nenhum. Os dramas cinematográficos que te deixam apaixonado pelos personagens são sustentados por um gameplay que é refinado de jogo para jogo, para compensar a falta de novidades de maior relevo. Nenhuma outra companhia fornece este tipo de alimento para o nosso entretenimento e ao invés de ficarmos saturados, apenas queremos mais jogos com este nível de qualidade. As mudanças feitas em Yakuza 7 e as temáticas adotadas neste novo esforço ajudam a diferenciar ainda mais as duas séries e quando tens um refinamento de experiências tão singulares como estas, não há como ficar incomodado.

"Tudo o que o primeiro fez a sua sequela faz melhor. Uma boa evolução e espero que a Sega continue a investir nestas experiências", disse o Bruky.

36. WRC 10

  • Estúdio: KT Racing
  • Editora: Nacon
  • Plataformas: PS5, Xbox Series, PS4, Xbox One, Switch, PC
  • Página do jogo

O que dissemos na nossa análise: Portanto, temos um novo detentor da coroa de melhor jogo de Rally da atualidade. WRC 10 eleva a fasquia e ultrapassa o seu antecessor em quase todos os aspetos. Refina a fórmula e, sobretudo, consegue dar ainda mais prazer a quem joga, ou se preferires, a quem o conduz. Parte desse prazer é alcançado principalmente através da condução com volante e pedais, mesmo que seja gratificante jogar com o DualSense da PlayStation 5, que se destaca pelas suas capacidades hápticas. É com prazer que o recomendo, não deixem de acelerar em WRC 10 se são apaixonados como eu por esta forma de viver as corridas de Rally.

"Desafiante, viciante e muito por onde acelerar", disse o kikonho.

35. Persona 5 Strikers

  • Estúdio: Atlus
  • Editora: SEGA
  • Plataformas: PS5, PS4, Switch, PC
  • Página do jogo

O que dissemos na nossa análise: Depois de Age of Calamity em Novembro, sinto-me verdadeiramente mimado com Persona 5 Strikers poucos meses depois e enquanto fã de Musou, não podia estar mais feliz por ver a fórmula alcançar estas parcerias que a elevam para outros patamares. O novo trabalho da Omega Force beneficia imenso com os esforços da P-Studio na narrativa, estilo, fidelidade e tudo o que é preciso para se sentir como uma sequela do magnífico Persona 5. Combina os elementos de ação em tempo real de Musou com a estratégia por turnos e design de masmorras de Persona, sem esquecer a sublime narrativa. É um híbrido altamente divertido e que poderá despertar a curiosidade de um amplo espetro de jogadores, desde os fãs de Musou até aos adeptos de Action RPGs de alto sabor nipónico.

"É o perfeito sucessor do original. Introduzindo novas personagens e uma abordagem amplificada da cultura nipónica, permite aos jogadores sonhar e viajar para o pais do sol nascente e tudo aquilo que pode oferecer. Com estimulantes mecânicas de combate, é extremamente gratificante conseguir dominar os desafios maiores do jogo. A sua componente audiovisual continua a surpreender, mesmo quem já tenha experimentado o original", disse o silva_carlos.

34. Hitman 3

  • Estúdio: IO Interactive
  • Editora: IO Interactive
  • Plataformas: PS5, Xbox Series, PS4, Xbox One, Switch, PC
  • Página do jogo

O que dissemos na nossa análise: Hitman 3 é o primeiro grande lançamento de 2021 e um dos primeiros grandes jogos desta nova geração de consolas, apesar de ser um jogo cross-gen. Jogado numa das novas consolas, no nosso caso numa Xbox Series X, é uma gloriosa demonstração do gameplay da IO Interactive e que mostra como os jogos de espionagem e ação furtiva ainda podem triunfar nos dias de hoje. Visuais luxuosos, recreio virtual que incentiva a tentativa e erro, com um forte suporte em loadings extremamente rápidos e acima de tudo uma experiência que podes interpretar de diversas formas (letal ou não letal, por exemplo), fazem de Hitman 3 um jogo singular e sem igual nos dias de hoje. O conceito de diversas narrativas dentro do mesmo nível, e de um jogo vivo, prometem manter-te a jogar muito após terminares a rápida campanha.

