Quais são as diferenças de jogar Death Stranding no PC?

Confere as nossas primeiras impressões.

Depois do lançamento na consola da Sony, poucos acreditariam que Death Stranding caminhasse tão rapidamente até ao PC. É verdade que já não é tão raro que alguns dos títulos icónicos do universo PlayStation cheguem eventualmente até ao PC (mais um exemplo disso é Horizon: Zero Dawn), alcançando deste modo um público mais abrangente que assim pode experimentar alguns dos melhores jogos que se tem feito nos últimos anos para a PlayStation.

dissemos o quanto ficámos impressionados com a obra original de Hideo Kojima, onde conduz livremente toda a sua genialidade sem barreiras bloqueadoras. Death Stranding apresenta-se agora no PC, e com todas as capacidades desta plataforma, o salto em resolução e fluidez é obviamente manifesto. A sensação que se tem logo na primeira cinemática é que, apesar do magnifico trabalho feito na PS4, este estava destinado a voos mais altos. Só jogando esta versão se consegue compreender a falta que faz um rácio de fotogramas mais elevado, transmitindo para o jogador toda a arte recriada num universo virtual tão credível como este.

"Só jogando esta versão se consegue compreender a falta que faz um rácio de fotogramas mais elevado"

Tenho quase 100 horas de jogo na versão PS4, explorei cada recanto, desde planícies, rios, até à montanha mais alta. Death Stranding consegue transportar-nos para longe e deixa-nos à sua mercê, conquista o nosso íntimo através da sua beleza paisagística acompanhado de uma banda sonora arrebatadora. É delicioso apreciar este universo criado por Kojima num patamar superior, impossível de alcançar com o hardware da consola. As limitações da versão original são desta forma completamente expostas e denunciadas.

Para quem já o jogou, as novidades são praticamente apenas a nível visual, desde a possibilidade de jogar em formato ultrawide, resoluções bem mais elevadas, fotogramas por segundo acima dos 30, uma imagem mais limpa, e ligeira melhoria na resolução das texturas. Também relevante é o suporte nativo do DualShock 4, basta ligar ao PC por cabo ou bluetooth que este é logo detetado pelo jogo. No entanto, o que mais salta à vista é sem qualquer dúvida a fluidez de jogo, onde se sente com maior impacto toda a atmosfera aqui criada.

A capacidade do Decima Engine em gerar ambientes vastos e deslumbrantes ficou bem demonstrada em Horizon Zero Dawn, ambos partilham o mesmo motor gráfico, mas apesar do upgrade em performance, estranhamente o GPU nunca é levado ao limite. A percentagem de utilização é praticamente idêntica mesmo com alterações à resolução e às opções visuais, raramente se observa uma utilização acima dos 80%. Também denotamos algumas imperfeições a nível de luz, com o sol a cintilar sempre que nos movemos, e até as luzes estáticas em edifícios a reproduzirem o mesmo efeito. São pormenores que podem ser polidos e refinados.

Contribuindo em muito para a imersão no jogo estão os tempos de carregamento muito reduzidos, principalmente com o jogo instalado num disco SSD. Realmente os discos rápidos fazem milagres e Death Stranding desponta em toda a gloria com transições reduzidas ao máximo. Não existem tempos enfadonhos de espera até que determinada zona seja carregada. Mal podemos esperar pelas novas consolas com os seus discos super rápidos.

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No PC o jogo de Hideo Kojima atinge um patamar superior de qualidade visual.

A versão PC é deveras aguardada, desde os primeiros rumores surgidos no final de maio de 2019 e com a sua confirmação oficial no final de outubro do mesmo ano. Além da campanha original, esta versão PC possui ainda na sua posse alguns segredos para desvendar, ligados ao universo Half-Life da Valve, através de missões secundárias que nos recompensam com conteúdos deste clássico.

Death Stranding PC tornou-se uma realidade e é recebido de braços abertos nesta plataforma. Tudo o que transmitimos sobre a versão PS4 é mantido e ainda excedido com todas as possibilidades permitidas por esta plataforma. Não existe melhor forma de percorrer este mundo idealizado por Kojima, que é muito mais que um simulador de caminhadas, é uma aventura para os sentidos.

O lançamento está agendado para o dia 14 de julho, e nós teremos a nossa análise no dia anterior, 13 de julho de 2020. Até lá, vamos ajudar Sam e o seu amoroso BB nesta caminhada até ao PC.

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Sobre o Autor

Adolfo Soares

Adolfo Soares

Director

É o nosso homem do PC, por isso qualquer coisa é com ele. É também responsável pelo Eurogamer, bem como dá uma perna nas notícias.

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