A Ubisoft não tem elementos pay-to-win nos seus jogos

Assegura o presidente da companhia.

A Ubisoft realizou hoje uma apresentação financeira aos seus investidores e analistas, durante a qual adiou três jogos, confirmou estar a desenvolver 2 jogos AAA secretos e que Ghost Recon: Breakpoint foi uma desilusão.

Além de Breakpoint, a Ubisoft partilhou que The Division 2 ficou aquém das expectativas, mas que continuarão a ser apoiados como jogos vivos, com direito a actualizações constantes.

No entanto, alguns investidores questionaram se os consumidores não se estão a revoltar contra a monetização agressiva nos videojogos, o que poderia afastá-los desse tipo de experiências.

Yves Guillemot, presidente da Ubisoft, assegurou aos investidores que os seus jogos não incluem micro-transacções "pay to win" e que não pretendem saturar os consumidores com constantes pedidos para gastar mais dinheiro, mas sim incentivá-los a jogar o mesmo jogo durante mais tempo com a ajuda de eventos vivos e actualizações.

"Quando somos capazes de criar eventos que fazem as pessoas ficar mais tempo nos nossos jogos, estão ocasionalmente a gastar dinheiro nos nossos jogos. O que consideramos é que ao apresentar uma experiência de alta qualidade, podemos aumentar a receita por jogo, sabendo que isto acontece porque criamos mais conteúdos com regularidade."

"No caso de Ghost Recon, a nossa filosofia é que o jogador jogue o jogo completo, 100% sem ter de gastar dinheiro. Não temos elementos pay to win nos nossos jogos e podemos dizer que essa é a filosofia que temos em todos os nossos jogos, mas têm de estar associados a mais eventos, mais conteúdo para os jogadores permanecerem mais tempo."

Durante o período de Acesso Antecipado, Ghost Recon Breakpoint incluía na sua loja "time-savers" que te permitiam obter mais XP, skill points e materiais para desbloquear melhorias avançadas nas armas. Isto era uma opção para os jogadores que começassem mais tarde e quisessem acompanhar os amigos que começaram mais cedo.

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Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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