Rocket Arena - Review - Divertido

Novo multiplayer battle arena da EA.

A sua simplicidade torna-o fácil de assimilar mas também de saciedade algo rápida.

O mundo dos videojogos há muito que gira praticamente em redor de interacções virtuais, o que resultou num proliferar de títulos exclusivamente virados para essa linha, que tomaram conta do que se produz. Cada editora tenta que o seu trabalho seja o próximo grito da moda e que se propague a nível global. Rocket Arena é a aposta da EA, um shooter 3v3 desenvolvido pela Final Strike Games, com esse propósito.

Rocket Arena não é um F2P, mas também não é vendido a preço completo, pode ser considerado como um mid range, onde a Standard Edition custa 29,99€ no PC e nas consolas. Obviamente, possui microtransações, mas limitadas a cosméticos para dessa forma não afectarem a jogabilidade.

Temos um jogo que se alimenta de referências já existentes, principalmente na conhecida série Super Smash Bros. da Nintendo. Cada partida envolve até um máximo de seis jogadores, três para cada uma das equipas em torno de cinco modos de jogo, sendo um deles cooperativo. Temos então uma parte competitiva, o Nocaute, Foguetebol, Megafoguete, e Caça ao Tesouro. No já mencionado cooperativo existe o modo Ataque dos Foguetobôs.

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Partidas 3 vs 3 com obrigatoriedade de personagens diferentes por equipa.

"Os modos são simples e de fácil assimilação, com uma curva de aprendizagem curta, onde as mecânicas são bem explícitas"

Os modos são simples e de fácil assimilação, com uma curva de aprendizagem curta, onde as mecânicas são bem explícitas. Em Nocaute temos que abater o maior número de inimigos possível para ganhar a partida. Em Foguetebol, como o nome indica, existe uma bola que pode ser transportada e até arremessada e ganha quem marcar mais golos. No Megafoguete temos que controlar determinada zona durante um período de tempo até que sejamos a equipa com maior número de zonas controladas no final da partida. Caça ao Tesouro é um dos modos que mais gostei, inicialmente temos que capturar um baú com um tesouro e manter na nossa posse o máximo de tempo possível, já que este nos confere moedas conforme o tempo que a nossa equipa o detém. Após terminar o tempo de manter o baú temos que colectar moedas espalhadas pelo mapa, ganha a equipa com mais moeda amealhadas.

Rocket Arena é de simples mecânicas, temos uma arma principal conforme o personagem escolhido, temos dez à disposição, em que cada um tem as suas habilidades próprias. Joguei principalmente com dois, Jayto Fénix e Plink. Além da arma principal, cada um tem igualmente duas habilidades que após serem utilizadas possuem um tempo de cooldown. Por exemplo, Plink possui um Bumerangue que faz ricochete nas paredes, e uma Bolatransporte que permite teletransportar para a zona onde a arremessamos. De salientar que não é possível a existência de dois personagens idênticos na mesma equipa.

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Configurações estéticas e das habilidades tornam cada personagem única.

Também temos ao dispor os chamados Artefactos, que vão influenciar as nossas habilidades e também permitir melhorias, como saltos mais altos, maior velocidade de deslocação horizontal, e até recompensas após abater um inimigo. Todas estas combinações conferem possibilitadas muito diversas, tanto dadas pelas habilidades como pelos Artefactos. Rocket Arena torna-se assim muito multifacetado na sua abordagem, onde determinado personagem pode ser configurado da forma mais eficaz para determinado modo de jogo.

Os mapas disponíveis são de momento dez, um bom número para o lançamento. São visualmente atraentes com uma paleta de cores viva e abundante, de tamanho médio para pequeno que se ajustam bem a velocidade de jogo que não é propriamente muito elevada. De facto, é uma das dúvidas que mais me saltou à consideração, a sensação de alguma lentidão na deslocação pelo mapa, seja ela horizontal como vertical, senti necessidade de mais rapidez de movimento.

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Arenas ricas em cores e pormenores.

"Rocket Arena é interessante e tem a sua diversão, que é praticamente imediata"

Visualmente foi optado por uma arte mais cartoon, com heróis a apelar um público mais jovem. Não querendo isto dizer que não tem a sua exigência em termos de hardware. Jogámos a versão PC e com o detalhe no máximo é necessária uma boa máquina para o correr a fotogramas acima dos 60. Durante as partidas o jogo torna-se belo, com inúmeros efeitos visuais das armas e das habilidades, bem como as do nosso próprio personagem com animações interessantes de se ver.

Mas nada será importante se o jogo em si não for apelativo, e sobretudo divertido. Rocket Arena é interessante e tem a sua diversão, que é praticamente imediata. Desde logo somos conduzidos para um tutorial que nos adapta rapidamente ao que nos é pedido e possibilitado fazer. Com uma interface simples e lógica, onde nada se encontra demasiado escondido e de difícil acesso. Mas esta simplicidade também tem o seu revés, já que a exigência poderá não chegar a patamares tão elevados como determinados jogadores preferem.

"Será que se tornará demasiado simples e repetitivo com o tempo?"

Será que se tornará demasiado simples e repetitivo com o tempo? Essa é a pergunta que deverá ser respondida pela produtora, que terá que apoiar o jogo através de novidades, novos modos, novos desafios dentro dos mesmos - já existem desafios, uns diários e outros semanais, que nos recompensam com pontos para gastar na loja. Essa é sempre uma das principais incógnitas em redor deste tipo de jogo, o futuro apoio que irá receber será fundamental para o seu sucesso e sobrevivência, num género já completamente inundado por tantas escolhas.

Em conclusão, temos um jogo simples no bom sentido, divertido, com uma fácil assimilação e de rápida entrada nas suas mecânicas. Com visual interessante e sobretudo eficaz para o propósito. Alguma da sua simplicidade poderá afectar jogadores mais exigentes, mas por outro lado assenta bem noutro público, que dispensa experiências demasiado complexas e confusas. Rocket Arena não é um free-to-play, e isso poderá ser um entrave na tentativa de ir buscar jogadores a outros títulos que possuem um modelo gratuito para se jogar.

Prós: Contras:
  • Rápida curva de aprendizagem
  • Mecânicas simples e fáceis de assimilar
  • Diversidade de mapas e personagens
  • Visualmente interessante
  • Poderá ser pouco exigente para alguns jogadores
  • Falta de modos de jogo mais complexos
  • Algo repetitivo

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Sobre o Autor

Adolfo Soares

Adolfo Soares

Director

É o nosso homem do PC, por isso qualquer coisa é com ele. É também responsável pelo Eurogamer, bem como dá uma perna nas notícias.

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