Deathloop é mais como um puzzle gigante do que roguelike

Estamos fascinados!

Ainda não terminei, mas do que joguei até agora, posso dizer confortavelmente que Deathloop é um dos jogos mais singulares desta geração de consolas. O conceito do jogo, bem como as suas mecânicas, são difíceis de se perceber sem jogar, até porque a Arkane misturou aqui vários elementos para atingir algo novo. Numa era em que muitos jogos se limitam a repetir as mesmas fórmulas com ligeiras variações, parece inacreditável ter um título tão refrescante como este em mão. Por um lado, parece um descendente de Dishonored, mas por outro, é completamente diferente.

Esta semana, através do Instagram do Eurogamer.pt, estivemos a responder a perguntas dos seguidores relativas a Deathloop. Várias pessoas, com tom receoso, perguntaram se era tão difícil como um Dark Souls. Os roguelikes, em grande parte devido ao trabalho que a Housemarque fez com Returnal, chegaram ao mainstream e ganharam uma reputação de serem jogos muito desafiantes pelo factor de começar de novo quando se morre. Deathloop parece ter herdado essa fama porque tem elementos desse género, no entanto, é muito mais acessível.

Quando morro tenho que começar de novo?

Normalmente, nos roguelikes a morte significa voltar logo ao início, mas em Deathloop tens que morrer três vezes para que isso aconteça - graças a um item que desbloqueias pouco depois do início. Deste modo, o jogo da Arkane não penaliza tanto como outros roguelikes nem é tão frustrante. Mais um factor a favor dos jogadores é que não existe aleatoriedade e picos de dificuldade inesperados. Deathloop, como sugerido pelo nome do jogo, funciona como um loop temporal. Todos os dias são iguais e repetidos, por isso, passado algum tempo a explorar os diferentes cenários e horas do dia, vais saber exactamente o que esperar e podes estar preparado.

Contrariamente a outros roguelikes, que te largam "a mão" praticamente desde o primeiro minuto, Deathloop tem imensas explicações e uma grande introdução que te diz tudo o que precisas de saber para entender o funcionamento do jogo. O protagonista, Colt, está preso num ciclo temporal e para escapar tem que matar os oito visionários num ciclo, sendo que um ciclo equivale a quatro horários diferentes de um dia: manhã, meio-dia, tarde e noite. O que é engraçado, é que as mesmas áreas vão mudando com o passar do dia. Por exemplo, uma porta que está fechada de manhã pode estar aberta de tarde. Quanta mais informação recolheres sobre o quotidiano de cada visionário, mais fácil será encontrar a melhor altura para tratar da eliminação.

Um puzzle gigante

Deathloop funciona mais como um puzzle gigante do que como um roguelike, no sentido em que precisas de decifrar uma forma de eliminar os oito visionários em apenas quatro períodos temporais, sendo que estes vão trocando de área à medida que o tempo passa. É um conceito que nunca vi anteriormente noutro jogo. Em relação à acessibilidade, para quem tenha receio que o jogo seja excessivamente difícil, até podes manter armas e itens que apanhaste depois de morrer. Esta habilidade inicialmente está bloqueada, na fase de introdução, mas depois, recolhendo um recurso que encontras espalhado pelas áreas, podes fazer uma infusão das armas e itens, garantindo que estas permanecem contigo mesmo depois do loop ser reiniciado.

"É um conceito que nunca vi anteriormente noutro jogo"

Até agora, Deathloop está a ser um jogo fascinante, em que realmente ficas agradavelmente surpreendido à medida que vais jogando mais. Assim que terminarmos, vamos avançar para a review. Fica atento nos próximos dias!

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Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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