Metroid Dread é o título mais promissor do ano na Nintendo Switch

Vamos Samus.

Se tens uma Nintendo Switch e não estás entusiasmado com Metroid Dread - seja porque não conheces a série ou porque a perspectiva lateral não te entusiasma - deverias realmente reconsiderar a tua posição. É potencialmente o melhor jogo do ano para a consola da Nintendo e capaz de te deixar agarrado ao ecrã com grande facilidade, até para quem está pouco familiarizado com a saga (o meu caso). Foi com esta impressão que saí recentemente de um evento da Nintendo onde pela primeira vez foi possível experimentar o jogo e conhecer de perto as novidades. Neste mesmo evento também tivemos a oportunidade de testar a Nintendo Switch OLED.

Surpreendentemente, não estava preparado para a velocidade de movimento de Samus. O jogo é tão fluído e rápido a responder que precisas de alguns momentos para te ajustares. Inicialmente até ia contra os adversários devido à elevada sensibilidade, mas mais adiante percebes porque razão é que a jogabilidade está construída desta forma. O segredo está no nome do jogo. Em Metroid Dread existe uma atmosfera constante de ameaça, que ganha forma em secções delineadas onde quase invencíveis robôs nos perseguem ferozmente. A ideia é deixar o jogador constantemente apreensivo, com receio do que pode aparecer à frente.

Bem-vindo ao planeta ZDR

No início do jogo, Samus viaja até ao planeta ZDR a pedido da Federação Galáctica para investigar se o parasita X está realmente vivo - uma mensagem desconhecida vinda do planeta sugere que sim. Depois de perder todos os seus poderes e habilidades assim que aterra no planeta (para evitar spoilers, não explico o porquê), Samus começa a investigar a área em redor. Não tarda a encontrar-se com os hostis robôs E.M.M.I. Os robôs foram enviados pela Federação Galáctica para investigar a presença do X em ZDR, mas acabou por perder contacto com eles. Sem explicação, quando Samus entra numa área patrulhada por um E.M.M.I, perseguem-na até à morte.

Os E.M.M.I, que parecem um cruzamento entre o General Grievous de Star Wars e a Glados de Portal, são temíveis devido à sua quase invencibilidade. Estão protegidos por uma armadura que, inicialmente, resistem a todas as armas de Samus. A única solução é correr e fugir! Como se fosse um jogo do rato e do gato, Samus tem que se esgueirar por onde pode para fugir às manoplas dos E.M.M.I. São momentos de elevada tensão onde agradeces a jogabilidade altamente fluída e sensível. As áreas patrulhadas por estes exterminadores implacáveis de Samus são imediatamente evidentes pelo ambiente tenebroso - a palete de cores fica cinzenta e conseguimos ouvir o bip, bip do radar os E.M.M.I ao longe (e que se vai aproximando se fizeres barulho). Não ficas aterrorizado como num verdadeiro jogo de terror nem vais saltar da cadeira, mas tal como o nome do jogo sugere, ficarás com receio.

"Estão protegidos por uma armadura que, inicialmente, resistem a todas as armas de Samus. A única solução é correr e fugir!"

Se um destes robôs te apanhar, não é Game Over imediato, mas é quase. Existe a hipótese de contra-atacares a animação do E.M.M.I, mas é difícil porque existe alguma variação no timming. É possível que, à medida que ganhas experiência, se torne mais fácil, mas em toda a demo que tive a oportunidade de experimentar (foram mais de duas horas), apenas consegui fazer o contra-ataque uma vez. Os E.M.M.I. são uma adição que acrescentam variedade e um elemento diferente perante a experiência tradicional de Metroid. Mas não te preocupes: tudo aquilo pelo qual Metroid é conhecido está presente em Dread. Se és fã dos Metroid originais, antes da série eventualmente transitar para o 3D, vais adorar este jogo.

Um Metroid 2D na alma

No sentido tradicional, Metroid Dread não é verdadeiramente um jogo 2D. O jogo é sempre renderizado a três dimensões, ainda que a câmera assuma na esmagadora maioria das vezes uma perspectiva lateral, mas na prática, funciona como os primeiros Metroid. Existe, contudo, uma grande diferença. Visualmente é um jogo muito mais avançado. As imagens paradas não lhe fazem justiça, é preciso ver o jogo a correr a 60 FPS para apreciar a beleza deste jogo (e o ecrã OLED da Nintendo Switch ajuda a potenciar esta beleza). Nunca tive grande contacto com os jogos anteriores, mas confesso que fiquei altamente entusiasmado com este capítulo depois de jogar. Uma prova de que consegue ser apelativo até para quem não é fã.

A experiência é pautada por secções de confrontos com diversos inimigos - uns mais lentos, outros mais rápidos - exploração dos cenários, e upgrade das habilidades do fato de Samsus para conseguires aceder a áreas que inicialmente eram impossíveis de alcançar. Actualmente, há imensos jogos parecidos - chamados Metroidvania - mas Metroid Dread promete ser um novo expoente máximo (tendo em conta que Metroid é um dos fundadores do género, não seria de esperar outra coisa). Francamente, não consegui pousar a consola até acabar a demo e se pudesse tinha continuado a jogar. Sim, é tão envolvente e satisfatório que simplesmente não queres parar. É preciso dizer mais alguma coisa?

Metroid Dread será lançado a 8 de Outubro para a Nintendo Switch.

Salta para os comentários (11)

Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

Conteúdos relacionados

Também no site...

Comentários (11)

Ignora piores comentários
Ordenar
Comentários