Aquisição da Bethesda por parte da Xbox influenciou a Google a encerrar os estúdios Stadia

Uma reviravolta completa nos planos, relatam trabalhadores.

Segundo relatado por diversos funcionários nos estúdios Stadia que a Google vai encerrar, a decisão apanhou-os totalmente desprevenidos porque uma semana antes tinham recebido diversos elogios.

A Google decidiu que não iria desenvolver os seus próprios jogos para apoiar o Stadia, o que surpreendeu o mundo e até os seus trabalhadores, algo que, segundo avançado pelo Kotaku, foi parcialmente influenciado pela aquisição da Bethesda feita pela Microsoft.

De acordo com as informações obtidas pelo Kotaku, que avançou antecipadamente a decisão de encerrar os estúdios Stadia, os funcionários que aceitaram comentar a situação, falam numa mudança completa na postura e de influências externas, que revelam o quão dispendioso é construir um portefólio de estúdios.

As fontes, que preferiram manter o anonimato, alegam que Phil Harrison, gestor do Stadia, elogiou os esforços e progresso feitos pelos estúdios, especialmente durante a pandemia, para na semana seguinte os informar que seriam encerrados. Uma das principais razões é o crescente custo para desenvolver jogos de qualidade e estabelecer propriedades intelectuais.

"Criar do zero jogos da melhor qualidade demora imensos anos e um investimento significativo e os custos estão a crescer exponencialmente," disse Harrison num email enviado aos funcionários e partilhado com o Kotaku.

Numa chamada virtual feita a 4 de Fevereiro, Harrison deu o exemplo da recente aquisição da Microsoft, que investiu 7.5 mil milhões de dólares na ZeniMax para comprar a Bethesda Game Studios, referindo a compra como um dos fatores que demoveu a Google a investir em jogos originais.

A Microsoft investiu agressivamente na compra de estúdios e propriedades intelectuais, para que não seja forçada a criar do zero propriedades cujo sucesso não consegue prever e isso parece ter sido uma dura lição para a Google.

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Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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