The Red Solstice 2 - Marte, o planeta vermelho

Estratégia em tempo real como antigamente.

Fomos convidados pela 505 Games para uma apresentação de The Red Solstice 2, que está a ser desenvolvido pelo estúdio Ironward sediado na Croácia. Já há algum tempo que não colocava as mãos num jogo deste género, que combina vários géneros dentro de uma só aposta. Temos estratégia em tempo real misturado com muita ação de combate e alguns elementos RPG numa perspetiva isométrica, e estava curioso para saber como a produtora o está a moldar.

É um universo futurista repleto de avanços tecnológicos. Cronologicamente decorre no ano 117 Após a Terra, posterior aos eventos do primeiro The Red Solstice, no planeta Marte. Existem corporações que lutam pelo domínio do que restou, e é aí que nós entramos com a nossa equipa de militares apetrechados de tecnologia numa disputa à procura de uma cura para o vírus que arrasou a humanidade.

A apresentação consistiu em mostrar e explicar partes fundamentais das mecânicas e das seis classes disponíveis. Foram mostradas algumas missões e dado bastante enfase ao trabalho em equipa. Foi mesmo muito sublinhada a importância da cooperação com os diversos elementos. Posteriormente foi-me dada a possibilidade de provar a versão de The Red Solstice 2, que permite experimentar um pequeno tutorial e várias missões, além da gestão que temos de fazer no backoffice na preparação das missões.

Indo diretamente ao assunto, nesta preview que tive acesso somos colocados logo em missões sem que haja uma introdução, perfeitamente aceitável. Temos inicialmente uma missão em que temos de libertar outros membros da coligação que posteriormente farão parte da nossa equipa. Na nossa base / nave, temos várias opções. É aí que gerimos tudo, desde os membros da fireteam, onde podemos alterar os loutouts, modificar a cor dos fatos, atribuir perks, e desbloquear habilidades com os pontos ganhos nas missões.

A base de lançamento para toda a ação é efetuada na orbita de Marte, onde se realizam pesquisas tecnológicas, expandem-se as infraestruturas, e apetrecha-se as nossas unidades. Há muita coisa a fazer e a entender, numa fase inicial chega até a ser demasiado conteúdo para absorver. As progressões que elaboramos vão influenciar o desempenho das unidades no campo de batalha, conforme os loutouts escolhidos (há que estudar os objetivos das missões).

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"Os elementos no mapa são bastante interativos, podemos vasculhar e até os usar em nosso favor em determinados momentos."

No campo de batalha, com uma visão em perspetiva isométrica, controlamos a nossa equipa e vamos cumprindo com os objetivos da missão. Temos a liberdade de explorar o mapa, apanhar recursos que vão ajudar a própria missão. Os elementos no mapa são bastante interativos, podemos vasculhar e até os usar em nosso favor em determinados momentos. Voltando às missões já referidas, são três da campanha e uma no modo Skirmish, foram basicamente fazer reconhecimento, salvar uma fireteam, prevenir um determinado evento de ocorrer e escoltar um comboio de veículos militares. De referir que teremos modos multiplayer até oito jogadores ao mesmo tempo.

Deu perfeitamente para entender as mecânicas, e constatar que há muita coisa a dominar. São muitas variáveis que temos de controlar ao mesmo tempo, principalmente relacionadas com a avalanche de opções que temos para os elementos da nossa equipa. Temos seis classes e todas elas com características únicas que vão desde habilidades especiais até às mais básicas que determinam a forma como as usamos. Uns são de suporte, outros para combate de maior proximidade e outras fazem o seu trabalho de longe. Temos então o Assault, Medic, Heavy Support, Marksman, Demolition e Recon.

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"Há muita coisa a assimilar, dei por mim quase perdido no que cada uma pode fazer."

Tendo em consideração todas as classes referidas, há muita coisa a assimilar, dei por mim quase perdido no que cada uma pode fazer. É realmente um jogo que nos coloca numa postura de total empenho. Não que seja inteiramente necessário todo o conhecimento aprofundado, mas se queremos jogar em modos de dificuldade mais elevados somos mesmo colocados à prova na rapidez das nossas ações durante as missões, pois facilmente somos aniquilados pela avalanche de inimigos que enfrentamos.

The Red Solstice 2 não acrescenta muitas novidades ao género, é uma aposta com diretrizes consistentes provenientes de outras paragens que lhe dão uma firmeza no que expõe. Ainda em fase de desenvolvimento e como consequência ainda existem alguns erros e bugs, compreensível pois a versão que joguei ainda está longe de ser a final. Mas caminha a passos largos para o lançamento a 17 de junho deste ano no PC através do Steam.

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Sobre o Autor

Adolfo Soares

Adolfo Soares

Director

É o nosso homem do PC, por isso qualquer coisa é com ele. É também responsável pelo Eurogamer, bem como dá uma perna nas notícias.

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