"Um jogo extraordinário, que será o ponto máximo da série", disse o ilusorius.

"Uma formula stealth espetacular. O jogo incentiva-te a ser criativo, a arriscar e recompensa-te por isso. O melhor hitman e um excelente final da trilogia que revitalizou uma série.", disse o Margasp.

33. Mass Effect Legendary Edition

  • Estúdio: Bioware
  • Editora: Electronic Arts
  • Plataformas: PS5, Xbox Series, PS4, Xbox One, PC
  • Página do jogo

O que dissemos na nossa análise: Os últimos anos não têm sido bons para a Bioware. O último título bem recebido do estúdio foi Dragon Age: Inquistion, já em 2014. Anthem, que sugou imenso esforço, dedicação e tempo, foi um projecto falhado que acabou por "morrer" oficialmente no início de 2021. Jogar Mass Effet Legendary Edition até me deixa arrepiado, pois recorda-me do que este estúdio é verdadeiramente capaz e daquilo que alcançou há duas gerações atrás. O lançamento desta remasterização mostra que o estúdio está recuperar a sua forma e valores de produção. É a colecção perfeita para quem quer conhecer a trilogia Mass Effect ou simplesmente para aqueles que querem matar saudades daquele que continua a ser um dos melhores RPGs já feitos.

"A melhor trilogia desta galáxia e possivelmente da outra também. Com esta versão completa e melhorada poderá ser experienciado uma série de jogos como nenhuma outra feita até hoje, onde as nossas ações e escolhas são refletidas ao longo dos 3 jogos. Excelente narrativa, ambientação, diálogos e construção do mundo (galáxia) do jogo. Muitas horas de jogo. Excelente", disse o Starwalker.

32. Monster Hunter Rise

O que dissemos na nossa análise: No entanto, o que mais me fascina em Monster Hunter Rise é que a Capcom fez o que muitos consideraram impossível durante muito tempo. É um Monster Hunter da era pós-World, ajustado e adaptado de forma praticamente perfeita para a Nintendo Switch. O gameplay revela evolução sobre World, na maior agilidade, enquanto o design simplificado dos locais é uma amostra das pequenas concessões necessárias, além da qualidade visual, mas também da procura de um novo tom mais dinâmico para caçadas mais frenéticas. As caçadas ficaram um pouco mais fáceis para servir os propósitos de uma consola que pode ser usada como portátil, mas se és viciado em Monster Hunter, nem penses duas vezes, Rise é sublime e vale bem a pena pois é inegável tratar-se de um esforço incrivelmente competente na forma como adapta a sua escala à Switch. Para os novatos, poderá ser o melhor Monster Hunter de sempre.

31. 12 Minutos

  • Criador: Luís António
  • Editora: Annapurna Interactive
  • Plataformas: PS5, Xbox Series, PS4, Xbox One, Switch, PC
  • Página do jogo

O que dissemos na nossa análise: Twelve Minutes é uma surpreendente escalada até à inspiração dos mestres Hitchcock, Kubrick e Fincher. Foram 8 horas para alcançar o fim pela primeira vez, é o bastante para o projeto. Não me pareceu curto, e temos sempre a possibilidade de o repetir para descobrir as várias linhas narrativas e desenhar novos finais, sim, o jogo tem vários finais. Está a um ótimo preço no Steam, 18,89 euros com desconto de pré-reserva, estará também disponível no ecossistema Xbox através do Game Pass ou por 24,99 euros. Não percas esta experiência sublimemente criada por Luís António, que consegue entregar algo diferente neste pântano de falta de ideias em que vivemos no meio em questão, mas acima de tudo, a importância da realização de um sonho.

"Aqui para o nosso tuga. Deixou-me agarrado até o acabar. Um jogo não precisa de ter muita coisa para nos deixar assim. ", disse o notle4.

"Não o joguei ainda, mas voto para dar força ao que é nacional.", disse o z32.

Salta para os comentários (5)

Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

Conteúdos relacionados

Também no site...

Comentários (5)

Ignora piores comentários
Ordenar
Comentários