Deathloop é o novo destaque no uso do DualSense e o Áudio 3D

Imersão glorificada.

Deathloop é a mais recente aposta da Bethesda Softworks, mais concretamente da Arkane Studios, criadora da série de sucesso Dishonored. Esta é uma casa conhecida pelos seus conceitos que conciliam uma inigualável abordagem ao design de níveis na forma como permite inúmeras possibilidades de interpretação e consequente resolução de obstáculos. Basicamente, a Arkane ficou celebrizada pelo seu estilo de criação de recreios virtuais que não forçam uma ordem correta de procedimento e te permitem liberdade de abordagem, mas para os descodificar terás de apostar na tentativa e erro até encontrares a combinação perfeita entre rota e habilidades a usar. É estimulante.

Em Deathloop serás Colt, perseguido pelos habitantes de uma ilha enquanto tenta quebrar um loop temporal sem final à vista. Munido de uma grande variedade de armas e habilidades, Colt tenta eliminar alvos antes que tudo se reinicie e regresse ao ponto de partida. Como seria de esperar da Arkane, existem múltiplas formas de abordar cada nível, onde podemos ser mais agressivos e partir para confrontos diretos ou avançar pela calada dissimulados com a ajuda das sombras sem que sejamos detetados pelo inimigo. Cabe-te a ti decidir como abordar cada encontro e ao mesmo tempo descobrir mais evidencias sobre cada alvo a abater. É uma abordagem que irá puxar pela imaginação do jogador e sobretudo pela tua capacidade de interpretar da melhor forma cada pista adquirida nos vários loops em cada incursão.

O convite da Arkane era mais do que irrecusável, mas o que não contávamos era encontrar em Deathloop o mais recente exemplo de um jogo que usa as funcionalidades do DualSense para glorificar a imersão. As mecânicas existentes em Deathloop encaixam na perfeição, como uma luva, no comando da PlayStation 5 e até poderá enganar fazendo pensar que foram feitas a pensar no comando. O seu sistema de feedback háptico faz toda a diferença, seja nos motores que geram vibração nas diversas partes do comando ou através dos gatilhos adaptativos.

Estas funcionalidades conferem uma superior imersão em toda a linha de jogabilidade, fazem com que movimentos simples, como recarregar a arma, sejam sentidos nas nossas mãos, ou quando numa troca de tiros a nossa arma encrava e sentimos toda essa frustração através do feedback que só o DualSense é capaz de transmitir. Para além do feedback sensitivo físico, também foi aproveitado o som embutido no comando, onde por exemplo uma mina terrestre emite um som audível no DualSense para alertar Colt.

São estas particularidades que têm tornado muitos jogos diferentes ao serem jogados com o principal meio de interação com a tua PS5, todas estas funcionalidades e sensações são transmitidas do jogo para o comando e subsequentemente para as mãos do jogador. A experiência sobe de patamar quando jogado desta forma.

"A jogabilidade é de facto elevada para momentos e patamares superiores que são apenas conseguidos através do DualSense da PlayStation 5"

A jogabilidade é de facto elevada para momentos e patamares superiores que são apenas conseguidos através do DualSense da PlayStation 5, que será certamente um exemplo a seguir pelos seus rivais. É algo muito precioso a ter em conta por quem deseja enfrentar este desafio e sem dúvida mais um forte argumento para quem desejar tirar o máximo proveito do comando da Sony. Deathloop é uma experiência que poderás ter gosto em descobrir, mas a tua curiosidade poderá ser aguçada se o encarares como um dos melhores usos do DualSense até à data.

No entanto, a Arkane Studios não se ficou por aqui na hora de trabalhar nas especificidades de um exclusivo PS5 assegurado antes da casa mãe ter sido comprada pela Microsoft. Mostrando capricho e imensa dedicação para respeitar quem deseja investir o seu tempo e dinheiro em Deathloop na consola da Sony, tira partido do áudio 3D que esta é capaz de emitir, conferindo uma superior experiência de jogo. Com isto, queremos dizer que a imersão sobe mais um nível quando jogas acompanhado por um dispositivo compatível com esta tecnologia, como os Pulse 3D da Sony.

Jogar Deathloop com headset da Sony para a PS5, ou com outros auscultadores capazes de aproveitar essa mesma tecnologia, faz com que sintas cada momento numa profundidade e detalhe que doutra forma não seria possível. Para dissipar todas as dúvidas, basta comparar o som conseguido através dessa função tridimensional do áudio acionada e de seguida comparar com a mesma desligada, a diferença é enorme e já não se consegue jogar doutra forma. Com a ativação do áudio 3D consegues sentir a brisa do vento, o eco da nossa voz em espaços mais amplos, e cada pormenor em nosso redor, com uma fidelidade e sobretudo, com um excecional detalhe sonoro que nos arranca rasgados sorrisos.

"o DualSense a transmitir os mundos utópicos para as nossas mãos e o áudio 3D a criar sensações íntimas que jamais seriam permitidas pela estagnação das tecnologias."

Deathloop é mais um grande exemplo de como a evolução tecnológica é fundamental para a criação de experiências mais profundas e imersivas, transportando-nos para mundos imaginários recheados de experiências sensoriais. Temos de aliar a evolução das jogabilidades e seus formatos na criação de videojogos e suas tecnologias de apoio que fazem avançar este conceito de vida, este amor pelos videojogos. Os passos dados pela Sony com a PlayStation 5 são nesse sentido, com o DualSense a transmitir os mundos utópicos para as nossas mãos e o áudio 3D a criar sensações íntimas que jamais seriam permitidas pela estagnação das tecnologias.

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Sobre o Autor

Adolfo Soares

Adolfo Soares

Director

É o nosso homem do PC, por isso qualquer coisa é com ele. É também responsável pelo Eurogamer, bem como dá uma perna nas notícias.

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